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Roberto Rocha defende redução da estrutura do governo, critica ICMS e propõe foco em infraestrutura no MA | G1

Candidato ao Governo do Maranhão foi o terceiro a participar da série de entrevistas no JMTV 1ª Edição. Durante a entrevista, Roberto Rocha defendeu o fim das isenções fiscais para grandes empreendimentos e a participação popular no orçamento.

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O candidato ao Governo do Maranhão, Roberto Rocha ( PRTB ), concedeu entrevista ao vivo ao JMTV 1ª Edição, nesta quarta-feira (16), onde apresentou suas propostas, caso seja eleito. Dentre as medidas defendidas estão a redução da estrutura administrativa do governo , investimentos em infraestrutura e logística e a qualificação profissional da população para inserção no mercado de trabalho .

Questionado sobre quais seriam as prioridades de uma eventual gestão diante de limitações orçamentárias, Roberto Rocha afirmou que a principal mudança seria na forma de administrar o Estado .

Para o candidato, ele pretende reduzir o tamanho da máquina pública , ampliar a atração de empresas e investir simultaneamente em infraestrutura e qualificação profissional .

"Eu considero que prioridade em um governo, em qualquer governo, é o modelo de gestão. Antes de você definir prioridade educação, saúde, segurança, você tem que discutir o modelo de gestão. O Maranhão não está andando devagar. Ele está andando na direção errada. Então quanto mais rápido, mais ele se afasta do objetivo. Como é que pode o Maranhão ter 70 secretarias? Então não vai sobrar dinheiro mesmo. Como é que pode não trazer empresa para o Maranhão? Indústrias para o Maranhão? Para poder gerar emprego, gerar arrecadação tributária?", questionou o candidato.

Entrevista com os candidatos ao governo do Maranhão

Roberto Rocha , do PRTB, foi o terceiro a participar da série de entrevistas, exibida no JMTV 1ª Edição. A entrevista teve duração de 30 minutos, divididos em dois blocos. A rodada de entrevistas segue até a próxima segunda-feira (21) e é conduzida pelos jornalistas Tayse Feques e Rodrigo Bomfim .

Durante a entrevista, o candidato respondeu a perguntas elaboradas por 32 estudantes maranhenses, de quatro instituições de ensino do estado, sendo duas públicas e duas particulares, que representaram os eleitores durante a dinâmica.

As perguntas foram colocadas em uma urna e sorteadas ao vivo. Além dos questionamentos preparados pelos estudantes, o candidato também respondeu a perguntas enviadas pelos eleitores.

14 de setembro (segunda-feira): Orleans Brandão ( MDB )

15 de setembro (terça-feira): Saulo Arcangeli ( PSTU )

16 de setembro (quarta-feira): Roberto Rocha (PRTB)

17 de setembro (quinta-feira): Reginaldo Lima ( PCB )

18 de setembro (sexta-feira): Eduardo Braide ( PSD )

19 de setembro (sábado): André Luís (Missão)

21 de setembro (segunda-feira): Felipe Camarão ( PT )

Roberto Rocha defende redução da estrutura do governo, critica ICMS e propõe foco em infraestrutura no MA — Foto: Reprodução/TV Mirante

Desenvolvimento econômico para ampliar arrecadação

Ao falar sobre geração de empregos e desenvolvimento econômico, Roberto Rocha afirmou que o Maranhão precisa criar condições para atrair investimentos privados . Segundo ele, o crescimento econômico é o principal caminho para aumentar a arrecadação estadual .

"Só se desenvolve qualquer lugar no mundo, só se emancipa qualquer lugar, com o binômio produção e conhecimento. Produção só existe se houver infraestrutura, se houver logística. Qual é a pior renda per capita do Brasil? Infelizmente, é o Maranhão. E dentro do Maranhão, qual é melhor? A região de Balsas. Por quê? Porque tem produção. Mesmo que seja produção primária. É grão. É monocultura. É mecanização. Mas tem produção. E conhecimento vai muito além do português e matemática medidos pelo IDEB. Nós estamos na era do conhecimento. Então, se eu fosse governador, a secretaria não seria de educação. A secretaria seria do conhecimento. Ou seja, envolve ciência e tecnologia", explicou o candidato.

Roberto Rocha foi questionado sobre a reforma tributária e o ICMS do Maranhão, considerado um dos mais altos do país. Em entrevista, o candidato do PRTB afirmou que a população maranhense é penalizada pela elevada carga tributária estadual .

Como proposta, ele defendeu o crescimento econômico como forma de ampliar a arrecadação, em vez de elevar impostos . Para Rocha, o Estado precisa melhorar o ambiente de negócios para atrair empresas e investimentos .

"O Maranhão tem a população mais pobre do Brasil, infelizmente. E é a população que tem a maior carga tributária de ICMS. É um absurdo. Isso é uma loucura completa. Como é que você carrega o maior peso de carga tributária à população mais pobre? Você pode aumentar a arrecadação aumentando a alíquota, como fez o Maranhão. Ou aumentar a arrecadação com base no desenvolvimento econômico. Porque quando você desenvolve a economia, para cada 1% que cresce o PIB, cresce 3% a arrecadação tributária. Por que não aumenta o crescimento econômico? Porque não tem incentivo, não tem política pública, não tem ambiente de negócio favorável, não tem segurança jurídica. Ninguém vai pegar o seu dinheiro, milhões ou bilhões, e botar no Maranhão", diz o candidato.

Indeferimento da candidatura e filiação ao PRTB

Roberto Rocha comentou a decisão do Tribunal Regional do Maranhão (TRE-MA) que indeferiu sua candidatura por questões relacionadas à filiação partidária. O caso ainda cabe recurso .

O candidato afirmou que irá recorrer da decisão e atribuiu os questionamentos judiciais à sua atuação política . Ele explicou que sua filiação ao PRTB ocorreu dentro das regras previstas pela legislação eleitoral e o caso ainda deverá ser analisado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) .

“Eu fiquei sem partido para ser candidato. Em junho. Ora, sucede que o Partido Novo se prestou a esse serviço (...) Em abril, no último dia, me filei ao PRTB. Só que não tinha senha. A Justiça Eleitoral não entregou a senha para o partido. Então, se não entregou a senha, não pôde ser processado. E aí eu requeri e foi processado. Mas isso a gente vai discutir no TSE”", explicou.

Ainda questionado por uma das estudantes presentes no estúdio sobre a escolha do PRTB e os problemas enfrentados pela legenda em nível nacional, Roberto Rocha afirmou que não tem ligação com a direção nacional do partido e voltou a defender a regularidade da filiação .

“Eu não tinha opção. Só tinha essa opção no Brasil. (...) O Tribunal do Maranhão decidiu indeferir minha candidatura porque eu não comuniquei o partido que eu estava saindo. Mas eu não precisava, porque eu não tenho obrigação. A lei não me exige isso”, explicou o candidato.

Ao ser questionado sobre transporte público, Roberto Rocha afirmou que o problema está relacionado principalmente à administração municipal de São Luís . Ele citou a redução da frota de ônibus e a ausência de outros modais de transporte como fatores que contribuem para o cenário atual .

Como proposta para o problema, o candidato do PRTB defendeu investimentos em alternativas de mobilidade urbana .

"São Luís tinha mais de 800 ônibus. E a cidade foi entregue com cerca de 400 ônibus, quase a metade. Daí o problema. Se a população não tivesse crescido nada, tinha estrangulado. Só que cresceu a população e diminuiu a oferta. Além disso, São Luís não tem outros modais de transporte. São Luís não tem VLT. Só tem duas capitais no Nordeste que não têm VLT, São Luís e Aracaju. Não tem metrô, não tem ciclovia. O primeiro modal é o pedestre. Não tem calçada. Então veja, as pessoas dependem dos ônibus para o dia a dia, para exercer um direito básico de ir e vir e ainda assim não conseguem. Há um problema, há um colapso no transporte coletivo", explicou Roberto Rocha.

Roberto Rocha (PRTB) foi o terceiro a ser entrevistado ao vivo JM1. — Foto: Reprodução/TV Mirante

Durante a entrevista, Roberto Rocha fez críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou que o Senado deveria exercer com mais rigor a função de fiscalizar os ministros da Corte .

"Cabe exclusivamente, privativamente, ao Senado Federal processar e julgar ministros do Supremo. Só que na prática isso acontece como? Quem decide não é o Senado. É um senador. É o presidente do Senado, que recebe ou não a denúncia. Tem dezenas delas. Nenhuma recebida. Por quê? Porque tem uma coisa que não se discute tanto, que é a raiz do problema. Eu diria que hoje o Supremo é a febre. A infecção está lá no Senado, em uma coisa chamada orçamento secreto. Que é a maior imoralidade desse país. Eu dizia isso com todas as letras, como continuo dizendo. E vou continuar dizendo. Porque eu sou cidadão brasileiro e tenho o direito de me manifestar. E claro que ninguém vai me calar. O dia que eu tiver que me calar na política, eu não faço mais política", disse o candidato.

Rocha afirmou que o desenvolvimento econômico depende de investimentos em infraestrutura e logística . Como proposta, ele diz que criou no plano de governo eixos centrais para realizar investimentos na área que vão auxiliar no processo de desenvolvimento estadual .

"Eu coloquei no meu plano de governo dois eixos centrais: preparar o Maranhão e preparar o maranhense. O que é preparar o Maranhão? É dotá-lo de condições infraestruturais para que ele possa produzir. Porque não existe produção sem logística. Só se desenvolve qualquer lugar no mundo, só se emancipa qualquer lugar, com o binômio produção e conhecimento. Produção só existe se houver infraestrutura, se houver logística", disse.

Ainda durante a entrevista, Roberto Rocha afirmou que o crescimento econômico precisa ser acompanhado de investimentos na capacitação da população . Para ele, a falta de mão de obra qualificada dificulta a inclusão dos maranhenses no mercado de trabalho.

O candidato disse que a preparação profissional deve caminhar junto com a expansão da economia .

"Preparar o maranhense significa capacitá-lo para poder ser absorvido pelo mercado de trabalho. Não adianta você ter um desenvolvimento econômico acelerado se você não tiver o maranhense preparado, porque o maranhense é capaz, mas ele não é capacitado para ser incluído no mercado de trabalho. É preciso fazer isso ao mesmo tempo. Porque eu também aprendi que só se desenvolve qualquer lugar no mundo, só se emancipa qualquer lugar, com o binômio produção e conhecimento", disse Rocha.

Ao falar sobre educação e desenvolvimento, Roberto Rocha defendeu uma política voltada para pesquisa, inovação e produção de conhecimento . O candidato afirmou que o Maranhão precisa investir mais em ciência e tecnologia para ampliar sua capacidade de desenvolvimento .

Ele também citou investimentos realizados durante seu mandato no Senado em laboratórios da Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

"Conhecimento vai muito além do português e matemática medidos pelo IDEB. Nós estamos na era do conhecimento. Então, se eu fosse governador, a secretaria não é de educação. A secretaria é do conhecimento. Ou seja, envolve ciência e tecnologia. Nós estamos na Amazônia. As universidades não tinham laboratório. Como é que vai fazer pesquisa? Vai lá na UFMA hoje. Os três laboratórios que existem na UFMA, Open Lab, laboratório aberto, foi feito pelo senador Roberto Rocha. É um laboratório de inteligência artificial, um de bioeconomia e um de biotecnologia. São os únicos três que têm aqui no Maranhão hoje", disse o candidato.

Ao responder uma pergunta sobre os altos índices de analfabetismo e os desafios da educação maranhense, Roberto Rocha criticou os indicadores atualmente utilizados para medir a qualidade do ensino no país .

Para o candidato do PRTB, a avaliação do desempenho educacional precisa considerar de forma mais efetiva o conhecimento adquirido pelos alunos, especialmente em disciplinas básicas como português e matemática .

"O IDEB. De repente o governo federal resolveu colocar dois indicadores para formar o IDEB. A aprovação e a aprendizagem. A aprendizagem é medida pelas provas de português e matemática. E a aprovação é quando o aluno é aprovado ou reprovado. Alguém aqui já viu algum aluno reprovado ultimamente? Tem estados que têm lei que, mesmo reprovado em várias matérias, o aluno continua para o próximo ano. Então, no final, o IDEB vai aumentar. Na hora que você vai mesmo na aprendizagem, que é medida pelo SAEB, português e matemática, é um horror. Então, quando você pega os números frios, parece que está tudo melhorando. Mas quando você olha para o que o aluno efetivamente aprendeu, a realidade é outra", disse o candidato do PRTB.

Ainda durante a entrevista, Roberto Rocha afirmou que a melhoria dos indicadores educacionais passa por mudanças na forma como o ensino é conduzido nas escolas . O candidato disse que o debate sobre educação não pode se limitar à construção ou reforma de prédios .

Segundo ele, modelos como as escolas cívico-militares podem contribuir para melhorar a disciplina e os resultados educacionais dos estudantes .

"O que precisa fazer? Precisa ter uma dedicação mais real em relação ao assunto. Educação não é pintar escola, não é prédio. Vai muito além disso. Quando se fala de educação, as pessoas pensam logo em construir escola, reformar escola. Claro que isso é importante. Mas o principal é o que acontece dentro da sala de aula. Você tem que chamar as escolas cívico-militares. Elas têm apresentado resultados em diversos lugares porque trabalham disciplina, organização e acompanhamento mais próximo dos alunos. A discussão não pode ficar só na estrutura física", explicou Rocha.

Ao apresentar propostas para a área da educação, Roberto Rocha defendeu a ampliação da formação técnica como forma de preparar os jovens para o mercado de trabalho . Para Rocha, a educação precisa estar conectada às necessidades da economia e às oportunidades de emprego.

O candidato afirmou que o crescimento econômico só produzirá resultados efetivos para a população se houver qualificação profissional capaz de atender à demanda das empresas.

"Você tem que chamar as escolas cívico-militares e dar aos alunos o curso técnico no final, para que ele possa estar capacitado para o mercado de trabalho. Eu fico olhando uma turma dessa daqui e penso quantos desses jovens estão sendo preparados para aquilo que o mercado vai exigir nos próximos anos. Essa é a preocupação que precisa existir. Preparar o maranhense significa capacitá-lo para poder ser absorvido pelo mercado de trabalho. Não adianta você ter um desenvolvimento econômico acelerado se você não tiver o maranhense preparado, porque o maranhense é capaz, mas muitas vezes não recebeu a capacitação necessária para ocupar essas vagas", finalizou o candidato.

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Wednesday, October 21, 2026

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