Quem era vice-prefeita afastada por caso de ‘amarração’ que morreu em | G1
Juliana Maria Teixeira da Costa, de 43 anos, foi a primeira mulher eleita vice-prefeita de Ribeira e também comandou a Saúde. Ela morreu após o carro que dirigia cair em uma ribanceira na Rodovia SP-250.
Juliana, vice-prefeita de Ribeira (SP) afastada do cargo, morreu em acidente de carro — Foto: Reprodução
Juliana Maria Teixeira da Costa , vice-prefeita afastada de Ribeira (SP) após ser denunciada por suposto desvio de dinheiro público para uma "amarração amorosa", morreu aos 43 anos em um acidente de carro enquanto seguia para uma ação de campanha eleitoral de uma candidata a deputada estadual . O acidente aconteceu na Rodovia SP-250, na região de Ribeira.
Juliana nasceu em 3 de fevereiro de 1983, em Jaguariaíva (PR). Ela era divorciada, mãe de dois filhos e formada em Assistência Social. Apesar de ter nascido no Paraná, construiu a trajetória profissional e política no Vale do Ribeira.
Nas redes sociais, Juliana contou que entrou na política inspirada pelo pai, que também havia sido secretário de Saúde e vice-prefeito de Itapirapuã Paulista (SP).
Juliana foi a primeira mulher eleita vice-prefeita de Ribeira. Ela integrou a chapa do prefeito Ari do Carmo Santos (PSD), reeleito em 2024 com 45% dos votos válidos. Antes de assumir a vice-prefeitura, Juliana havia sido secretária de Saúde e chefe de Gabinete no primeiro governo de Ari, entre 2020 e 2024.
A trajetória política dela ganhou repercussão após Juliana ser afastada dos cargos de vice-prefeita e secretária de Saúde. O afastamento ocorreu após uma denúncia do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) envolvendo suspeitas de fraudes em licitações e o suposto desvio de R$ 41,2 mil dos cofres públicos para pagar uma "amarração amorosa".
Quem era Juliana Maria Teixeira da Costa
Família: divorciada e mãe de dois filhos
Atuação: vice-prefeita, secretária de Saúde e ex-chefe de Gabinete de Ribeira
Situação antes da morte: afastada dos cargos de vice-prefeita e secretária de Saúde
Juliana dirigia o carro com outras três mulheres e seguia para uma ação de campanha eleitoral quando percebeu um problema nos freios, segundo relatou ao g1 a auxiliar administrativa Lara Monique Coutinho, de 25 anos, uma das sobreviventes. Lara estava no banco da frente e contou que colocou o cinto de segurança depois que Juliana avisou sobre a falha.
Lara Monique estava no banco do passageiro, ao lado de Juliana, que dirigia o carro — Foto: Arquivo pessoal
O grupo havia saído de uma padaria na região central de Ribeira por volta das 9h e seguia em direção ao bairro Saltinho. De acordo com Lara, Juliana tentou reduzir a velocidade e usar o freio de mão eletrônico, mas perdeu o controle do veículo.
O carro saiu da pista, caiu em uma ribanceira de aproximadamente 50 metros e capotou. Juliana foi arremessada para fora do automóvel e morreu. Lara e outra passageira tiveram ferimentos leves, enquanto a irmã da auxiliar administrativa deslocou a clavícula e precisou ser retirada do local com auxílio de cordas.
Juliana foi denunciada pelo Ministério Público de São Paulo por associação criminosa e peculato, crime contra a administração pública . Além dela, foram denunciados o coordenador municipal de Saúde e técnico de enfermagem Lauro Olegário da Silva Filho e William Felipe da Silva, proprietário da W.F. Da Silva Treinamentos, empresa contratada pela prefeitura para prestar serviços.
De acordo com a Promotoria, Juliana teria desviado R$ 41,2 mil dos cofres públicos para pagar uma suposta "amarração amorosa". O objetivo, segundo o MP-SP, seria afastar Lauro da esposa e estabelecer uma relação afetiva com ele.
Juliana Maria Teixeira da Costa, vice-prefeita de Ribeira (SP), foi denunciada por usar R$ 41,2 mil de verba pública para pagar 'casamento espiritual' — Foto: Redes Sociais
Ainda conforme a denúncia, o dinheiro destinado à mãe de santo teria sido repassado por meio da W.F. Da Silva Treinamentos. O caso também envolveu suspeitas de irregularidades em contratos firmados entre a empresa e a Prefeitura de Ribeira.
A Justiça determinou a suspensão de contratos de pregões sob suspeita de fraude entre a prefeitura e a W.F. Da Silva Treinamentos. Também proibiu o município de firmar novos acordos com a empresa até uma nova determinação judicial.
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