Trump diz que EUA detonaram minas do Irã no Estreito de Ormuz | G1
Trump disse que Washington está monitorando, através de satélite, toda a região da rota marítima para coibir a instalação de novas bombas e que irá atacar qualquer embarcação que tentar fazer isso.
O presidente dos Estados Unidos , Donald Trump , afirmou que todas as minas navais que o Irã havia colocado no Estreito de Ormuz foram detonadas pela Marinha norte-americana.
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Em um post na rede Truth Social nesta terça-feira (25), Trump disse que Washington está monitorando, através de satélite, toda a região da rota marítima para coibir a instalação de novas bombas e que irá atacar qualquer embarcação que tentar fazer isso.
"Acabei de ser informado pela Marinha dos Estados Unidos que todas as minas foram removidas e/ou detonadas nas águas internacionais do Estreito de Ormuz. O Irã foi notificado de que qualquer navio ou embarcação que colocar novas minas será imediata e sistematicamente destruído. Através da Força Espacial, estamos monitorando cada centímetro quadrado do Estreito, assim como fazemos com a Montanha Pickaxe e os outros três locais nucleares já destruídos. Há uma política de tolerância zero para a colocação de minas em pleno vigor", escreveu.
Pouco depois da declaração de Trump, em um comunicado conjunto, os ministros das Relações Exteriores do Irã e de Omã afirmaram ter se encontrado nesta terça para discutir o processo de retirada das minas do estreito.
O encontro ocorreu em Teerã e o estabelecimento de um corredor de navegação temporário em Ormuz também foi discutido, segundo a mensagem:
"Os dois ministros discutiram a implementação de um plano em etapas" que inclui o estabelecimento de "um corredor de navegação temporário conjunto através do Estreito de Ormuz e um acordo para lançar um projeto conjunto com o objetivo de desminagem do estreito".
O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa durante um evento com o tema de volta às aulas, no Jardim das Rosas da Casa Branca, em Washington, DC, EUA, em 24 de agosto de 2026, para destacar as políticas educacionais de seu governo — Foto: REUTERS/Jonathan Ernst
Mais cedo, em outra postagem, Trump afirmou que Teerã segue executando manifestantes contrários ao regime e falou que o país vive uma "crise humanitária" que precisa ser parada:
"A República Islâmica do Irã, em crise, não está pagando grandes contingentes de suas Forças Armadas. Ao mesmo tempo, mata manifestantes, mesmo quando não estão protestando, em níveis nunca antes vistos. É uma crise humanitária de proporções épicas e precisa ser interrompida agora".
Em resposta ao presidente dos EUA, o chanceler iraniano condenou as novas sanções impostas ao país e afirmou que elas são uma ameaça ao direito internacional e à carta da ONU: "Nenhum Estado honroso aceita a normalização da anarquia e do assédio moral".
Em pronunciamento à mídia estatal, o ministro da Economia do Irã prometeu “mais uma derrota” para os Estados Unidos e afirmou que dispõe de um “plano de dois anos” para enfrentar as limitações impostas por Washington.
Os Estados Unidos "fizeram tudo o que puderam para testar a determinação do povo iraniano e dos líderes do país, mas fracassaram todas as vezes. Parecem que querem sofrer mais uma derrota", declarou.
Governo Trump não descarta novos ataques ao Irã
Um dia antes, nesta segunda-feira (24), o Secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que o governo americano não descarta o uso de força militar contra o Irã.
A declaração foi feita no mesmo momento em que Washington lançou um "Dia D econômico" contra Teerã e parece deixar de lado os ataques, ao menos temporariamente, para sufocar financeiramente o país.
"De forma alguma descartamos o uso de ataques cinéticos em qualquer ponto do Estreito de Ormuz ou nos arredores do Irã", disse Hegseth a repórteres, acrescentando que o Irã não conseguiria suportar a pressão econômica a que estava sendo submetido.
Na segunda, os Estados Unidos anunciaram uma nova leva de sanções a Teerã , ameaçaram países que realizem transações econômicas com o regime iraniano e lançaram uma campanha para que líderes mundiais rompam com o país persa.
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