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Monday, September 21, 2026

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Dólar abre em queda, com foco em recuo do petróleo e reunião entre Trump e Xi Jinping | G1

Na sexta-feira (18), a moeda americana subiu 0,11%, cotada a R$ 5,1440. Já a bolsa brasileira recuou 0,41%, aos 185.229 pontos.

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O dólar abriu a sessão desta segunda-feira (21) em queda, com um recuo de 0,18% perto das 9h, cotado a R$ 5,1349 . Já as negociações do Ibovespa , principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

Com uma agenda econômica recheada nesta semana, investidores aguardam novos dados econômicos da Europa, dos Estados Unidos e do Brasil, com destaque para o IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial do país. O encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping , previsto para quinta-feira, também fica no radar.

▶️ Nesta segunda-feira, a queda nos preços do petróleo fica no centro das atenções. No final de semana, a China atendeu a um pedido da Arábia Saudita e pediu que o Irã limitasse os ataques dos rebeldes houthis à infraestrutura petrolífera do país.

Com isso, os preços do petróleo operam em queda. Perto das 8h50, o barril do Brent , referência internacional, tinha queda de 2,48% , cotado a US$ 101,29 . Já o West Texas Intermediate ( WTI ), referência nos EUA, caía 2,40% , a US$ 97,89 o barril.

▶️ Ainda no exterior, o mercado também segue em compasso de espera pela cúpula entre Trump e Xi Jinping , prevista para quinta-feira. A expectativa é que os líderes sinalizem uma prorrogação da trégua comercial firmada entre os dois países no ano passado e que evitou um grande choque na economia global. Questões envolvendo Taiwan também podem ser abordadas.

▶️ Na agenda econômica, as atenções ficam com a divulgação do IPCA-15, prevista para sexta-feira. Ao longo da semana, a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e novos dados de atividade nos EUA e na Europa também ficam sob os holofotes.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

As tensões no Oriente Médio seguem no radar dos investidores. De um lado, o crescente conflito entre os EUA e o Irã continuam a diminuir as esperanças de que o Estreito de Ormuz — rota por onde passava cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo antes da guerra na região — seja reaberto em breve.

No domingo (20), o presidente americano, Donald Trump, afirmou que estava decidindo se "explodiria o Irã inteiro ou não" . A declaração foi dada à emissora americana Fox News, e ocorre em meio a temores de que os EUA retomem os bombardeios em larga escala contra o país do Oriente Médio.

Ainda assim, a sinalização da Arábia Saudita, na semana passada, de que ofereceria cargas adicionais de petróleo por rotas alternativas, trouxe alívio aos preços da commodity nos últimos dias.

No sábado, a China atendeu a um pedido do país e solicitou ao Irã que limitasse os ataques dos rebeldes houthis à infraestrutura petrolífera saudita, que têm ameaçado uma segunda rota de exportação de petróleo no Oriente Médio.

A Arábia Saudita também informou, na semana passada, que buscava restaurar cerca de metade da capacidade de seu oleoduto Leste-Oeste, após a interrupção sofrida devido a ataques de drones. A notícia também ajudou a diminuir preocupações com a oferta global de petróleo e ajudava a reduzir os preços da commodity.

Os mercados financeiros também seguem na expectativa pela cúpula entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping , prevista para quinta-feira.

Além da prorrogação do acordo comercial, os dois países também devem tratar sobre inteligência artificial.

Estados Unidos e China consideram os avanços na tecnologia estratégicos para a competitividade econômica e militar dos dois países. Washington e Pequim, no entanto, mantêm divergências importantes sobre o setor.

Entre os principais pontos de atrito estão as restrições americanas ao acesso da China a chips avançados, acusações envolvendo cópia e transferência de tecnologia e diferenças sobre como a indústria de inteligência artificial deve ser regulada.

Os Estados Unidos têm restringido o acesso chinês a semicondutores de ponta e outras tecnologias consideradas estratégicas, enquanto a China critica as medidas e acusa Washington de tentar limitar seu desenvolvimento tecnológico.

Na Ásia , a maioria dos mercados acionários fechou em alta nesta segunda-feira, em meio à expectativa de que a China e os EUA prorroguem a trégua comercial na reunião entre Trump e Xi Jinping, prevista para quinta-feira.

O SSEC , índice de Xangai, ganhou 1,0%, enquanto o CSI300 , que reúne as maiores empresas das bolsas de Xangai e Shenzhen, subiu 0,7%. Já o Hang Seng, de Hong Kong , avançou 1,2%.

Entre os demais mercados da região, o Kospi , da Coreia do Sul, valorizou 1,65%, enquanto o Nikkei , do Japão, permaneceu fechado.

* Com informações da agência de notícias Reuters.

Notas de 1 dólar — Foto: Rafael Holanda/g1

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