Aulas suspensas em Manaus: fumaça e má qualidade do ar afetam escolas | G1
Medida também afeta escolas estaduais de Autazes e Nova Olinda do Norte; universidades suspenderam atividades presenciais devido à baixa qualidade do ar.
Aulas das redes municipal e estadual, Ufam e UEA estão suspensas devido a qualidade do ar em Manaus — Foto: Foto: Jacqueline Nascimento/g1 AM
As aulas pre senciais das redes municipal e estadual de ensino de Manaus estão suspensas nesta segunda-feira (19) devido à fumaça das queimadas e à baixa qualidade do ar . A medida também afeta escolas estaduais de Autazes e Nova Olinda do Norte , além de atividades presenciais da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).
A qualidade do ar em Manaus apresentava níveis de 'muito ruim' a 'ruim' por volta das 7h desta segunda-feira (19), segundo dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). O mapa mostrava concentrações de partículas finas (PM2,5) na faixa de “muito ruim” em diversos bairros, com registros de 87,8 µg/m³ na região do Morro da Liberdade e 87,6 µg/m³ nas proximidades.
A poluição é provocada, entre outros fatores, pela fumaça das queimadas, que afeta a qualidade do ar na capital.
A Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc) informou que as aulas nas escolas da capital serão suspensas em todos os turnos. No interior, a medida vale para unidades de ensino de Autazes e Nova Olinda do Norte.
Segundo a Seduc, a decisão segue as diretrizes do Procedimento Operacional Padrão (POP), fundamentadas na Nota Técnica Conjunta nº 22/2026, da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) e da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP). O documento orienta medidas preventivas para proteger a comunidade escolar e estabelece estratégias pedagógicas e registros formais a serem adotados.
Ufam suspende atividades até terça-feira
A Ufam suspendeu as atividades presenciais acadêmicas e administrativas nos campi de Manaus e Itacoatiara durante os três turnos desta segunda-feira (19) e na manhã de terça-feira (20).
Segundo a universidade, a decisão considera uma nota técnica da Comissão de Qualidade do Ar da instituição, que apontou índices de qualidade do ar entre muito ruins e péssimos nos dois municípios.
A concentração de partículas finas também ultrapassou o limite máximo recomendado pela Resolução nº 506/2024 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), conforme a nota.
As atividades poderão ser realizadas de forma remota ou assíncrona. Os serviços essenciais e aqueles que não podem ser interrompidos deverão ser mantidos.
A Ufam recomenda que a população permaneça em ambientes fechados, com portas e janelas fechadas, e evite exercícios ao ar livre. Em caso de necessidade de deslocamento, a orientação é usar máscaras do tipo PFF2 ou N95.
Os restaurantes universitários da Faculdade de Medicina e da unidade de Itacoatiara funcionarão normalmente. O restaurante do setor sul do campus de Manaus abrirá para café da manhã e almoço. Já os restaurantes da Faculdade de Enfermagem e do setor norte permanecerão fechados.
A UEA suspendeu as aulas e demais atividades acadêmicas presenciais de segunda-feira (19) até sexta-feira (23) em todas as unidades da capital e nas unidades do interior atingidas pelas mesmas condições ambientais.
As atividades administrativas serão realizadas em formato misto, remoto e presencial, em sistema de rodízio definido pelas chefias imediatas.
Durante a suspensão, os professores deverão manter o acompanhamento pedagógico dos estudantes e dar continuidade ao planejamento das disciplinas. A universidade informou que os detalhes serão divulgados em portaria específica.
Forças Armadas ampliam combate às queimadas
O governo federal anunciou, no domingo (18), o reforço das operações de combate às queimadas no Amazonas, com aumento para 16 aeronaves, mobilização de quatro esquadrões de helicópteros, dois navios e mais brigadista s. As medidas incluem a criação de um Estado-Maior Conjunto para coordenar a atuação das Forças Armadas e dos órgãos envolvidos no combate aos incêndios florestais, que avançam no estado e provocam fumaça em Manaus.
O anúncio foi feito durante uma coletiva de imprensa na sede da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), na capital, após uma reunião entre representantes dos governos federal e estadual. Segundo o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, a nova estrutura de comando começou a atuar neste domingo e deve agilizar a tomada de decisões e a mobilização dos recursos.
Além do reforço militar, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) vai ampliar o número de profissionais em campo para 450. A previsão é que, somados todos os esforços, o número de profissionais atuando nas ações de combate aos incêndios e de fiscalização ultrapasse 600 pessoas, frente aos 190 anunciados no início da operação, em 10 de outubro.
Forças Armadas terão reforço de aeronaves, helicópteros e navios
Segundo o governo federal, o número de aeronaves disponibilizadas para as operações no Amazonas passou de seis, inicialmente previstas, para 11. Com o novo reforço anunciado neste domingo, o total chegará a 16.
Entre os equipamentos estão aeronaves de grande porte, capazes de lançar água sobre áreas atingidas pelo fogo, além de helicópteros para o combate direto aos incêndios e o transporte de equipes. Dois aviões de apoio logístico também estão sendo deslocados de Anápolis, em Goiás, e São Paulo, para a região.
A operação contará ainda com quatro esquadrões de helicópteros e dois navios, que vão ajudar no transporte de militares, brigadistas e equipamentos. A mobilização inclui profissionais treinados para atuar no combate aos incêndios e no apoio às equipes em campo.
De acordo com o almirante Paulo Ferreira, o Amazonas tem cerca de 5 mil militares das Forças Armadas. O número de profissionais e equipamentos que será empregado diretamente na operação ainda está sendo dimensionado.
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