Mercado de games na Baixada: 74% dos estudantes querem trabalhar fora | G1
Estudo com 221 participantes na Baixada Santista também revela dificuldades de financiamento e pouca conexão entre estudantes, jogadores e estúdios locais.
Pesquisa realiza levantamento de jogadores, estudantes e desenvolvedores sobre o setor de games, na Baixada Santista. — Foto: Divulgação
Mais de sete em cada dez estudantes de jogos digitais ouvidos em uma pesquisa na Baixada Santista , no litoral de São Paulo, pretendem mudar de cidade para trabalhar no setor . O levantamento também aponta dificuldades de financiamento e pouca conexão entre estudantes, jogadores e estúdios da região.
Os dados são do Censo Games Baixada – SP 2.0 , que ouviu 221 pessoas entre 18 de agosto e 24 de setembro . O questionário on-line, com 65 perguntas, abordou o mercado de games, as oportunidades de trabalho e a opinião dos participantes sobre o uso de inteligência artificial.
74% dos estudantes pretendem mudar de cidade para trabalhar com jogos digitais;
55,1% dos estudantes e graduados não conhecem nenhum estúdio de games da região;
42% dos jogadores não sabem dizer se já jogaram algum game desenvolvido na Baixada Santista;
30% dos estudantes e graduados tiveram experiência prática em estúdios. Desses, 61% trabalharam fora da região;
69,6% dos estúdios apontaram a falta de recursos financeiros como principal dificuldade;
60% dos estúdios nunca tentaram participar de um edital público.
A pesquisa também identificou que a maioria dos estúdios participantes tem menos de dois anos de existência e ainda não é formalizada.
O levantamento também investigou a opinião dos jogadores sobre o uso de inteligência artificial generativa no desenvolvimento de games.
37,7% dos jogadores disseram que evitariam comprar jogos produzidos com a tecnologia;
53% afirmaram que a decisão dependeria da transparência sobre o uso da IA ou da qualidade do jogo.
O censo foi desenvolvido pelo Scienza Studio e pelo Capsule Electronic Studio , em parceria com os desenvolvedores Elton Cezar e André Luiz Alvarez.
A pesquisa foi realizada por meio de questionários divulgados em grupos de desenvolvedores, redes sociais e QR codes em eventos como o Praia Games e o Santos Geek Power Up. A amostra é de conveniência e não representa necessariamente todo o setor de jogos digitais da Baixada Santista.
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