Número de multas por descarte irregular de lixo aumenta 51% em Mogi Guaçu | G1
Foram 71 infrações entre janeiro e setembro, contra 47 do mesmo período de 2025. Prefeitura atribui alta às denúncias de moradores e ao monitoramento por câmeras.
O número de multas aplicadas por descarte irregular de lixo e entulho em Mogi Guaçu (SP) aumentou 51% em 2026. Dados da prefeitura mostram que, entre janeiro e setembro, foram registradas 71 autuações contra pessoas e empresas flagradas despejando resíduos em locais proibidos . No mesmo período de 2025, foram 47 multas.
O aumento ocorre em meio ao reforço da fiscalização e ao crescimento das denúncias feitas por moradores. Em um dos casos mais recentes, registrado na última quinta-feira (8), um motorista foi filmado descartando resíduos de um caminhão em uma avenida do bairro Ypê 8.
A denúncia foi encaminhada à Secretaria de Serviços Municipais, que identificou o responsável e aplicou a penalidade.
Segundo a prefeitura, as multas variam de R$ 7.695 e R$ 25.650 . O valor é definido de acordo com o tipo de resíduo descartado e o local da infração, considerando fatores como a ocorrência em áreas verdes, vias públicas ou outros espaços protegidos.
A administração municipal atribui o aumento das autuações à participação da população e ao uso da tecnologia. As denúncias são verificadas por fiscais e, quando há indícios da irregularidade, a central de monitoramento auxilia na identificação dos responsáveis por meio das placas dos veículos registrados pelas câmeras espalhadas pela cidade .
A Secretaria de Serviços Municipais ressalta que a coleta de até 1 metro cúbico de resíduos por residência é gratuita e quando a quantidade ultrapassa esse limite, a responsabilidade para o descarte correto passa a ser do morador.
Homem é flagrado realizando descarte irregular em Mogi Guaçu. — Foto: Reprodução/EPTV
Para moradores que convivem diariamente com o problema, a fiscalização precisa vir acompanhada de conscientização.
“Não tem desculpa para jogar lixo em qualquer lugar”, afirma Silvana Vieira.
“É um absurdo. A pessoa vê que está tudo limpo e joga lixo. Tem coleta durante a semana. Por que não esperar o caminhão passar?”, questiona o morador Luiz Carlos Serra, que vive próximo a um dos pontos afetados.
Topics in this story
Gathered from external sources. Rights to this text belong to whoever originally published it.