Rodríguez critica volta de Machado à Venezuela: 'Espetáculo' | G1
Líder da oposição venezuela retornou ao país neste domingo (26), após um ano de exílio. Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, também comentou a volta e disse que nunca desencorajou Machado.
A presidente interina da Venezuela , Delcy Rodríguez, acusou María Corina Machado , líder da oposição que estava exilada e retornou ao país neste domingo (25) , de transformar sua volta em "um espetáculo".
Machado, que havia deixado a Venezuela após vencer o prêmio Nobel da Paz e passar meses escondida em meio à repressão do governo Maduro , chegou de surpresa ao país e seguiu de carro até a capital, Caracas , cumprimentando milhares de apoiadores ao longo do caminho.
"O espetáculo poderia ter sido evitado -- os aeroportos estão bem aqui", criticou em declarações na TV estatal nesta segunda-feira (26).
A líder da oposição venezuelana , María Corina Machado, cumprimenta apoiadores — Foto: REUTERS/Gaby Oraa
Antes das declarações mais inflamadas na TV, durante uma visita a um hospital militar em Caracas , ela diminuiu o tom. Afirmou que espera que as negociações com a oposição ofereçam espaço para que todas as vozes sejam ouvidas:
“Espero que o diálogo continue a proporcionar um espaço para a participação política e que aqueles que prejudicaram a Venezuela , aqueles que clamaram por sanções e agressão externa, sintam algum remorso e arrependimento. Espero que tanto o diálogo quanto o programa de coexistência democrática e paz possam proporcionar um espaço onde todas as vozes possam ser ouvidas, onde as vozes que buscam o bem do país possam ser ouvidas".
Após as declarações de Delcy, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio , também se pronunciou. Afirmou que o governo americano disse, semanas atrás, às autoridades venezuelanas que a líder da oposição deveria ter permissão para retornar sem perturbações e que nunca desencorajou Machado de retornar a seu país.
Sobre a possibilidade de novas eleições presidenciais na Venezuela - já que Delcy está no cargo apenas como interina -, Rubio falou que é necessário que a infraestrutura eleitoral do país seja substituída para que a pleito seja considerado válido.
"Acho que estamos fazendo progressos reais nesse sentido, mas se alguém tentar sabotar esse processo, estará causando um grande prejuízo à Venezuela ", declarou, sem citar nomes.
De acordo com um alto funcionário do Departamento de Estado americano, que falou sob a condição de anonimato à Reuters, os EUA querem que haja um novo Conselho Judiciário Supremo venezuelano até o final do ano, e um novo Conselho Eleitoral logo em seguida.
Rubio também rebateu críticas de Machado ao acordo petrolífero assinado entre os EUA e a Venezuela . Disse que é "um bom negócio, mas Machado tem o direito de criticá-lo".
Topics in this story
Gathered from external sources. Rights to this text belong to whoever originally published it.