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Saturday, September 26, 2026

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Algodão baiano: tecnologia e genética elevam produção a recordes | G1

Segunda maior produtora do país, Bahia vive transformação que envolve genética, máquinas, dados, qualificação profissional e exigências cada vez maiores do mercado.

· 3,049 words

O algodão baiano tem passado por uma transformação que começa antes mesmo de a semente chegar ao solo e termina muito depois da colheita. No campo, máquinas cada vez mais precisas, drones, sensores, softwares e novas variedades ajudam a mudar a forma de plantar, cuidar e colher. Fora dele, rastreabilidade, qualidade da fibra, sustentabilidade e as oscilações do mercado internacional passaram a fazer parte da rotina de quem produz.

O resultado dessa combinação aparece nos números. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Bahia é hoje o segundo maior produtor de algodão do Brasil , com 1,83 milhão de toneladas produzidas em 2025 — 18,5% de toda a produção nacional. Em um ano, a produção estadual cresceu 23,2%.

O avanço também mudou o peso da cultura dentro da economia agrícola baiana. Conforme o IBGE, em 2025, o algodão ultrapassou o cacau e passou a ser o segundo produto agrícola de maior valor no estado , atrás apenas da soja. Foram R$ 7,85 bilhões, equivalentes a 14,2% de todo o valor gerado pela agricultura baiana.

E os números podem crescer ainda mais. Para a safra 2025/26, a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) estima uma produção superior a 1 milhão de toneladas, o maior resultado já registrado no estado . Cerca de 80% da colheita já havia sido concluída até 15 de setembro, quando a projeção foi apresentada pela entidade.

Algodão de Corretina, terceira cidade que mais produziu plantação no oeste da Bahia — Foto: Mateus Pereira/GOVBA

Mas alcançar volumes maiores é apenas parte da história. A nova fronteira do algodão baiano está em produzir mais com maior precisão, usar melhor os recursos, manter a qualidade da fibra e responder a um mercado cada vez mais conectado às exigências ambientais, tecnológicas e internacionais .

É uma mudança que atravessa toda a cadeia produtiva:

começa na pesquisa, com a criação de cultivares, nome dado à variedade de algodoeiro desenvolvida, mais produtivas e resistentes;

continua no campo, onde dados ajudam a definir onde plantar, quanto aplicar e como manejar cada parte da lavoura;

passa pelas máquinas, que deixaram de ser apenas equipamentos de operação e passaram a funcionar também como grandes plataformas de coleta de informações;

e chega ao produto final, que hoje pode carregar informações sobre sua origem, sua qualidade e as condições em que foi produzido.

Há quase 30 anos acompanhando essa transformação, o produtor Júlio Cezar Busato resume a dimensão da mudança: "Planto algodão há quase três décadas e, realmente, a transformação que ocorreu e pude participar e acompanhar nas fazendas foi enorme".

Para o produtor, a evolução não aconteceu apenas na mecanização. A própria formação das equipes mudou. O cultivo do algodão exige conhecimento técnico, atenção constante a pragas e doenças e uma estrutura cada vez mais sofisticada de produção.

"Entendo que nosso maior ganho foi no preparo e capacitação destas pessoas que cresceram tecnicamente/ profissionalmente, e isto se refletiu em ganhos salariais que melhoraram muito o padrão da vida familiar e ajuda a movimentar a economia da região".

A transformação, portanto, não está apenas na máquina. Está também em quem aprendeu a operá-la, a interpretar seus dados e tomar decisões a partir deles.

Lavoura de algodão na Bahia — Foto: Rogério Inoue/Kasuya Inteligência Agronômica

Durante muito tempo, boa parte das decisões dentro de uma lavoura dependia da experiência de quem conhecia o campo de perto. Esse conhecimento continua importante, mas passou a dividir espaço com uma quantidade cada vez maior de informações.

Hoje, imagens de satélite e drones, sensores, mapas de produtividade, estações meteorológicas, GPS, softwares e outras plataformas digitais ajudam a identificar diferenças dentro de uma mesma área.

Para Daniel Holanda, diretor executivo da Fundação Bahia, essa é uma das principais mudanças pelas quais passou a produção de algodão.

"Talvez a principal mudança seja o nível de precisão com que conseguimos produzir. O produtor sempre teve conhecimento da sua área e experiência para tomar decisões, mas hoje ele conta com uma quantidade de informações que antes não estava disponível", explicou o diretor executivo, antes de detalhar:

"Evoluímos muito em genética, biotecnologia, mecanização, agricultura de precisão, manejo de pragas e doenças, fertilidade do solo e, principalmente, na capacidade de transformar dados em decisões”.

A tecnologia permite enxergar diferenças que, muitas vezes, não aparecem quando a lavoura é observada apenas de forma geral.

Um problema localizado pode ser identificado, georreferenciado e cruzado com informações de solo, clima e histórico da área. A partir daí, a decisão pode ser mais específica, evitando tratar de maneira igual uma área que apresenta necessidades diferentes.

“Acredito que essa seja uma das maiores transformações que estamos vivendo: estamos saindo cada vez mais de uma agricultura baseada apenas na percepção e avançando para uma agricultura baseada também em dados", apontou Daniel Holanda.

O produtor Paulo Schidt também aponta essa mudança como um dos fatores que ajudaram a elevar a produtividade. O avanço veio de um conjunto de fatores: melhoria do solo, evolução das variedades e aperfeiçoamento das técnicas utilizadas pelos produtores.

“Essas melhorias do solo, obviamente, vai aumentar a produtividade e ganho genético também. Um conjunto onde o produtor melhorou o ecossistema como um todo, teve melhorias genéticas e está cada vez fazendo mais bem feito aquilo que ele já faz com excelência".

No manejo de pragas, softwares podem reunir informações sobre onde estão os problemas, qual praga foi identificada e em que estágio ela está. Com esses dados, as recomendações de defensivos podem ser mais precisas. É o chamado "Manejo Integrado de Pragas" .

"Você fazendo uma dose correta, na época correta, você tem uma melhor eficiência na redução de pragas e doenças", explicou Schidt.

Drone sobrevoa plantação de algodão na Bahia — Foto: Rogério Inoue/Kasuya Inteligência Agronômica

Drones também passaram a ocupar espaço nesse processo. O dono da empresa Hm Pulverização Agrícola, Henrique Maleiros, explica que os equipamentos podem transformar milhares de imagens da lavoura em mapas capazes de revelar falhas de plantio, diferenças no desenvolvimento das plantas, áreas de estresse e variações no vigor vegetativo.

Em uma área de 500 hectares, por exemplo, o levantamento pode mostrar que determinado problema está concentrado em apenas uma parte da lavoura. Nesse caso, quando houver indicação técnica, a aplicação pode ser direcionada para os pontos identificados, em vez de tratar toda a área da mesma maneira.

O uso dos drones já envolve tanto a coleta de informações quanto a execução de operações, como pulverização e distribuição de produtos permitidos para esse tipo de atividade. Mas a tecnologia também criou uma nova exigência: saber interpretar o que ela produz.

"Hoje não basta simplesmente saber pilotar um drone", ressaltou Maleiros.

Para o empresário, o profissional precisa entender planejamento de voo, segurança operacional, condições meteorológicas, autonomia, posicionamento, tecnologia de aplicação e, no caso da pulverização, conceitos como vazão, volume por hectare, tamanho de gota, cobertura e risco de deriva.

A agricultura de precisão, portanto, não elimina o conhecimento humano. Ela aumenta a quantidade de informações que chega a quem precisa tomar a decisão.

“Tecnologia não substitui conhecimento agronômico. Ela amplia nossa capacidade de enxergar o campo. O grande ganho acontece quando conseguimos unir tecnologia, dados, pesquisa e a experiência de quem conhece a realidade da fazenda”, resumiu o diretor da Fundação Bahia, Daniel Holanda.

A revolução começa antes da semente tocar o solo

Centro de Análise de Fibras da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), na Bahia, é o maior da América Latina — Foto: Abapa

🧬 O que a genética busca no novo algodão?

Se a tecnologia mudou o que acontece dentro da lavoura, parte da transformação começa ainda mais cedo: na escolha da semente .

Nas últimas décadas, o aprimoramento genético ajudou a elevar o potencial produtivo das variedades e a incorporar características importantes para a realidade do campo.

A professora de Agronomia da Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufob) e doutora em Fitotecnia Mirian Nogueira explica que o crescimento da produção está relacionado tanto ao aumento da área cultivada quanto aos avanços genéticos.

Segundo a professora, a série histórica das últimas duas décadas mostra aumentos expressivos na produtividade. Atualmente, a média chega a mais de 300 arrobas por hectare na região, enquanto algumas fazendas alcançam 500 arrobas, dependendo do manejo.

As novas cultivares são desenvolvidas pensando em uma combinação de características. Não basta buscar apenas mais algodão por hectare. É preciso considerar estabilidade de produção, qualidade da fibra, resistência ou tolerância a doenças e pragas e capacidade de adaptação às condições ambientais.

Uma das cultivares citadas pela pesquisadora, a FiberMax FM 945STP, tem potencial genético anunciado de 406 arrobas por hectare de algodão em caroço. Esse potencial, porém, depende das condições de água, temperatura, nutrição e manejo da lavoura.

"Combinação. Hoje, para o cenário que a gente está trabalhando, a gente não pode pensar só em fatores", apontou Mirian Nogueira.

E existe outro detalhe fundamental: nem todo algodão colhido se transforma em fibra. O algodão chega à algodoeira com fibra e caroço.

Algodão baiano passa por diversos processos antes de se transformar em produto. — Foto: g1 BA

Depois do beneficiamento, a fibra ou pluma segue para a indústria têxtil. Por isso, produtividade e qualidade caminham juntas.

"Para alcançar essa produtividade, eu tenho que pensar num material que tenha estabilidade de produção. Isso é o que dita a comercialização de algodão e é o que a indústria têxtil exige do setor cotonícola. Qualidade da fibra do algodão".

Mirian Nogueira explica ainda que uma cultivar considerada ideal deve entregar pelo menos 35% de fibra.

A genética também passou a incorporar características relacionadas à resistência e à tolerância a problemas que afetam a cultura. No Oeste da Bahia, entre os desafios estão doenças como a ramulária, nematoides e pragas.

O pesquisador e melhorista da Fundação Bahia, Murilo Barros, destaca que as tecnologias transgênicas contribuíram para o controle de algumas lagartas e, consequentemente, para a produtividade. Ao mesmo tempo, ele aponta que algumas dessas tecnologias já não apresentam a mesma eficiência no controle de determinadas pragas.

O desafio, portanto, é permanente: a tecnologia que resolve um problema hoje precisa continuar evoluindo para responder aos problemas de amanhã .

A transformação também chegou ao que acontece depois que o algodão sai da lavoura. Para o produtor, produzir uma grande quantidade deixou de ser suficiente. O comprador quer saber o que está comprando, de onde veio o produto e como ele foi produzido.

Na Bahia, a rastreabilidade permite relacionar o fardo de algodão às informações sobre sua origem e produção.

A presidente da Abapa, Alessandra Zanotto, explica que certificação e rastreabilidade passaram a ser ferramentas para comunicar essas informações ao mercado.

“Então, toda essa composição de informação em relação ao modelo de produção, seja as responsabilidades sociais, ambientais e até mesmo econômicas... Tudo isso o produtor consegue através da certificação, e aí respectivamente na rastreabilidade, através da etiqueta SAI, ele passa realmente a ser um diferencial".

Lavoura de algodão na Bahia, um dos principais estados produtores do Brasil — Foto: Ernesto Rodrigues/Agência Estado

Segundo Alessandra Zanotto, antes mesmo de o comprador analisar as características da fibra, já é possível ter acesso a informações sobre a origem do produto e a maneira como ele foi produzido.

"É como se cada fardo nosso seguisse com uma identidade, né? A gente consegue relacionar nossa fibra com todas as informações, não só de qualidade, mas de origem", destacou.

O produtor Paulo Schidt também ressalta a presença dos QR Codes nos fardos de algodão e o programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que verifica o cumprimento de requisitos ambientais e sociais.

“A Bahia é referência em rastreabilidade. Todo fardinho de algodão recebe um selinho, que na verdade é um QR Code, e qualquer lugar que esse fardinho chegar, você consegue rastrear a qualidade e da onde ele veio”.

Para o produtor Júlio Cezar Busato, a mudança também alterou a preocupação do produtor. Essa preocupação leva a cultura diretamente para outra dimensão da cadeia: o mercado. "Além de produzir o algodão, temos que nos preocupar com onde e para quem vender este algodão".

Quando Nova York interfere na fazenda baiana

O algodão produzido na Bahia não é negociado apenas de acordo com o que acontece dentro do estado. — Foto: g1

O algodão produzido na Bahia não é negociado apenas de acordo com o que acontece dentro do estado. A cotonicultura está ligada ao mercado internacional, e o preço recebido pelo produtor sofre influência de fatores que estão muito além da porteira.

A presidente da Abapa explica que a produção baiana está diretamente conectada ao cenário mundial. "O algodão produzido no Brasil todo está diretamente conectado ao mercado internacional. Então, o preço que o produtor recebe não depende apenas do tamanho da nossa safra baiana, tampouco do tamanho da safra brasileira".

Entre as referências utilizadas pelo mercado estão os contratos futuros, que refletem expectativas sobre produção, estoques, consumo, exportações, clima e a própria economia mundial.

Estados Unidos e China, por exemplo, estão entre os países cuja produção e estoques influenciam as expectativas dos produtores brasileiros. A geopolítica e os movimentos de fundos financeiros também entram nessa equação. Por isso, o preço pode mudar em poucos dias.

Durante entrevista ao g1 , a própria presidente da Abapa, Alessandra Zanotto, citou como exemplo uma semana em que o mercado começou com uma determinada referência de preço e terminou com outra.

Para o produtor, isso significa que uma parte importante da gestão está relacionada a fatores que ele não controla. E o aumento da produção traz outro desafio: fazer o algodão chegar ao mercado .

A Bahia deve encerrar a safra 2025/26 com a maior produção de sua história, segundo a Abapa. Em 15 de setembro, cerca de 80% da colheita havia sido concluída, e a expectativa era superar 1 milhão de toneladas.

A área cultivada foi estimada em 417.898 hectares, com produtividade de aproximadamente 2.360 quilos de pluma por hectare.

Nesse cenário, a logística ganha importância. A Abapa defende o aumento do volume de algodão baiano exportado pelo Porto de Salvador , reduzindo a dependência de trajetos mais longos até Santos .

A Abapa reconhece a capacidade do Porto de Santos, mas acredita que o terminal de transporte de cargas da capital baiana também tem estrutura e vem ampliando sua capacidade.

A ideia, segundo a presidente da associação, depende de uma atuação conjunta entre produtores, empresas responsáveis pela comercialização e demais agentes envolvidos na logística.

Para o estado, o impacto vai além do algodão: quanto mais da produção for transportada e escoada dentro da própria Bahia, maior é a movimentação de atividades econômicas relacionadas à cadeia.

Do trabalho manual à agricultura conectada

No meio de toda essa transformação está quem opera as máquinas. Jolismar Wagner trabalha há cerca de 25 anos no setor e acompanhou a mudança de um trabalho muito mais manual para uma rotina em que a máquina praticamente funciona como um centro de informações.

"Quando comecei, não tinha tanta tecnologia, era um serviço mais manual. Você tinha que ser um pouco mais seletivo e mais técnico nas suas escolhas".

Hoje, ele se vê menos como alguém que simplesmente conduz uma máquina e mais como um profissional que administra um sistema . Enquanto trabalha, acompanha dados enviados pela máquina para uma central, onde outras pessoas analisam informações sobre produção e desempenho da operação.

A mudança também acelerou o trabalho. Jolismar conta que, no passado, colher uma área de mil hectares poderia levar entre 70 e 90 dias. Atualmente, com o maquinário disponível, esse período pode cair para cerca de 20 ou 25 dias, segundo ele.

Além de ganhar velocidade, a operação passou a produzir dados em tempo real. Isso permite saber o que está sendo produzido, identificar diferenças dentro da lavoura e utilizar essas informações no planejamento da próxima safra.

A mudança também alterou o tipo de conhecimento necessário. "Hoje você tem que ter o mínimo de estudo para poder interpretar o que a máquina, os sensores e os código estão falando para você", opinou o operador de máquinas.

A tendência apontada por ele é de máquinas cada vez mais autônomas, com profissionais capazes de administrar mais de um equipamento ao mesmo tempo. Isso não significa que o conhecimento prático deixou de ser importante. Significa que passou a conviver com uma nova camada de conhecimento: dados, sistemas e tecnologia.

Diante das transformações em curso, o desafio da pesquisa é encontrar formas de produzir mais, gastando menos e mantendo a capacidade de enfrentar as condições do ambiente. Entre os obstáculos estão a variabilidade climática, períodos de temperaturas elevadas, solos de textura arenosa, irregularidade das chuvas, pragas, doenças, fitonematoides e plantas daninhas.

Por isso, a pesquisa busca cultivares mais adaptadas, novas estratégias de manejo do solo e da água, maior eficiência no uso de fertilizantes e defensivos e sistemas capazes de manter a produtividade com mais estabilidade.

Há ainda um desafio que cresce junto com a quantidade de informações produzidas pelas lavouras: transformar dados em conhecimento útil.

A tecnologia também deve continuar mudando as profissões. O agrônomo, por exemplo, já trabalha com bancos de dados, histórico de fertilidade, levantamentos georreferenciados, internet e ferramentas de inteligência artificial.

Para o agrônomo Ricardo Atarassi, o profissional precisa ter uma visão cada vez mais ampla.

“O agrônomo de hoje, diferente de 10 a 20 anos atrás, tem que ter uma visão global de todos os fatores que interferem na produtividade e no desempenho econômico da lavoura”.

E a inteligência artificial pode assumir parte de tarefas que hoje são realizadas por profissionais, como cálculos de adubação, tratamento de pragas e doenças e mitigação de riscos climáticos.

Mas, segundo Atarassi, a presença do engenheiro agrônomo continuará sendo necessária porque a utilização dessas ferramentas ainda dependerá da capacidade humana de interpretar e decidir.

No campo, a mesma lógica aparece em todas as etapas:

A máquina coleta ➡️ o drone enxerga ➡️ o software organiza ➡️ a inteligência artificial cruza informações ➡️ a genética amplia possibilidades ➡️ a certificação conta a história do produto.

Mas alguém ainda precisa transformar tudo isso em decisão. É justamente aí que está a próxima fronteira do algodão baiano: não apenas produzir mais, mas produzir com precisão suficiente para que cada semente, cada gota de água, cada aplicação, cada máquina e cada fardo façam parte de uma mesma estratégia .

O algodão continua sendo branco. Mas, da semente ao mercado, quase tudo ao redor dele mudou.

Veja mais notícias do estado no g1 Bahia .

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