Comandante Tati Mônaco: vídeos para pagar terapia de filhos autistas | G1
Nascida em Goiânia, ela mora em Orlando, nos Estados Unidos, e faz sucesso na internet mostrando o cotidiano no comando de uma aeronave. A motivação: o alto custo da terapia dos filhos autistas.
A comandante de Boeing 737 Tati Mônaco contou que começou a produzir conteúdo para redes sociais com intuito de pagar a terapia dos dois filhos, que são autistas. Atualmente, ela tem 2 milhões de seguidores e vídeos com mais de 5 milhões de visualizações. Ela contou que o diagnóstico de um dos filhos veio durante a pandemia e que o custo da terapia para os dois é alto.
"Eu entrei na internet para pagar a terapia dos meus filhos. O que eu não esperava era que ia voltar mulheres me escrevendo: 'Tati, eu já tinha desistido, vou tentar de novo'", relatou a piloto.
Nascida em Goiânia , ela mora em Orlando, nos Estados Unidos , e faz sucesso na internet mostrando o cotidiano no comando de uma aeronave e falando segurança em voos durante tempestades, curiosidades sobre o funcionamento de aeronaves e até explicação de incidentes e acidentes aéreos.
Segundo ela, o sonho de ser piloto nasceu quando ainda era pequena, morando em Mozarlândia , na região Norte de Goiás. "Desde pequena eu dizia que ia ser piloto, só que para uma menina de lá, ser piloto era a mesma coisa que ser astronauta", lembrou. O sonho de Tati começou a se realizar quando a irmã mais velha achou uma lista de cursos da faculdade.
De menina da roça a comandante de Boeing com dois filhos autistas: conheça a história de Tati Piloto, goiana que faz sucesso na web
Conheça a história de Tati Piloto, goiana que faz sucesso na web — Foto: Reprodução/Instagram de Tati Piloto
Tati Mônaco revelou que exercer a profissão sendo uma mulher apresentou muitas dificuldades e barreiras. Entretanto, ela afirmou que colocar um avião para decolar não é a parte difícil e que já perdeu oportunidades de emprego por ser mulher. "Perdi trabalho porque a esposa do patrão não queria uma mulher pilotando. Até minha mãe me pediu para fazer outra coisa, porque eu não conseguia emprego", narrou.
Além desses fatores, Tati contou que ouviu de um comandante que ela não tinha força para ser piloto. Mas isso não foi impedimento para continuar na aviação. Ela citou ainda os modelos de aeronaves que pilotou antes de comandar um Boeing: Aero Boero, Seneca, Navajo e Corisco. "Até o dia em que eu sentei na cadeira da esquerda no Boeing 737, comandante", declarou.
📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás .
Topics in this story
Gathered from external sources. Rights to this text belong to whoever originally published it.