Assessor de Jair Renan Bolsonaro é investigado por agressão em SC | G1
Marcelo Ribeiro Delgado Junior sofreu fraturas no braço e passará por cirurgia. Esposa afirma que garrafa foi arremessada contra crianças durante comemoração da vitória de Lula (PT).
A vítima, Marcelo Ribeiro Delgado Junior, e o homem investigado por agressão, Gustavo Schiphorst — Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução
A esposa de Marcelo Ribeiro Delgado Junior, homem agredido pelo assessor do vereador e deputado federal eleito Jair Renan Bolsonaro ( PL ), afirmou que uma garrafa de vidro arremessada por vizinhos quase atingiu a cabeça do filho de 1 ano do casal.
A agressão ocorreu no domingo (25), em Florianópolis , após a divulgação do resultado das eleições presidenciais. Gustavo Schiphorst é investigado por agredir o próprio primo . O g1 procurou a defesa dele, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
Segundo o boletim de ocorrência, os pais do assessor e um amigo também teriam participado das agressões.
➡️ Jair Renan é filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e irmão de Flávio Bolsonaro , que fugiu do Brasil após as eleições de domingo . Neste ano, Jair Renan foi eleito deputado federal por Santa Catarina. Atualmente, é vereador em Balneário Camboriú , onde o Gustavo Schiphorst trabalha como comissionado.
Em nota, a assessoria de Jair Renan informou que aguarda a “elucidação dos fatos de nossa parte e pelas autoridades competentes, para eventuais providências” (veja íntegra abaixo) .
A Polícia Civil informou que o boletim de ocorrência por lesão corporal foi registrado na terça-feira (27) e um inquérito foi instaurado pela 7ª Delegacia de Polícia da Capital para apurar o caso .
Agressão ocorreu após resultado das eleições
Ao g1 , Alícia Garcez contou que a briga começou por volta das 21h30 de domingo, na garagem de casa, no bairro Vargem Grande. A família comemorava a vitória do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo ela, os vizinhos, que são parentes do marido, começaram a xingar a família. Em seguida, arremessaram uma garrafa de vidro na direção das crianças que estavam na garagem.
De acordo com Alícia, a garrafa quebrou e quase atingiu a cabeça do filho de 1 ano.
“Eles vieram até a grade, começaram a nos xingar, a proferir palavras ofensivas, xingamentos, e arremessaram uma garrafa de vidro em direção aos meus filhos, que estavam na garagem da minha casa”, relatou.
Diante da situação, Marcelo foi à casa dos parentes para questionar a atitude e pedir o fim das provocações. No entanto, segundo a esposa, ele foi cercado atacado pelos familiares.
Entre os envolvidos estariam Camila Braun Schipthorrst e Michel Schphorrst, pais de Gustavo e tios de Marcelo. Lucas Ferreira Amorim, identificado no boletim de ocorrência como amigo de Gustavo, também teria participado das agressões.
“Ele chegou até eles nesse momento. Eles foram para cima dele, imobilizaram ele, deram chutes na cabeça, deram socos na cabeça, no rosto, e quebraram também o braço dele”, contou.
Após as agressões, parentes levaram Marcelo de carro ao hospital. Alícia relatou que Marcelo sofreu uma fratura grave em três pontos do braço e precisará passar por cirurgia, ainda sem data marcada.
A esposa de Marcelo contou que também foi agredida ao tentar proteger o marido. Ele passou por exame de corpo de delito.
O casal solicitou medidas protetivas contra os três parentes. A Justiça aceitou o pedido na terça-feira (27), com base na Lei Maria da Penha. Os agressores estão proibidos de se aproximar das vítimas e devem manter distância mínima de 200 metros.
Gustavo atua como assessor parlamentar no gabinete de Jair Renan em Balneário Camboriú. De acordo com o Portal da Transparência, ocupa o cargo o comissionado desde 16 de julho deste ano, com remuneração de R$ 4.441,96 e jornada de segunda a sexta-feira, das 13h às 19h.
Ele também é estudante de Administração Pública na Universidade do Estado de Santa Catarina ( Udesc ).
Após o caso repercutir, o Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (Esag) afirmou que, diante da gravidade dos fatos, o caso será encaminhado às instâncias competentes da Universidade.
"A Udesc esclarece que não antecipa conclusões sobre a responsabilidade individual de pessoas envolvidas em ocorrências externas que estejam sob apuração pelas autoridades competentes. Eventuais medidas disciplinares serão adotadas, quando cabíveis, mediante os procedimentos previstos nas normas da Universidade, assegurados o contraditório e a ampla defesa", disse a instituição.
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