EUA e China negociam visitas mútuas a instalações nucleares, diz TV | G1
Tratativas preliminares ocorreram dias após visita de Xi Jinping à Casa Branca e em meio a temores de nova corrida nuclear armamentista entre potências mundiais.
Os presidentes da China, Xi Jinping, e dos EUA, Donald Trump, em cerimônia na Casa Branca, nos Estados Unidos, em 24 de setembro de 2025. — Foto: Evan Vucci/ Reuters
Os Estados Unidos e China estão negociando visitas mútuas a suas instalações nucleares, revelou nesta terça-feira (6) a TV CNN Internacional.
Foram discutidas visitas aos laboratórios nacionais do Departamento de Energia dos EUA e a instalações equivalentes na China, e os EUA estariam dispostos a discutir visitas a locais de testes nucleares, disseram autoridades do governo norte-americano ao veículo.
No entanto, as conversas sobre o assunto que ocorreram até o momento foram tratadas como "iniciais e preliminares" , segundo as fontes de Washington. Mesmo assim, o governo Trump pretende continuar pressionando Pequim nos próximos meses por novas rodadas de tratativas sobre o assunto, ainda segundo a TV.
A revelação ocorre dias após visita de Xi Jinping à Casa Branca e também em meio a temores de nova corrida nuclear armamentista entre potências mundiais após o fim do New START —tratado de não proliferação de armas nucleares entre EUA e Rússia que expirou em fevereiro.
O governo Trump busca incluir a China em qualquer novo acordo para limitar a produção e posicionamento de armas nucleares , segundo disse Trump à época do fim do New START. Isso porque Pequim expande rapidamente seu arsenal atômico , apesar de ter cerca de 10% da quantidade de ogivas que EUA e Rússia, segundo o Instituto Internacional de Pesquisa da Paz de Estocolmo (Sipri).
A ideia de visitas recíprocas foi inicialmente levantada pelos chineses durante uma reunião com autoridades norte-americanas neste ano , disse uma fonte à CNN Internacional. Isso foi interpretado por Washington como uma indicação de que o país asiático estaria aberto a adotar medidas em prol de construir confiança entre os dois países na pauta nuclear para, no futuro, construir um acordo mais abrangente.
Mísseis balísticos JL-3, de alcance intercontinental e lançados por submarinos, mostrados em desfile militar na China em setembro de 2025. — Foto: REUTERS/Tingshu Wang
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