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Tuesday, September 29, 2026

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Debate Governo do Amazonas: Candidatos confrontam saúde e ZFM | G1

Os candidatos discutiram temas como segurança pública, infraestrutura, políticas para povos originários, geração de emprego, além da ampliação da defesa do modelo econômico da Zona Franca de Manaus (ZFM).

· 1,562 words

Debate com candidatos ao Governo do Amazonas — Foto: Reprodução/TV A Crítica

Os candidatos ao Governo do Amazonas participaram, na noite desta segunda-feira (28), do penúltimo debate antes do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro. Promovido pela TV A Crítica, o encontro reuniu Omar Aziz ( PSD ), Maria do Carmo ( PL ), Roberto Cidade ( União Brasil ), David Almeida ( Avante ) e Isael Munduruku ( Rede Sustentabilidade).

Durante o debate, os candidatos discutiram temas como segurança pública, infraestrutura, atendimento a crianças atípicas, políticas para povos originários, geração de emprego e renda para jovens, além da ampliação da defesa do modelo econômico da Zona Franca de Manaus (ZFM).

O debate foi dividido em cinco blocos. Os dois primeiros tiveram perguntas e respostas sobre temas livres, com regras sorteadas antes do início do encontro. O candidato que fazia a pergunta tinha um minuto, enquanto o adversário tinha dois minutos para responder. A réplica e a tréplica duravam um minuto cada.

No terceiro bloco, os candidatos ficaram frente a frente e responderam às perguntas com tempo máximo de cinco minutos para cada um deles administrar. Na quarta rodada de confronto, a dinâmica foi a mesma do bloco anterior.

O primeiro confronto foi entre David Almeida (Avante) e Isael Munduruku (Rede). O prefeito de Manaus questionou quais investimentos as gestões estaduais dos últimos oito anos fizeram em ações voltadas aos povos originários.

Isael criticou a atuação da Secretaria de Estado dos Povos Indígenas e afirmou que não é possível desenvolver políticas públicas sem condições mínimas. Também defendeu que indígenas votem em candidatos indígenas.

Na réplica, David citou ações desenvolvidas pela Prefeitura de Manaus, enquanto Isael afirmou que as gestões estaduais não foram suficientes para atender às demandas dos povos originários.

Na sequência, Roberto Cidade (União Brasil) questionou Omar Aziz (PSD) sobre propostas para crianças atípicas e a ampliação de projetos para o interior do Amazonas. Omar citou uma secretaria criada durante sua gestão como governador para atender pessoas com deficiência e criticou as gestões de Wilson Lima e Roberto Cidade. Cidade rebateu e afirmou que Omar não apresentou propostas para crianças atípicas.

O debate avançou para a infraestrutura viária quando Maria do Carmo (PL) questionou David Almeida sobre um acidente de trânsito que matou uma mulher grávida. O prefeito citou ações de recapeamento e tapa-buracos realizadas durante sua gestão e classificou a morte como uma fatalidade. Durante a resposta, também questionou valores recebidos pela candidata por meio de subsídios e fez referências ao passado da família dela. Maria do Carmo classificou as declarações como mentiras.

A segurança pública foi o tema seguinte. Isael Munduruku questionou Roberto Cidade sobre o combate ao tráfico de drogas, a convocação de aprovados em concursos públicos e o funcionamento das delegacias 24 horas. Cidade citou ações de combate ao crime organizado e a realização de um novo concurso público. Também criticou um homem que, segundo ele, colocou uma criança no colo para questionar quando ocorreria uma nova convocação.

Fechando o bloco, Omar Aziz questionou Maria do Carmo sobre propostas para jovens em busca do primeiro emprego. A candidata defendeu a ampliação do ensino médio e técnico e de atividades no contraturno escolar. Omar afirmou que pretende oferecer estágio remunerado por seis meses para pessoas com mais de 18 anos que nunca trabalharam. Maria do Carmo respondeu que o estágio remunerado já existe e defendeu a ampliação das unidades de ensino em tempo integral no estado.

No segundo bloco, Roberto Cidade questionou David Almeida sobre projetos para a saúde. David respondeu citando ações de infraestrutura realizadas durante sua gestão tampão, em 2017, e afirmou que a saúde de Manaus é referência, enquanto a do estado está na UTI.

Na réplica, Cidade afirmou que David não cumpre promessas e citou cirurgias realizadas pelo governo estadual. David respondeu acusando o adversário de direcionar atendimentos a pessoas específicas.

O debate avançou para o tema da educação, com Omar Aziz questionando Isael Munduruku sobre as propostas para a área. O candidato da Rede falou sobre as condições da educação no estado e defendeu melhores condições de trabalho para os profissionais. Isael também afirmou que Omar, quando era senador, tinha condições de criticar a gestão da educação.

Na sequência, Maria do Carmo questionou Roberto Cidade sobre contratos firmados por empresas de sua família com o Estado do Amazonas. Cidade rebateu afirmando que a candidata não tem propostas e fez críticas à família dela. Na réplica, Maria citou operações da Polícia Federal e afirmou não ter escândalos. Também mencionou as mortes registradas no Amazonas durante a pandemia de Covid-19. Cidade afirmou que pretende trocar mais secretários e que responde pelo governo.

Ainda no segundo bloco, David Almeida questionou Omar Aziz sobre educação. O candidato do PSD citou reajustes concedidos aos profissionais da área e criticou os valores destinados à construção de escolas, além de afirmar que os servidores não estão sendo valorizados.

David citou a Cidade Universitária, que não foi concluída. Omar respondeu que valorizou os profissionais da educação e afirmou que David, como prefeito de Manaus, não fez o mesmo.

O último confronto do bloco tratou da Zona Franca de Manaus (ZFM). Isael Munduruku questionou Maria do Carmo sobre o modelo econômico e citou declarações de Flávio Bolsonaro em críticas à ZFM. Maria afirmou que, como candidato à Presidência, ele defende o modelo e disse que, se eleita, pretende atuar para fortalecê-lo e buscar a interiorização da Zona Franca.

Isael pediu que Maria não misturasse sua trajetória política com a discussão sobre a ZFM e afirmou que os amazonenses não podem aceitar mudanças que prejudiquem o estado. Na tréplica, Maria citou visitas a comunidades indígenas, afirmou que os povos originários estão abandonados e defendeu que eles possam usufruir das riquezas de seus territórios.

No terceiro bloco, os candidatos ficaram frente a frente para responder às perguntas, com tempo máximo de cinco minutos para cada participante. David Almeida abriu a rodada questionando Isael Munduruku sobre propostas para a educação. O candidato da Rede defendeu a valorização dos profissionais e a ampliação da capacidade de ensino, com melhorias nas condições de trabalho.

Na sequência, o candidato do Avante criticou os candidatos que já ocuparam cargos públicos e comparou as administrações anteriores com sua gestão à frente da Prefeitura de Manaus. Isael rebateu e ampliou as críticas ao prefeito.

Em seguida, Maria do Carmo foi sorteada para confrontar Omar Aziz. Ela questionou quais propostas o candidato do PSD tem para revitalizar o Amazonas. Omar citou a Proposta de Emenda à Constituição que permite ampliar a competitividade da Zona Franca de Manaus e defendeu investimentos em logística para enfrentar as dificuldades de infraestrutura do estado.

O candidato também destacou ações de seus governos, como a construção de escolas de tempo integral e a ampliação da estrutura da segurança pública. Omar afirmou ainda que, em um eventual novo governo, pretende corrigir falhas na administração e combater o mau uso de recursos públicos.

Maria do Carmo defendeu um choque de gestão e apontou áreas que, segundo ela, precisam avançar, como turismo, infraestrutura e logística. Omar, por sua vez, citou sua experiência administrativa e afirmou que pretende ampliar a convocação de profissionais para as áreas de segurança pública e educação.

O confronto seguinte colocou David Almeida e Roberto Cidade frente a frente, com a saúde do Amazonas como tema. Cidade afirmou que responde pelos próprios atos e citou ações realizadas na área durante sua gestão.

O debate entre os dois candidatos avançou para uma disputa sobre os resultados das respectivas administrações. David acusou Cidade de usar o cargo de governador para fazer negócios, enquanto o candidato do União Brasil afirmou que queria concentrar a discussão em propostas e ideias para o estado.

Na quarta rodada do debate, Isael Munduruku ficou frente a frente com Maria do Carmo para discutir formas de combater o crime organizado. O candidato da Rede apresentou uma proposta de destinar recursos públicos às comunidades como estratégia para reduzir a influência do tráfico de drogas nessas regiões.

Maria do Carmo questionou se a ideia seria utilizar os próprios comunitários no combate ao tráfico. Isael respondeu que não. Em seguida, ela apresentou as suas propostas, como ampliar a capacidade de resposta das forças de segurança.

Na sequência, Omar Aziz foi sorteado para debater com Roberto Cidade. A segurança pública voltou ao centro da discussão. Cidade citou o aumento do efetivo das forças de segurança, inclusive no interior do estado, e destacou apreensões de drogas realizadas no Amazonas.

Omar Aziz questionou o funcionamento das delegacias e defendeu a ampliação do efetivo e de ações de prevenção. Cidade respondeu citando a atuação dos bombeiros e medidas adotadas na área de segurança.

O confronto seguiu com Omar criticando os resultados da gestão de Cidade e atribuindo os índices apresentados pelo adversário à limitação do funcionamento das delegacias, que, segundo ele, atendem durante nove horas por dia.

O candidato do PSD também destacou ações realizadas durante suas gestões. Cidade rebateu afirmando que já está adotando medidas semelhantes às propostas apresentadas por Omar.

Na parte final do confronto, Omar destacou a diferença entre os recursos disponíveis nos cofres públicos durante suas gestões e os valores administrados por Roberto Cidade. Ao abordar os empréstimos contratados pelo estado, afirmou que Cidade também aprovou operações de crédito.

O quinto bloco do debate foi reservado para as considerações finais dos candidatos. Nesta etapa, os candidatos a vice-governador também falaram sobre as propostas das chapas.

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