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Thursday, September 10, 2026

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Ipatinga tem três áreas com alto índice de infestação pelo Aedes, aponta LIRAa | G1

Levantamento realizado em quase 4,9 mil imóveis identificou índice geral de 2,9% para o Aedes aegypti no município.

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Ipatinga tem três áreas com alto índice de infestação pelo Aedes, aponta LIRAa — Foto: eeuforiee / iNaturalist

Ipatinga registrou índice de infestação predial de 2,9% pelo Aedes aegypti no 3º Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti e Aedes albopictus (LIRAa) de 2026. O resultado foi divulgado nessa terça-feira (8) e é considerado médio, mas três áreas do município apresentaram índices classificados como altos: os estratos 06, 07 e 08.

O levantamento foi realizado entre os dias 31 de agosto e 4 de setembro e passou por 4.848 imóveis, número acima dos 4.736 inicialmente previstos. Para a realização do trabalho, foram mobilizados 117 servidores, entre agentes de campo, supervisores, coordenadores e um técnico.

O maior índice de infestação pelo Aedes aegypti foi registrado no estrato 06, que reúne os bairros Bom Jardim, Ferroviários, Horto, Industrial e Usipa. Nessa região, o índice chegou a 5,6%.

Em seguida aparece o estrato 07, formado pelos bairros Limoeiro, Chácara Madalena, Córrego Novo, Barra Alegre e Chácara Oliveira, com índice de 4,1%.

Já o estrato 08, que compreende o bairro Vila Celeste, registrou 4%. Os três territórios foram classificados como áreas de alto índice de infestação. Os demais estratos apresentaram índices baixos ou médios.

Para o Aedes albopictus, o índice geral registrado em Ipatinga foi de 0,5%, considerado baixo.

Recipientes com água concentram a maioria dos focos

O LIRAa também identificou os principais tipos de criadouros encontrados pelos agentes durante as visitas aos imóveis.

Os chamados depósitos móveis, como recipientes que podem acumular água, concentraram 42,3% dos focos encontrados. Em seguida aparecem os depósitos de lixo, com 17,9%, e os depósitos ao nível do solo, com 15,4%.

Pneus e outros materiais rodantes removíveis representaram 10,9% dos focos, enquanto os depósitos fixos responderam por 9%.

Os dados são utilizados pela Secretaria Municipal de Saúde para definir as ações de vigilância e combate ao mosquito, com prioridade para as áreas que apresentam os maiores índices de infestação e os locais onde foram encontrados mais criadouros.

A Prefeitura orienta os moradores a eliminar recipientes que possam acumular água, manter caixas-d'água tampadas e verificar regularmente calhas, vasos de plantas, quintais e outros pontos que possam servir de criadouro para o mosquito.

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