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Sunday, September 6, 2026

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Ladeira em Manaus: vídeos de acidentes viralizam e geram alerta | G1

Trecho da Rua Carlos Drummond de Andrade, no Tancredo Neves, ganhou repercussão nas redes sociais após sequência de acidentes. Moradores cobram providências do poder público.

· 677 words

Uma ladeira onde motos caem com frequência, carros batem e até veículos pesados têm dificuldade para subir. A cena, que poderia parecer incomum, virou rotina para moradores da Rua Carlos Drummond de Andrade, no bairro Tancredo Neves, na Zona Leste de Manaus . As imagens registradas no local se espalharam pelas redes sociais e transformou o trecho em um dos pontos de maior repercussão entre moradores e o g1 foi conferir de perto. ( Assista acima) .

O comerciante William Ribeiro instalou câmeras de segurança em seu comércio, próximo à ladeira, e passou a registrar os acidentes e a publicar em uma rede social. Ele percebeu que as ocorrências eram frequentes e não casos isolados.

“A gente já observava antes. Depois que montei meu comércio e coloquei as câmeras, percebi que acontecia constantemente”, disse Ribeiro.

Desde então, William disse ter publicado cerca de 200 vídeos, a maioria mostrando quedas de motociclistas.

O morador afirma que publica os vídeos para alertar motoristas e incentivar mais cuidado ao passar pela ladeira. Ele não esperava tanta repercussão, mas considera positiva a atenção ao problema.

A constância dos acidentes chama atenção. As câmeras mostram cenas repetidas: motos perdendo o controle, carros batendo e veículos pesados sem força para vencer a subida.

Para quem mora na região, a frequência das ocorrências já faz parte da rotina. Enquanto era entrevistado pelo g1 , William afirmou que, mesmo que ainda não houvéssemos presenciado um acidente no momento, seria comum que alguma coisa aconteceria a qualquer momento.

“Todo santo dia tem acidente aqui. Ó, hoje ainda não acabou o dia, mas se tu olhar daqui pra depois, vai ter acidente, eu tenho certeza”, afirmou.

Segundo ele, no dia anterior à entrevista, foram registrados cerca de cinco acidentes.

William diz que os vídeos servem como alerta para quem passa pelo local. Ele evita usar a ladeira quando a pista está molhada.

Para William, os acidentes acontecem por dois motivos: a forte inclinação e a água que escorre pela pista. Com o asfalto molhado, o risco aumenta.

A velocidade de alguns veículos também agrava a situação. Para o morador, uma intervenção com sinalização poderia ajudar a reduzir os riscos.

“Se tivesse sinalização, ajudaria muito. Quem vive aqui sabe que dá medo”, disse.

Veículos pesados também enfrentam dificuldade

A situação não envolve apenas motociclistas e carros. William afirma que caminhões e carretas também já tiveram que recuar por não conseguir subir a ladeira.

“É o recuo das carretas, quando desce aqui é muito perigoso. É arriscado matar alguém mesmo”, afirmou.

Durante a reportagem, a equipe do g1 viu um ônibus do transporte coletivo com dificuldade para subir o trecho. Um passageiro tentou ajudar colocando uma pedra no pneu, mas não funcionou. O veículo precisou descer e tentar novamente.

A situação provocou uma fila de veículos atrás do coletivo e durou pouco mais de dez minutos.

Ônibus não consegue subir ladeira na rua Carlos Drumond de Andrade, no bairro Tancredo Neves, em Manaus. — Foto: Francisco Bento/Rede Amazônica

Moradores temem que acidente grave aconteça

Carro quase colide com moto na rua Carlos Drumond de Andrade, no bairro Tancredo Neves, em Manaus. — Foto: Francisco Bento/Rede Amazônica

O técnico em patologia Júlio Cesar Ferraz mora perto da ladeira e diz que a situação é um risco permanente para os moradores.

“É um descaso. Simplesmente não fazem nada. O poder público tem que fazer alguma coisa aqui, porque tá pra acontecer tragédia com vidas”, afirmou.

Júlio conta que já viu caminhões baterem em postes, causando incêndio e deixando a comunidade sem energia. Em outra ocasião, um caminhão já chegou a atingir a área próxima à casa da família.

“Porque, olha, aqui já teve três caminhões carregando, e bateram, aí tocou fogo. Ficou a comunidade dois dias sem luz. Já acertou, bateu aqui no muro, só faltou cair aqui dentro. O caminhão ficou aqui dentro quase, da casa”, lembrou.

O g1 procurou o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) para saber se há medidas previstas para o local, como obras, manutenção ou sinalização, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.

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