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Saturday, September 12, 2026

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Violência doméstica: 8 em 10 beneficiárias têm filhos | G1

Programa municipal concedeu 337 benefícios desde 2023; 297 mulheres atendidas são mães e somam 718 filhos ou dependentes.

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Violência contra a mulher — Foto: © Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

A Prefeitura de Campinas (SP) concedeu 337 benefícios de auxílio-moradia para vítimas de violência doméstica desde a criação do programa, em 2023, até agosto de 2026.

De acordo com a Secretaria Municipal de Assistência Social, do total de mulheres atendidas no período, 88,1% tinham ao menos um filho , sendo que a maioria era menor de 6 anos.

Os dados revelam que a oferta do benefício tem crescido nos últimos anos. O número de auxílios pagos de janeiro a agosto de 2026 superou os 12 meses do ano passado.

🏡 O auxílio-moradia é um benefício temporário emergencial concedido às vítimas que precisam deixar o lar por motivo de violência doméstica. As mulheres recebem R$ 951 por mês , por até seis meses consecutivos, e o valor deve ser usado exclusivamente para pagar aluguel.

Das mulheres que receberam o auxílio desde a criação do programa, 297 são mães e totalizam 718 filhos/dependentes registrados – dos quais 83% são menores de 18 anos.

O levantamento também indica que a maior parcela do benefício se concentra entre mulheres de 30 a 39 anos (34,4%). A faixa de 20 a 49 anos representa 88,1% do total de atendidas.

No recorte por cor, 60,2% das 337 beneficiadas ao longo do período são negras (pretas e pardas).

Como acessar o auxílio-moradia em Campinas

O benefício é exclusivo para mulheres em situação de violência acompanhadas pelos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas) e o Abrigo Sara-M.

ser encaminhada pela rede socioassistencial.

São necessários também documento de identidade com foto e CPF, além de comprovante de endereço.

A Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo (SEDS) também disponibiliza auxílio-aluguel às vítimas de violência doméstica. O programa oferece uma ajuda de custo mensal de R$ 500 por seis meses, com possibilidade de renovação por igual período.

Na região de Campinas, 19 municípios aderiram ao programa . Desde a criação do programa, em fevereiro de 2025, até agosto de 2026, foram concedidos 448 benefícios na região, de acordo com informações enviadas pela pasta.

"Romper o ciclo da violência doméstica exige mais do que coragem, é necessário apoio real e condições concretas para um recomeço seguro. O auxílio-aluguel, além de um importante suporte financeiro, é uma ferramenta de autonomia e dignidade para que essas mulheres possam reescrever suas histórias longe do medo", afirma a secretária de Desenvolvimento Social, Andrezza Rosalém.

Auxílio-aluguel para vítimas da violência na região de Campinas

Para solicitar o benefício, é necessário apresentar:

comprovante de residência atualizado no Estado de São Paulo;

cópia da medida protetiva de urgência expedida pelo Poder Judiciário (Lei Maria da Penha);

comprovantes de renda que demonstrem que a renda familiar, até a separação, era de até dois salários mínimos;

comprovação de vulnerabilidade social (como o número do CadÚnico atualizado ou relatório psicossocial).

O cadastramento é feito pela rede municipal de assistência social nos municípios participantes. Após análise e aprovação, o valor é disponibilizado por meio de Poupança Social no Banco do Brasil, diretamente às beneficiárias.

Além do suporte financeiro, o programa articula outras políticas públicas municipais, ampliando o acesso a serviços de proteção social, orientação e acompanhamento às mulheres atendidas em todo o estado. Veja onde buscar atendimento:

Assistência Social: CRAS, CREAS e Centros de Referência de Atendimento à Mulher;

Saúde: Unidade Básica de Saúde (UBS), pronto-socorro e hospitais;

Segurança Pública: Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), distrito policial, batalhão da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros;

Sistema de Justiça: Ministério Público, Defensoria Pública e Ordem dos Advogados do Brasil;

Canais de orientação e denúncia: Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher) e 190, para emergências.

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