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Thursday, September 24, 2026

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Coruja branca é registrada em Goiás; veja por que ela não é albina | G1

Apesar da plumagem branca, coruja-buraqueira registrada no sudoeste de Goiás não é albina, segundo biólogo. Espécie tem hábitos diurnos e costuma ocupar tocas abandonadas por tatus.

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Coruja de plumagem branca foi registrada em uma área rural de Jataí, sudoeste de Goiás — Foto: Reprodução/Instagram de Douglas Borges

Quando se fala em coruja, é comum imaginar uma ave de hábitos noturnos e plumagem em tons escuros. Mas o registro de uma coruja de plumagem branca em Jataí , no sudoeste de Goiás, chamou a atenção nas redes sociais. A ave foi fotografada pelo engenheiro agrônomo Douglas Borges em uma área rural do município.

Em entrevista ao g1 , o biólogo Edson Abrão explicou que a ave é uma coruja-buraqueira e não é albina. Segundo ele, embora o albinismo exista na natureza e seja raro, a ave registrada tem uma variação na coloração das penas.

“O albinismo decorre de uma alteração genética que impede totalmente a produção de melanina no organismo, o que não é o caso desta ave. O padrão comum da espécie é ter penas pigmentadas em tons castanhos; por isso, indivíduos com essa variação de penas brancas chamam tanta atenção pela raridade visual”, explicou.

Segundo Edson, a coruja-buraqueira se diferencia da maioria das espécies por ter hábitos diurnos. Enquanto grande parte das corujas tem atividade principalmente durante a noite, essa espécie pode ser vista com frequência durante o dia.

“Diferentemente da grande maioria das corujas, cuja atividade é essencialmente noturna, a coruja-buraqueira se destaca justamente por ter hábitos diurnos, sendo vista com frequência ativa durante o dia.”

Para se abrigar e cuidar dos filhotes, a coruja-buraqueira costuma ocupar tocas abandonadas por tatus e cupinzeiros. Segundo o biólogo, a espécie também possui bico e garras adaptados para escavar o próprio abrigo no solo quando necessário.

“Para se abrigar e cuidar dos filhotes, a coruja-buraqueira costuma aproveitar tocas abandonadas de tatus ou cupinzeiros. Além disso, ela possui bico e garras adaptados que permitem escavar o próprio refúgio na terra quando necessário”, disse.

A coruja-buraqueira é carnívora e tem os roedores entre as principais presas. De acordo com Edson, esses animais são importantes na alimentação da espécie por fornecerem proteínas e gorduras necessárias para a manutenção do metabolismo.

“É muito importante que ela se alimente desses animais para manter seu metabolismo saudável”, afirmou.

O biólogo também explicou que a coruja-buraqueira é comum em áreas secas e pedregosas, como a região de Jataí onde a ave foi registrada. A espécie divide o habitat com serpentes, principalmente cascavéis.

Como mecanismo de defesa, os filhotes emitem um som semelhante ao chocalho da cascavel quando percebem uma ameaça próxima à toca.

“Como estratégia de sobrevivência e defesa contra predadores que tentam invadir a toca, os filhotes emitem um chiado que imita perfeitamente o som do chocalho da cascavel para afugentar a ameaça.”

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