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‘Imposto do pecado’: veículos a diesel são os mais prejudicados; veja o que pesa em cada tipo de carro | G1

Medida provisória estabelece alíquota-base de 6,3%, com ajustes conforme motorização, eficiência energética, potência, segurança e reciclagem. Alguns modelos só a diesel ganham taxa extra de 12%.

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🔎 O tributo, criado pela reforma tributária sobre o consumo, começará a ser cobrado em 2 de fevereiro de 2027 e incidirá sobre produtos e atividades considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, com o objetivo de desestimular seu consumo.

Entre os produtos sujeitos ao novo imposto estão os carros de passeio, com alíquota-base de 6,3%. Esse percentual pode subir ou cair de acordo com alguns critérios.

Um deles prevê uma alíquota adicional de 12% para os modelos movidos exclusivamente a diesel e destinados ao transporte de pessoas , como SUVs e vans que transportam até 9 pessoas (contando o motorista) , por exemplo.

No caso de veículos de carga, como as picapes, esse acréscimo é menor (veja mais abaixo) . Caminhões e vans para mais de 9 passageiros estão isentos da cobrança.

Depois dos ajustes, o resultado é multiplicado por 1,21 , conforme preveem as regras estabelecidas.

Toque ou clique nos critérios abaixo para entender cada um deles:

O primeiro critério é a fonte de energia do motor:

Alíquota do imposto do pecado por motor — Foto: arte/g1

A tabela muda para veículos a diesel ou gasolina que são destinados ao transporte de carga, como picapes. Caminhões e vans para mais de 9 passageiros estão isentos da cobrança :

O segundo critério é a eficiência energética do veículo . O cálculo considera um limite de energia consumida por quilômetro, que varia de acordo com o peso e a categoria do veículo.

Um carro de passeio de 1.200 kg, por exemplo, precisa consumir no máximo cerca de 1,49 megajoule por quilômetro (MJ/km) em um teste que combina percursos na cidade e na estrada para receber o desconto de 2 pontos percentuais .

Se ultrapassar esse primeiro limite, o carro ainda pode receber um desconto de 1 ponto percentual caso o consumo seja de até cerca de 1,57 MJ/km. Acima desse valor, não há desconto por eficiência energética .

O terceiro é a potência do motor, medida em quilowatts (kW) .

Desempenho estrutural e assistências ao motorista

O quarto critério avalia tanto a proteção oferecida pela estrutura do carro em uma colisão quanto os sistemas de assistência ao motorista

A redução de 1 ponto percentual acontece se um carro tem, por exemplo, controle de estabilidade, aviso de cinto afivelado, farol de rodagem diurna ou piloto automático adaptativo.

Se a versão não atender ao critério, fica sem esse desconto.

Centro Circular AutoPeças é o desmanche de carros da Stellantis, localizado em Osasco (SP) — Foto: divulgação/Stellantis

A redução é de 2 pontos percentuais quando um veículo é retirado de circulação para cada cinco carros novos produzidos. Se a proporção for de um para cada dez, o desconto cai para 1 ponto percentual.

Em ambos os casos, os carros novos considerados na contagem devem ser da mesma marca, modelo e versão.

Os carros novos também precisam cumprir metas de reaproveitamento. A partir de 2027, pelo menos 80% do peso de cada veículo deverá ser passível de reutilização ou reciclagem. Esse percentual sobe para 85% quando são consideradas também outras formas de recuperação dos materiais.

Para novos projetos, os percentuais mínimos sobem para 85% e 95% já em 2027. Em 2030, esses índices passam a valer para todos os veículos leves novos, tanto de passageiros quanto de carga.

Carros no pátio da montadora Volkswagen em São José dos Campos, no interior de São Paulo — Foto: Roosevelt Cassio/Reuters

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Saturday, November 7, 2026

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