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'Minas são muitas': Araxá e histórias de quem busca um futuro melhor | G1

No terceiro episódio da série do MG1 da TV Integração, repórter Gabriel Landim mostra os potenciais econômicos e turísticos e as histórias de quem nasceu ou decidiu viver na cidade e os desejos para depois das eleições.

· 803 words

Depois de ouvir os moradores de Divinópolis e Serra da Saudade , a série do MG1 da TV Integração chegou a Araxá , no Alto Paranaíba.

A origem do nome vem do tupi-guarani e significa "lugar de onde primeiro se avista o sol". O amanhecer da cidade já foi enredo de escola de samba, e as riquezas naturais do município também vão além das fronteiras.

O Brasil e o mundo estão de olho na cidade, que equilibra o dinamismo econômico da mineração com a tranquilidade de uma estância hidromineral histórica que movimenta o turismo.

O passado, o presente e o futuro de quem nasceu ou decidiu viver em Araxá

Heberth Adriano entrevistado por Gabriel Landim na série Minas são muitas em Araxá — Foto: Jornalismo TV Integração

O potencial econômico de Araxá atraiu Lucia Maria para o município. Nascida em Goiás, Lucia se mudou para Uberlândia e viveu em situação de rua durante a infância e a adolescência, até ser convidada por uma amiga para trabalhar em Araxá, aos 15 anos de idade.

"Eu dormia na rua, nos coretos, nas varandas, e quando me mudei para Araxá, comecei a trabalhar em pensão. Na cidade, eu tive sete filhos e adotei mais cinco, cada um precisa de uma mão para ser alguém na vida", disse Lucia Maria.

É também em Araxá que Heberth Adriano busca conquistar o sonho de ser advogado, enquanto exerce três trabalhos diferentes.

"Faço faculdade de direito, sou estagiário no fórum, mototaxista e zelador de uma casa, porque para poder ser alguém na vida a gente tem que fazer por onde e o meu sonho é ser advogado", disse Heberth.

Já Rosilene Maria Borges ficou paraplégica após um acidente e encontrou em Araxá uma direção para retomar a rotina.

"Depois que sofri o acidente, decidi vir para Araxá, tem oito anos que estou aqui", afirmou Rosilene.

Lucia Maria, entrevistada por Gabriel Landim em Araxá na séria Minas são muitas — Foto: Jornalismo TV Integração

Araxá ganhou quase dois mil eleitores em quatro anos: sete em cada dez moradores podem votar. O eleitorado com deficiência teve um aumento significativo no município: é quatro vezes maior que o registrado nas últimas eleições gerais.

Aos 60 anos, Lucia Maria acredita que o voto ainda pode transformar o futuro. Ela, que já viveu em situação de rua, diz que prioriza, no voto, uma escolha que possa fazer a diferença na vida de quem precisa.

"É um dever do eleitor, o ser humano tem que cumprir com o seu papel. Para mim, a prioridade é olhar para o estado de pobreza, para a saúde, tem muita gente necessitada", destacou.

Para quem tenta construir o futuro trabalhando o dia todo, como Heberth, o voto deve ser acompanhado de melhorias.

"Quando você visa um presidente que vai trazer melhorias para o município, para o estado, para o país, ali está meu voto", afirmou.

Grande Hotel Araxá — Foto: Jornalismo TV Integração

Araxá tem a maior reserva de nióbio do planeta, elemento químico usado, por exemplo, na fabricação de veículos, baterias, novas tecnologias, na indústria e na construção civil. O município tem nióbio suficiente para abastecer o mundo por mais dois séculos.

Cerca de 80% do material vendido para o planeta é retirado de Araxá. Uma das companhias que explora o material em Araxá há sete décadas produz 150 mil toneladas de produtos por ano utilizando nióbio e tem quase 2 mil funcionários e 2 mil fornecedores.

Outra mineradora, australiana, está perfurando o solo da cidade e estudando a exploração de vários elementos que compõem as terras raras, com a previsão de investir quase R$ 3 bilhões e gerar cerca de 500 empregos. A expectativa é produzir 40 mil toneladas por ano.

Mas nem toda riqueza de Araxá é extraída da terra. As águas sulfurosas e radioativas brotam do solo e têm propriedades terapêuticas. O Complexo do Barreiro proporcionou fama internacional ao município, assim como o Grande Hotel, com arquitetura em estilo missões, e as experiências com águas termais.

Na "Suíça das Águas", a fonte Dona Beja é uma das mais procuradas pelos turistas. Ana Jacinta de São José, conhecida como Dona Beja, foi uma importante personalidade histórica brasileira do século XIX, famosa por sua independência, influência e por desafiar os padrões morais do Brasil Imperial em Araxá. A lenda conecta o local aos rituais de beleza e juventude de Dona Beja. A crença popular diz que a beleza de Dona Beja era mantida com banhos frequentes nas águas da região do Barreiro.

Depois de experimentar a gastronomia e os doces da cidade, uma tradição de Araxá, a próxima parada da equipe formada pelo Gabriel Landim, Philippe Wolfgang e Janaína Silva será Uberaba, nas "Minas do Triângulo", de Guimarães Rosa.

Equipe do Minas são muitas em Araxá: Janaína Silva, Philippe Wolfgang e Gabriel Landim — Foto: Jornalismo TV Integração

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Friday, October 23, 2026

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