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Monday, September 7, 2026

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Padre preso por estupro de coroinha; veja o que se sabe | G1

Padre de 58 anos foi preso em Praia Grande após denúncia de uma jovem de 19 anos; segundo o BO, ele oferecia bebidas alcoólicas a ela e ao namorado, que eram coroinhas.

· 740 words

O caso do padre Jucelino de Oliveira, que foi preso aos 58 anos em Praia Grande , no litoral de São Paulo, suspeito de estupro de vulnerável contra uma jovem de 19 anos , repercutiu em todo o país. Por conta disso, o g1 reuniu tudo o que se sabe sobre a ocorrência.

Conforme registrado em boletim de ocorrência, o religioso foi acusado de oferecer bebidas alcoólicas à vítima e ao namorado dela, de 18 anos, antes de cometer o crime.

O casal era coroinha de uma igreja onde Jucelino atuava. Os nomes dos jovens não serão divulgados. Em nota, o advogado João Paulo Silva Rocha, que representa o padre, afirmou que a prisão possui "natureza temporária e exclusivamente cautelar" e que a medida "não representa condenação" (veja o posicionamento completo ao final da reportagem).

O g1 reuniu o que se sabe sobre o caso até o momento:

O padre Jucelino de Oliveira foi preso pela DDM de Praia Grande — Foto: Redes sociais e Reprodução

1. Como era a relação da vítima com o padre?

De acordo com o boletim de ocorrência, a jovem e o namorado frequentavam uma igreja onde o padre atuava havia aproximadamente três meses. Conforme o relato, o casal passou a acompanhá-lo em missas realizadas em outras igrejas e também era convidado para ir à casa dele.

Ainda conforme o registro, a jovem afirmou que Jucelino costumava oferecer bebidas alcoólicas ao casal e insistia para que eles consumissem álcool, mesmo depois de ela dizer que tinha problemas com a bebida.

Segundo o depoimento da jovem, em uma ocasião na casa do padre, ele deu um abraço no casal e, durante o gesto, encostou a genitália na perna dela. Em seguida, quando o namorado estava com a cabeça abaixada e aparentava estar sonolento após consumir bebida alcoólica, o homem se aproximou novamente e colocou as mãos por dentro da blusa e do sutiã dela.

De acordo com o relato, após o episódio, o padre pediu que os dois fossem para um quarto descansar. Mais tarde, ele chamou a jovem para voltar a beber com ele, mas ela recusou.

A mulher alegou também que, em outras ocasiões, o religioso ofereceu presentes e ajuda financeira, como pagar a carteira de motorista dela e comprar materiais para que ela pudesse abrir um salão de beleza. Ela afirmou ainda que o padre chegou a sugerir que o casal morasse na casa dele.

Jucelino foi preso na noite de sexta-feira (4), após uma equipe da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Praia Grande cumprir um mandado expedido pela Justiça.

Além da prisão, a Justiça determinou medidas cautelares para proteção das vítimas, incluindo a proibição de aproximação a menos de 300 metros, de contato por qualquer meio e de frequentar locais regularmente frequentados por elas.

O padre Jucelino de Oliveira atua em Praia Grande — Foto: Polícia Civil e Redes sociais

O padre Jucelino administrava a Casa Pime, espaço em Praia Grande voltado para retiros, convivência, descanso e lazer relacionado ao Pontifício Instituto das Missões Exteriores (Pime), instituto missionário nascido na Itália.

Ele celebrava missas na capela São João Batista, que fica no bairro Solemar, e na igreja Nossa Senhora Auxiliadora, localizada no bairro Jardim Imperador.

Em nota, a Diocese de Santos afirmou que tomou conhecimento do cumprimento do mandado e que confia no trabalho da Justiça para o esclarecimento dos fatos. "Reafirmamos que as providências canônicas cabíveis serão tomadas", complementou.

Veja o posicionamento da defesa do padre na íntegra:

"A defesa técnica do Padre Jucelino de Oliveira informa que a prisão cumprida na noite de sexta-feira possui natureza temporária e exclusivamente cautelar, no âmbito de investigação que tramita sob sigilo. A medida não representa condenação nem autoriza qualquer conclusão antecipada sobre a responsabilidade do investigado.

Até o momento, a defesa não teve acesso integral à representação policial, ao parecer do Ministério Público e aos fundamentos completos da decisão. Na audiência de custódia, foi requerida a revogação da prisão e sua substituição pelas medidas cautelares já determinadas, prosseguindo a defesa na adoção das providências judiciais cabíveis.

O Padre Jucelino cumpriu a ordem judicial sem resistência e permanecerá à disposição das autoridades. A defesa manifesta absoluto respeito a todas as pessoas envolvidas, sem distinção, e confia que os fatos serão apurados com rigor, serenidade e observância das garantias legais. Solicita-se, portanto, responsabilidade na divulgação das informações, preservando-se a dignidade dos envolvidos, a presunção de inocência e evitando-se qualquer forma de prejulgamento público."

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