Secretário do Exército dos EUA pede demissão, diz jornal | G1
Reportagem do Wall Street Journal cita tensões entre Dan Driscoll e o secretário da Guerra de Donald Trump, Pete Hegseth.
O Secretário do Exército, Dan Driscoll, presta depoimento durante uma audiência no Senado americano em maio de 2026. — Foto: Nathan Posner/Reuters
O secretário do Exército dos Estados Unidos , Dan Driscoll, pediu demissão do cargo, informou o jornal The Wall Street Journal nesta segunda-feira (31). Tensões com o secretário de Guerra, Pete Hegseth, motivaram a saída.
Segundo a imprensa americana, Driscoll e Hegseth têm entrado em atritos frequentes desde que o segundo assumiu o cargo, em janeiro de 2025. O secretário de Guerra é aliado do presidente dos EUA, Donald Trump.
A tensão entre Driscoll e Hegseth teria resultado na demissão do chefe do Estado-Maior do Exército, general Randy George , em abril.
Driscoll e George eram parceiros próximos, segundo o WSJ, e desenvolviam juntos projetos de renovação tecnológica no Exército. Os dois também viajaram juntos para a Ucrânia antes da demissão do general.
A remoção de George provocou críticas a Hegseth entre deputados e senadores do próprio partido, os republicanos.
Em comunicado enviado ao WSJ, a Casa Branca elogiou o trabalho de Driscoll. A porta-voz Anna Kelly afirmou que o secretário foi eficaz na implementação da agenda de Trump, na preparação das Forças Armadas para operações militares e nas negociações entre Rússia e Ucrânia.
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, fala durante uma declaração à imprensa ao chegar para uma reunião de ministros da defesa da OTAN na sede da organização em Bruxelas, quinta-feira, 18 de junho de 2026. — Foto: AP Photo/Virginia Mayo
Hegseth chegou a servir no Exército dos EUA e atuou no Iraque e no Afeganistão, mas fez carreira como âncora do canal de TV conservador Fox News antes de ser indicado por Trump para comandar o Pentágono.
A chegada de Hegseth à chefia do Departamento de Guerra foi vista com desconfiança pela liderança militar dos EUA, composta em grande parte por funcionários de carreira.
No primeiro semestre de 2026, o secretário passou a promover uma "limpa" na alta cúpula das Forças Armadas . Uma reformulação militar ampla é incomum na história do país, ainda mais em momentos de conflito aberto, como a guerra contra o Irã.
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