Dois condenados por estupro coletivo respondem por outros casos | G1
Acusações na Justiça e inquérito são por casos de estupro e estupro coletivo. Vitor Hugo Simonin e Mattheus Veríssimo Zoel Martins estão presos por caso ocorrido em Copacabana.
Vitor Hugo e Mattheus — Foto: Reprodução
Dois dos quatro condenados a 15 anos de prisão pelo estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em janeiro de 2026 em Copacabana, na Zona Sul do Rio, respondem a processos por diferentes casos ocorridos nos últimos três anos.
Vitor Hugo de Oliveira Simonin foi denunciado pelo Ministério Público e responde a um processo por uma acusação de estupro , além de ser investigado pela Delegacia de Atendimento à Mulher da Zona Sul pelo mesmo crime. Nos dois casos, as vítimas eram menores de idade.
Mattheus Veríssimo Zoel Martins responde por um caso semelhante pelo qual foi condenado : ele é acusado de, juntamente com outro adolescente e um adulto, ter estuprado uma menina de 14 anos.
Um dos participantes deste caso, ocorrido em 2023, é do mesmo menor de idade envolvido no caso de estupro coletivo ocorrido em Copacabana.
Em abril, após decisão da Justiça, o menor foi internado compulsoriamente no Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase) pelo estupro coletivo em Copacabana.
Mattheus Verissimo Zoel Martins na chegada à delegacia de Copacabana — Foto: Reprodução
Matheus responde por ato análogo a estupro, já que era menor de idade na época do caso.
A adolescente de 14 anos relatou que foi convidada a ir até a casa de Mattheus, na Zona Norte do Rio.
Segundo o depoimento, ao menos dois suspeitos teriam participado da violência sexual e gravado imagens do crime e divulgado.
Gabriel de Oliveira Palmieri, de 24 anos, se entregou à polícia após ser indiciado pelo crime pela delegacia de Copacabana em junho deste ano . O processo contra ele tramita na 1ª Vara Especializada em Crianças e Adolescentes (Veca).
O processo contra Mattheus e outro menor de idade tramita na Vara da Infância e Juventude.
O g1 procurou a defesa de Mattheus Veríssimo, que respondeu que não vai se manifestar. O g1 não conseguiu contato com a defesa de Gabriel de Oliveira Palmieri.
Duas acusações contra Vitor Hugo Simonin
Vitor Hugo Simonin, na 12ª DP — Foto: Reprodução
Vitor Hugo Simonin foi indiciado pela 12ª DP (Copacabana) em agosto por estupro de uma adolescente. O caso teria ocorrido durante uma festa no Humaitá, Zona Sul do Rio, em 2025.
Uma menor de idade, que estava alcoolizada, disse que Simonin a forçou a fazer sexo oral, apesar de ela ter dito repetidamente que não queria.
A delegacia ouviu testemunhas, que relataram que Vitor Hugo tentou tocar a vítima em diversos momentos durante a festa sem sua permissão, e que ela relatou chorando o que havia acontecido. A adolescente reconheceu formalmente Vitor Hugo.
Em julho deste ano, a Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) da Zona Sul instaurou outra investigação contra Simonin após receber informações do Ministério Público do Rio sobre o possível estupro de uma adolescente de 17 anos, durante o pré-carnaval de 2026.
Em nota, a Polícia Civil afirmou que o caso segue sendo investigado e que a vítima será ouvida novamente na delegacia.
O g1 procurou a defesa de Vitor Hugo Simonin, que não respondeu até a publicação desta reportagem.
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