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Procurada pela Interpol e companheiro ligado a facção são presos no RS | G1

Paula Caroline Rodrigues Lopes foi localizada com Letier Ademir Silva Lopes em Santo Antônio da Patrulha. Gaúcha havia sido sentenciada a 26 anos e oito meses de prisão pelo assassinato de José Gustavo Bertuol Gargioni.

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Casal Paula Caroline Rodrigues Lopes e Letier Ademir Silva Lopes — Foto: Divulgação/Interpol e Ministério da Justiça

Um casal procurado pela Justiça foi preso na tarde desta quinta-feira (22) em um hotel de Santo Antônio da Patrulha , a cerca de 90 quilômetros de Porto Alegre. Paula Caroline Rodrigues Lopes , de 31 anos, estava na lista vermelha da Interpol , enquanto o companheiro, Letier Ademir Silva Lopes , integra uma das principais facções criminosas do estado e era procurado por condenação criminal.

🔴 A lista vermelha da Interpol alerta autoridades policiais de diferentes países sobre pessoas procuradas internacionalmente. O mecanismo auxilia na localização e na prisão provisória para fins de extradição ou procedimentos legais semelhantes, mas não equivale, por si só, a um mandado internacional de prisão.

O g1 não localizou a defesa do casal e mantém espaço aberto para posicionamento.

Paula e Letier estavam hospedados no Hotel Ecoville, em Santo Antônio da Patrulha. Os dois foram abordados por volta das 14h, pouco antes de deixarem o estabelecimento.

Contra Paula havia um mandado de prisão expedido pela 1ª Vara Criminal Especializada em Júri de Canoas. A ordem é decorrente de condenação por homicídio qualificado , pelas qualificadoras de motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.

Após a prisão, Paula e Letier foram encaminhados para os procedimentos legais e ficaram à disposição da Justiça .

José Gustavo Bertuol Gargioni foi encontrado morto em julho de 2015, na região da Praia de Paquetá, em Canoas. Conforme a investigação, o fotógrafo foi atraído para uma emboscada e atingido por 19 disparos de arma de fogo .

Segundo a acusação, Paula mantinha um relacionamento com a vítima e teria marcado um encontro para atrair o fotógrafo até o local do crime . Na época, ela também mantinha um relacionamento com Juliano Biron da Silva, apontado como coautor do assassinato . Biron foi condenado, em 2020, a 20 anos e oito meses de prisão pelo crime.

Condenada por assassinato de fotógrafo no RS passa a ser procurada pela Interpol — Foto: Reprodução e Divulgação/Interpol

Paula foi julgada pela primeira vez em dezembro de 2023, quando o júri a absolveu da acusação de homicídio. O Ministério Público recorreu. Em abril de 2025, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul determinou a realização de um novo julgamento por considerar que a decisão contrariava as provas do processo .

O segundo júri ocorreu em 10 de março de 2026, em Canoas. Paula foi condenada a 26 anos e oito meses de prisão, em regime fechado, por homicídio triplamente qualificado, por motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima .

A mulher não compareceu ao julgamento e já era considerada foragida . Há um mandado de prisão em aberto contra ela. O g1 procurou Martin Gross, advogado que defendeu Paula durante o júri. Ele informou que não trabalha mais no caso. A reportagem tenta entrar em contato com os advogados da foragida.

Condenada por assassinato de fotógrafo no RS passa a ser procurada pela Interpol — Foto: Divulgação/Interpol

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Wednesday, November 4, 2026

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