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Thursday, September 3, 2026

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Goiano cria app para checar histórico da pessoa antes de date | G1

Lindon Johnson explica que o aplicativo funciona como uma forma de prevenção. O Checking foi programado para verificar informações que podem ameaçar a segurança ou a vida das pessoas.

· 837 words

O goiano Lindon Johnson Cândido Fonseca Mendes, de 25 anos, criou um aplicativo usado para checar o histórico de uma pessoa antes do primeiro encontro após um trauma vivido por uma amiga vítima de violência pelo namorado. Ao g1 , o consultor de negócios explicou que o Checking reúne dados de fontes públicas que podem indicar risco à segurança ou à vida das pessoas.

A ideia para a criação do aplicativo começou há cerca de um mês, quando ele e a amiga descobriram que o namorado dela tinha um histórico anterior de violência. Segundo Lindon, o objetivo do aplicativo é oferecer uma plataforma simples de busca para ajudar a checar antecedentes antes de um encontro ou do aprodundamento de uma relação.

"É uma maneira que eu encontrei de evitar isso, trazendo a prevenção. A pessoa ter acesso à informação e a ideia também é oferecer uma informação mais simples, que seja de fácil entendimento. Você vê lá qual é o histórico e tomar uma decisão, porque depois que você já foi [a um encontro] e já conheceu a pessoa, é muito mais difícil de sair disso", disse ele.

Lindon afirma que o objetivo do aplicativo não é declarar uma pessoa culpada, mas informar com responsabilidade para que a pessoa possa tomar uma decisão.

"O Checking não afirma que uma pessoa é culpada, perigosa, falsa ou segura. Ele também não substitui autoridades, certidões oficiais, investigação policial ou orientação jurídica. A decisão final continua sendo da pessoa usuária, que deve considerar o contexto, conversar com sua rede de apoio e adotar outras medidas de segurança" , explicou.

Segundo ele, o propósito da ferramenta é fazer parte de um movimento em defesa do direito à vida, à segurança e à dignidade das pessoas. "Mais do que oferecer uma consulta, queremos fortalecer uma cultura de prevenção".

Goiano cria app para checar histórico da pessoa antes de primeiro encontro após trauma vivido por amiga — Foto: Divulgação/Checking

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Para verificar o histórico de alguém, o Checking precisa apenas do nome completo e do número de telefone. A partir disso, o aplicativo faz um cruzamento de dados. Segundo o criador do aplicativo, são utilizadas fontes públicas e bases legalmente acessíveis, incluindo registros judiciais estaduais e federais, informações de antecedentes e mandados de prisão em aberto.

O Checking apresenta os resultados com três indicadores:

🟡 Amarelo: atenção, pois foram encontrados registros associados ao nome;

🔴 Vermelho: atenção máxima, pois os resultados indicam sinal de risco elevado.

Exemplos de resultados de busca no app Checking — Foto: Divulgação/Checking

De acordo com Lindon, a plataforma deixa clara a diferença entre cada situação, como no caso de denúncias ou ocorrências, que representam alegações que ainda precisam ser apuradas. "Arquivamento, absolvição, andamento processual e condenação são situações diferentes e não podem ser apresentadas como se tivessem o mesmo significado" , afirmou.

Atualmente, o Checking tem três modalidades principais de uso . O usuário pode fazer uma verificação de antecedentes, fazer uma análise da foto do pretendente, que busca indícios de imagem gerada ou manipulada, e o pacote que oferece os dois serviços juntos.

"Nós temos três planos, o avulso que dá direito a uma consulta (R$ 15,90), um pacote com cinco consultas (R$ 53,90) e o plano mensal (R$ 29,90), que é aquela pessoa que, realmente, sempre que tem aquela frequência de fazer a pesquisa" , explicou.

De acordo com o criador, a plataforma foi estruturada com base nos princípios da Lei Geral de Proteção de Dados e adota medidas para proteger as informações como criptografia, comunicação segura, controle de acesso por usuário e restrição do envio de informações sensíveis para ferramentas de publicidade ou análise de comportamento.

O conteúdo da consulta fica disponível por até 24 horas e, depois, é apagado. Além disso, para reduzir o risco de homônimos, pessoas com o mesmo nome, o Checking utiliza dados auxiliares e, quando não há elementos suficientes para a diferenciação, o sistema deve sinalizar a limitação.

O uso de aplicativos de namoro para conhecer pessoas novas se popularizou há alguns anos. Para o criador do Checking, o fato de essas relações começarem na internet, aumenta o risco de golpes afetivos, perfis falsos, pedidos fraudulentos de dinheiro, chantagens, emboscadas e diferentes formas de violência.

"Existe um período de vulnerabilidade entre conhecer alguém pela internet e decidir encontrar essa pessoa presencialmente. O Checking busca oferecer mais informação justamente nesse momento, para que a decisão não seja tomada apenas com base no que um perfil ou uma conversa apresenta", disse ele em entrevista ao g1 .

Segundo Lindon, a proposta do aplicativo não é provocar desconfiança generalizada, mas oferecer uma camada adicional de prevenção. "Se o Checking ajudar alguém a reconhecer um sinal de risco, evitar um golpe, procurar ajuda, conversar com uma pessoa de confiança ou voltar para casa em segurança, a tecnologia já terá cumprido uma parte importante de seu propósito" , afirmou.

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