Eleições na Nova Zelândia: Partidos empatam em disputa acirrada | G1
Com mais de 95% dos votos apurados, ambos os partidos estão com pouco menos de 30% dos votos, com apenas alguns milhares de votos separando os dois.
Sessão eleitoral na Nova Zelândia — Foto: REUTERS/Hollie Adams
O Partido Nacional, de centro-direita, que governa a Nova Zelândia, e o principal partido da oposição, o Partido Trabalhista, estão praticamente empatados após a contagem inicial das eleições gerais em todo o país, neste sábado (7).
C om mais de 95% dos votos apurados, ambos os partidos estão com pouco menos de 30% dos votos , com apenas alguns milhares de votos separando os dois.
Uma projeção da Comissão Eleitoral da Nova Zelândia mostrou que a atual coligação governante de três partidos, liderada pelo Partido Nacional, teria uma maioria de duas cadeiras , após uma eleição dominada por uma economia em dificuldades e pela desilusão dos eleitores com os dois principais concorrentes.
Christopher Luxon, líder do Partido Nacional, acena enquanto está no palco com sua esposa Amanda, sua filha Olivia e seu filho William em uma festa eleitoral em Auckland, Nova Zelândia — Foto: REUTERS/David Rowland
Após a divulgação dos resultados parciais, ambos os partidos se pronunciaram. O atual primeiro-ministro, Christopher Luxon, chamou os números de animadores ao falar a seus apoiadores em Auckland:
"É animador ver que, pelos números obtidos até agora, o Partido Nacional é mais uma vez o maior partido no parlamento, e temos um caminho para formar o próximo governo. Mas preciso dizer que, mesmo agora, está muito difícil prever o resultado".
O líder trabalhista Chris Hipkins transmitiu uma mensagem semelhante em Upper Hutt, uma cidade a nordeste da capital Wellington. Disse que "pode levar um pouco mais de tempo" para entender o que acontecerá daqui pra frente no governo.
O líder do Partido Trabalhista, Chris Hipkins, participa de uma festa para acompanhar a apuração dos votos na noite da eleição, em Upper Hutt, Nova Zelândia — Foto: REUTERS/Hollie Adams
Os votos especiais, que ainda não foram contabilizados, incluem os de eleitores no exterior ou de pessoas fora de seu distrito eleitoral. Eles só serão divulgados no dia 27 de novembro.
Esses votos geralmente favorecem a esquerda, o que pode ser crucial em distritos eleitorais onde a disputa entre os candidatos do Partido Trabalhista e do Partido Nacional permanece acirrada.
Entenda a formação de governo na Nova Zelândia
Em 1996, a Nova Zelândia adotou um sistema proporcional misto, o que significa que as pessoas votam tanto no partido quanto em um candidato da circunscrição local.
Existem 71 assentos eleitorais e pelo menos 49 assentos partidários, sendo que um partido ou coligação precisa de maioria para formar governo.
O sistema eleitoral da Nova Zelândia faz das coligações a norma, e a disputa acirrada deste ano significa que um ou mais dos partidos menores do país quase certamente participarão de uma coligação governamental.
Nessa eleição, o objetivo dos partidos de esquerda, incluindo o Trabalhista, é fazer da coligação liderada pelo Partido Nacional o primeiro governo de um único mandato em pouco mais de 50 anos.
Caso a coligação liderada pelo Partido Nacional perca a maioria na contagem oficial, ela ou uma coligação de esquerda precisarão do apoio do Partido da Oportunidade, de centro, que provavelmente entrará no parlamento pela primeira vez.
A líder do partido Opportunity, Qiulae Wong, disse que procuraria negociar com o partido que obtivesse o maior número de cadeiras após a divulgação dos resultados oficiais:
"Tomamos essa decisão com base no fato de que precisamos da maioria das cadeiras no parlamento para formar um governo. Portanto, é nisso que vamos nos manter".
Topics in this story
Gathered from external sources. Rights to this text belong to whoever originally published it.