Furto de energia no RJ abasteceria o Espírito Santo por um ano | G1
O roubo de cabos e o furto de energia são os principais desafios da Light, aos quais se somam a possibilidade de El Niño e o avanço da crise climática. Saiba o que é feito na prevenção.
Fantástico - gato de luz — Foto: Reprodução/Fantástico
A energia furtada no estado do Rio de Janeiro em 2025 seria suficiente para abastecer o sistema residencial do estado do Espírito Santo inteiro durante o mesmo período, de acordo com um levantamento feito pela concessionária Light. Os dados foram apresentados em um evento da empresa com jornalistas nesta quinta-feira (3).
O superintendente de Serviços Comerciais da Light explicou ao g1 que esse sistema residencial é considerado uma “carga de baixa tensão”.
“Esse é um levantamento que fizemos com a estimativa de energia furtada em 2025 no Rio de Janeiro, que daria um total suficiente para alimentar a carga de baixa tensão residencial de todo o Espírito Santo, ou seja, todos os clientes regulares daquele estado seriam abastecidos de energia somente com as perdas da Light no RJ”, explicou Keison Thurler.
A distribuidora estima prejuízos de aproximadamente R$1,3 bilhão por ano em decorrência a essa prática criminosa.
O furto de energia, o famoso “gato de luz”, é um dos principais desafios da concessionária, junto com o furto de cabos.
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Somente este ano, até agosto, a Light regularizou mais de 179 mil ligações clandestinas em residências e comércios e recuperou 259 GWh de energia, volume suficiente para abastecer cerca de 95 mil residências durante um ano.
A Light estima que a cada 100 clientes regulares, 36 furtam energia, em toda a sua área de concessão. Entre os bairros com maiores taxas, aparecem Pavuna, Ramos, Bangu, Guadalupe e Jardim América.
Já em áreas de risco, os complexos da Maré e do Alemão aparecem entre os destaques. Na Baixada Fluminense, Belford Roxo é o município que lidera o ranking. Veja o infográfico que o g1 preparou:
Veja locais com maiores taxas de furto de energia no RJ — Foto: Arte g1
Para se ter uma ideia do prejuízo causado, no período de dezembro de 2025 a abril de 2026 – os meses mais quentes do ano – a companhia registrou 1.102 transformadores queimados por causa da sobrecarga do furto, impactando diretamente 117 mil clientes devido à falta de energia.
Somente nos primeiros sete meses de 2026, foram 718 ocorrências de furtos de cabos no Rio, um total de 70 quilômetros de fios roubados e um prejuízo de quase R$ 10 milhões.
A estimativa da empresa é de que se gasta R$ 25 milhões em reparos relacionados a roubos.
Na semana passada, a Light e a prefeitura do Rio firmaram uma parceria para integrar a concessionária com o sistema da Civitas, o sistema de monitoramento de câmeras da capital, para prevenir e combater a criminalidade. Há também uma colaboração com a Polícia Militar para patrulhar trechos que são recorrentes na rota dos criminosos.
Assista a uma reportagem do Jornal Nacional sobre o assunto:
Essa prevenção é uma das preocupações da concessionária para a chegada do calor. O chamado Plano Verão, que costuma começar a partir de novembro e ir até março, foi antecipado para setembro pela possibilidade do El Niño aumentar muito as temperaturas.
Com as ondas de calor, a Light costuma enfrentar consequências, como apagões, quedas de árvores, incêndios em postes e fortes chuvas. Por isso, a empresa tem feito trabalhos de manutenção com prevenção em falhas, além de podas de árvores que estão perto de fiações.
Uma parceria com a prefeitura tem possibilitado um trabalho integrado de “poda em linha viva”, que realiza a manutenção nas árvores sem a necessidade de desligar a energia dos bairros.
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