FATO OU FAKE: Debate Globo com candidatos ao Governo do DF no 1º turno | G1
Participaram do debate desta terça-feira (29) Kiko Caputo (Novo), Leandro Grass (PT), Paula Belmonte (PSDB) e Ricardo Cappelli (PSB).
Candidatos ao governo do DF no estúdio do debate da TV Globo — Foto: Bruna Yamaguti/g1
A Globo promoveu, nesta terça-feira (29), um debate com candidatos ao Governo do Distrito Federal. Com mediação do jornalista Heraldo Pereira, o encontro, nos estúdios da TV Globo em Brasília, foi transmitido ao vivo pela emissora e pelo g1 .
Os participantes, em ordem alfabética, foram:
A equipe do Fato ou Fake checou as principais declarações dos candidatos. Leia:
"O PT, quando administrou o DF, Brasília estava entre as 50 cidades mais violentas do mundo."
Brasília figurou entre as 50 cidades mais violentas do mundo em um levantamento internacional referente a 2012, aparecendo na 49º posição.
O ranking foi produzido pela ONG mexicana Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça Penal e classificou cidades a partir da taxa de homicídios, considerando localidades com mais de 300 mil habitantes.
No ranking seguinte, elaborado com dados de 2013, Brasília deixou a lista.
Entre 2011 e 2014, o DF era administrado pelo Partido dos Trabalhadores (PT).
"A gente reconhece que diminuíram os números dos crimes violentos, mas, em compensação, o feminicídio aumentou, o roubo de celulares aumentou."
O número de feminicídios aumentou no Distrito Federal , segundo o 2ª Anuário de Segurança Pública do DF, publicado em 2026. Em 2024, foram 22 casos; em 2025, foram 28 — aumento de 28%.
De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, de 2026, o roubo de celulares diminuiu no DF. Em 2024, foram 8.170 de roubos; em 2025, foram 6.709. O furto de celulares também diminuiu: em 2024, foram 14.259; em 2025, foram 13.582.
Segundo a campanha de Kiko Caputo, o candidato comparou números de 2021 com 2025. “Entre 2021 e 2025, os furtos de celulares aumentaram cerca de 34% no Distrito Federal, passando de 10.198 para 13.684 ocorrências”, disse a resposta, citando o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2023 e o Balanço de Criminalidade da Polícia Civil de 2025.
“Você acabou de falar de saúde em casa. Sabe quem criou? Cristóvão Buarque [...] do PT."
O programa Saúde em Casa foi implantado em 1997 durante o governo de Cristovam Buarque no Distrito Federal.
Foi formalmente instituído no SUS-DF por lei sancionada em dezembro de 1998.
Nesse período, Cristovam Buarque foi filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT).
"As contas públicas do DF já têm um déficit de R$ 6 bilhões, além do escândalo do BRB."
A informação foi confirmada pelo secretário de Economia Valdivino José de Oliveira, em agosto de 2026, quando o governo apresentou o balanço das contas públicas do primeiro semestre .
De acordo com a campanha da candidata: “o próprio secretário de Economia do DF, Valdivino de Oliveira, afirmou publicamente que havia uma projeção de déficit entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões. Em agosto, ele voltou ao tema e disse: “Hoje, nossa projeção é trocar um déficit de R$ 6 bilhões por um superávit de R$ 3 bilhões”.
" O orçamento desse ano é de R$ 74 bilhões, é recorde."
A Lei Orçamentária de 2026 de fato prevê orçamento estimado de aproximadamente R$ 74 bilhões, sendo R$ 45 bilhões de orçamento próprio e R$ 28 bilhões do Fundo Constitucional do Distrito Federal.
O orçamento total do Distrito Federal passou de cerca de R$ 48 bilhões, em 2022, para R$ 74,4 bilhões, em 2026, considerando também os recursos do Fundo Constitucional do DF.
Isso representa um aumento de aproximadamente 54% em quatro anos. Os valores nominais da série recente sustentam que 2026 tem valores recordes de orçamento no DF.
“O quilômetro do metrô custa em torno de R$ 100 milhões.”
Selo Não é Bem Assim (Horizontal) — Foto: g1
O custo de uma obra de metrô varia com base em múltiplos fatores: tipo de terreno, nível de instalação (subterrâneo ou superfície) e densidade urbana na região, por exemplo.
Em janeiro de 2025, o DF anunciou uma expansão de 3,6 quilômetros do metrô a partir do terminal Samambaia, com custo estimado em R$ 400 milhões – cerca de R$ 111 milhões por quilômetro, próximo ao citado por Cappelli.
Os estudos técnicos mais recentes divulgados pelo Metrô-DF para a construção da Linha 2, ligando Gama e Santa Maria ao centro de Brasília, prevêem 79,8 quilômetros de trilhos a um custo de R$ 20,3 bilhões. Ou R$ 254,3 milhões por quilômetro, em média.
A expansão da Linha 1 do Metrô em direção ao Setor O, em Ceilândia, é ainda mais cara. O contrato assinado este mês prevê custo de R$ 844,5 milhões para 2,3 quilômetros de linha, ou R$ 367,1 milhões por quilômetro.
Questionada, a campanha de Cappelli afirmou que o custo citado no debate, de R$ 100 milhões por quilômetro, é “uma referência histórica do custo do km no DF”, sem dar maiores detalhes.
Participaram da checagem: Brenda Ortiz, Marcella Rodrigues, Ygor Wolf
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