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Polícia investiga abuso sexual de homem com órgão decepado na PB | G1

Crianças de 8 e 10 anos são enteadas do homem que teve o órgão genital decepado. Elas devem passar por depoimento especial e exames sexológicos. A mãe das crianças e suspeita de decepar o homem não foi localizada.

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Central de Polícia Civil de Campina Grande — Foto: Reprodução/TV Paraíba

A Polícia Civil instaurou nesta terça-feira (8) um inquérito para investigar o suposto abuso sexual contra duas crianças, de 8 e 10 anos, que teria sido cometido pelo homem que teve o órgão genital decepado em Campina Grande , no Agreste da Paraíba. O caso veio à tona após a mãe das ser apontada como suspeita da agressão contra o homem mutilado.

De acordo com informações do delegado da Polícia Civil da Paraíba Heitor Soares, que está à frente da investigação dos supostos abusos, o inquérito foi aberto após o pai das crianças registrar um boletim de ocorrência sobre o caso.

Ainda segundo o delegado, os próximos passos da investigação incluem ouvir o pai e a mãe das crianças, além de realizar o depoimento especial das vítimas. A mulher não foi localizada até a publicação desta matéria.

A polícia também encaminhou áudios e vídeos relacionados ao caso para perícia, que deverá verificar a integridade e a autenticidade do material.

As crianças também serão encaminhadas ao Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol) para a realização de exames sexológicos. De acordo com o delegado, os exames devem ajudar a verificar se houve penetração ou alguma lesão na região genital.

Ao fim da investigação, o homem apontado como suspeito deverá ser ouvido para apresentar a própria versão dos fatos.

O delegado explicou ainda que a delegacia responsável pela investigação dos abusos sexuais apura apenas os supostos crimes contra as crianças. Já a investigação sobre a agressão contra o homem, que teve o órgão genital decepado, ficará inicialmente sob responsabilidade da delegacia distrital.

O homem de 33 anos foi encontrado amarrado e com o órgão genital decepado na noite de domingo (6), no bairro da Catingueira, em Campina Grande. Segundo a Polícia Militar, ele estava com as mãos e os pés amarrados e havia perdido muito sangue. O órgão genital não foi encontrado no local.

A companheira do homem é suspeita de ter cometido a agressão. Segundo o relato da vítima à Polícia Militar, a mulher teria pedido para testar tipos de nós que aprendia em um curso de bombeiro civil antes de amarrá-lo.

As suspeitas de abuso sexual foram relatadas pelas crianças à mãe no sábado (5). Segundo informações repassadas à polícia, elas disseram que o padrasto teria abusado sexualmente delas em troca do celular.

O homem recebeu alta do Hospital de Trauma de Campina Grande na manhã desta terça-feira (8) . A Polícia Civil informou ao g1 que não houve flagrante e que não há mandado de prisão contra o homem, e por isso ele pôde sair do hospital.

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Monday, October 12, 2026

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