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Tarcísio manifesta solidariedade a Renan Santos após TSE limitar campanha: 'Merece falar, merece ter espaço' | G1

Governador de São Paulo disse que restrições impostas à campanha do candidato do Missão criam "pratos desiguais" na disputa presidencial e defende revisão no plenário do Tribunal Superior Eleitoral.

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Tarcísio de Freitas manifestou solidariedade a Renan Santos após decisão do TSE que limitou campanha digital — Foto: Reprodução/TV Globo

O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas ( Republicanos ), manifestou nesta terça-feira (1º) solidariedade a Renan Santos , candidato do Missão à Presidência da República, e defendeu que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reveja rapidamente a decisão que restringiu parte da campanha do empresário nas redes sociais .

Renan disputa a Presidência com uma plataforma crítica a Flávio Bolsonaro (PL), candidato apoiado por Tarcísio na corrida ao Palácio do Planalto. Apesar da divergência política, o governador afirmou que a questão deve ser analisada sob a ótica da igualdade de condições entre os concorrentes.

"Não faz sentido, a gente está indo para uma eleição presidencial e a gente coloca as coisas em pratos desiguais", declarou Tarcísio durante agenda de campanha na Zona oeste de São Paulo. "Os próprios juristas, e a mídia consultou uma série de especialistas no dia de ontem, criticaram a decisão. Eu faço votos de que essa decisão possa ser revista no plenário [do TSE], e revista rapidamente, para não prejudicar o candidato", afirmou.

Ao ser questionado sobre o fato de Renan adotar um discurso bastante crítico a Flávio Bolsonaro, o governador respondeu que o posicionamento político do adversário não deve interferir em seu direito de participar da disputa.

"Agora, a questão não é ser crítico ou ser favorável. A questão é justiça, é botar todo mundo em pratos iguais. Ele pode ser crítico, sim, mas merece falar, merece ter espaço, merece fazer sua campanha. É uma questão de justiça, é uma questão de democracia, de dar paridade de armas para ele poder realmente se manifestar, ainda que de forma crítica", declarou.

Toffoli também suspendeu os repasses do Fundo Especial de Financiamento de Campanha e proibiu a participação de Renan em debates de rádio, televisão, podcasts e outros meios de comunicação.

Segundo a decisão, ao solicitar o registro da candidatura, Renan informou apenas um perfil no X e um site. Posteriormente, a chapa apresentou outras 16 contas em redes sociais. Para o ministro, houve uma "omissão estratégica" de informações que deveriam ter sido prestadas à Justiça Eleitoral no momento do registro.

A legislação eleitoral determina que os candidatos informem todas as contas que serão utilizadas para propaganda eleitoral. Na avaliação de Toffoli, a comunicação tardia desses perfis compromete a transparência e a fiscalização da campanha no ambiente digital.

A decisão individual ainda poderá ser analisada pelo plenário do TSE.

Na segunda, Renan Santos afirmou a jornalistas que a decisão de Dias Toffoli é injustificada e negou ter cometido qualquer irregularidade no registro de sua candidatura . O candidato classificou os apontamentos do ministro como "patéticos", disse que sua equipe informou as redes sociais dentro do prazo e sustentou que não obteve qualquer benefício eleitoral com a situação.

Segundo ele, a tese de que teria levado vantagem econômica por causa dos perfis não declarados inicialmente não se sustenta porque sua campanha dispõe de poucos recursos.

O candidato do Missão também afirmou que os perfis foram devidamente informados e atribuiu ao próprio sistema da Justiça Eleitoral eventual divergência nos registros. Renan disse ter procurado seus advogados após tomar conhecimento da decisão e declarou não entender a acusação de omissão de contas nas redes sociais.

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Sunday, October 11, 2026

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