Confusão entre PM e apoiadores termina com spray de pimenta no PA | G1
Apoiadores do candidato Daniel Santos (Podemos) estavam abastecendo em um posto antes de uma carreata, quando a polícia chegou para fiscalizar possível tumulto e, segundo a PM, distribuição de combustíveis para fins de campanha. Gerente e frentistas foram levados para a delegacia.
Apoiadores do candidato ao governo do Pará Dr. Daniel (Podemos) estavam em um posto de combustíveis na noite de sábado (5) para uma carreata, quando policiais chegaram ao local. A PM afirmou, em nota, que os agentes foram fiscalizar "possível tumulto e distribuição de combustível para fins de campanha política".
Houve confusão. Um policial usou spray de pimenta para dispersar os apoiadores. Duas pessoas foram levadas para a delegacia . O candidato Daniel não é investigado.
Na seccional de Polícia Civil, houve mais confusão. Um vídeo que circula pelas redes sociais mostra o candidato Dr. Daniel chamando dois oficiais da polícia de "vagabundos" e exigindo explicações sobre o usado spray - ( assista acima ).
Na Seccional da Cidade Nova, de Polícia Civil, o gerente e os frentistas prestaram esclarecimentos sobre o abastecimento de veículos que estava ocorrendo no estabelecimento. A Polícia não detalhou se havia mandado judicial para a fiscalização no local .
O g1 obteve acesso a planilhas que foram apreendidas pela polícia. Nela, continuam listas com dados sobre os veículos, nomes; contatos; modelos dos veículos, incluindo carros e motos; além do nome de dois candidatos e um gestor público apontados como responsáveis pelo serviço.
PM usa spray de pimenta contra apoiadores de Dr. Daniel em Ananindeua, no Pará. — Foto: Reprodução / Redes sociais
A Polícia Civil disse que recebeu todo o material apreendido e que "irá encaminhá-lo à Justiça Eleitoral, responsável pela apuração dos fatos".
Sobre a situação, o candidato Dr Daniel publicou um vídeo na conta dele do Instagram afirmando que "agrediram os apoiadores por estarem abastecendo em um posto de gasolina para uma carreata, totalmente legal e comunicada ao Tribunal Regional Eleitoral" .
O g1 entrou em contato com os dois candidatos e o gestor público que aparecem nas planilhas apreendidas pela polícia; e também questionou a Justiça Eleitoral sobre o recebimento do material citado pela Polícia Civil, mas ainda não havia obtido retornos até a última atualização
A assessoria do candidato Daniel Santos foi procurada para esclarecer sobre o vídeo gravado dentro da delegacia, mas o g1 também ainda não havia obtido retorno até a última atualização.
Em nota, a Associação dos Delegados de Polícia do Pará (Adepol) repudiou "expressões ofensivas dirigidas a delegado de polícia no exercício de suas funções" e disse que "fiscalização, averiguação e apuração de fatos possivelmente ilícitos constituem deveres funcionais dos agentes públicos competentes, e integram o regular exercício da atividade policial".
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