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Menino morre após parede desabar em MG: 'Mãe tá sem chão', diz tio | G1

Segundo a Defesa Civil Municipal, a parede que caiu estava fora do padrão. A empresa responsável pela obra não havia se pronunciado até a última atualização desta reportagem.

· 593 words

Tio de Rafael Raposo de Almeida, Gleison Queiroz disse que a família está profundamente abalada com a morte do garoto de três anos. O menino foi atingido por uma parede do imóvel vizinho enquanto brincava na casa da bisavó, em São Francisco, na segunda-feira (7). O irmão gêmeo também se feriu.

“A mãe tá sem chão, não aguenta mais tanta dor”, disse Gleisson.

Rafael e o irmão foram socorridos com a ajuda de vizinhos, que providenciaram o encaminhamento das crianças para o hospital. Segundo a Defesa Civil Municipal, a parede que caiu estava fora do padrão (leia mais abaixo) .

Por telefone, o proprietário da obra informou que iria se reunir com o departamento jurídico da empresa para emitir uma nota à imprensa. No entanto, até a última atualização desta reportagem, o posicionamento não havia sido encaminhado.

“Na hora eu escutei o barulho, ela [bisavó] começou a gritar: socorro, socorro. A gente correu e abriu o portão. Quando eu vi aquela situação, eu voltei para trás correndo e chamei o vizinho. O vizinho veio, entrou lá dentro e socorreu”, contou Geralda Fernandes.

Rafael Raposo de Almeida — Foto: Redes sociais

Segundo a tenente Bruna Rocha, da Polícia Militar, a corporação foi acionada no hospital da cidade, onde as crianças deram entrada no pronto-socorro.

“As informações, elas davam conta de que a criança brincava no quintal da residência da sua bisavó, juntamente com um irmão gêmeo, quando parte de uma parede de uma construção vizinha ao imóvel desabou e atingiu os dois.”

De acordo com a tenente, apesar das tentativas de reanimação, Rafael não resistiu aos ferimentos. O irmão dele teve escoriações no pé.

Uma equipe da PM esteve no local e constatou o desabamento de parte da parede.

De acordo com a Polícia Civil de Minas Gerais, na instauração do inquérito, “a autoridade policial determinou, inicialmente, a apuração do caso sob a hipótese de homicídio, considerando a dinâmica apresentada”. Um laudo pericial do local foi solicitado, e intimações foram emitidas.

Construção estava fora do padrão, diz Defesa Civil

Conforme o superintendente da Defesa Civil Municipal, Romenig Barbosa Martins, a parede que desabou não foi construída da forma adequada. Além disso, a chuva e o vento podem ter contribuído para a tragédia.

“Quando a Defesa Civil chegou ao local, a gente observou que a construção estava um pouco fora do padrão, com elevação dos muros muito alta, com risco real de desabamento.”

Romenig Barbosa explicou que, como foi utilizada uma estrutura mista de ferragem e alvenaria na obra, inicialmente deveria ter sido feita toda a parte metálica para que as paredes fossem levantadas posteriormente.

“Foi feito o contrário, primeiro levantaram as paredes.”

De acordo com ele, até a tarde desta terça-feira, a Defesa Civil ainda não tinha tido acesso ao alvará de construção e à autorização para a obra.

“Estamos finalizando os laudos. Recebi agora à tarde o laudo do engenheiro e hoje eu já estou finalizando o laudo da Defesa Civil para entrar em contato com a empresa e verificar se eles têm alguma explicação para a gente.”

A Defesa Civil orientou as pessoas a não transitarem pelo quintal da casa onde o desabamento ocorreu e interditou a obra para evitar a passagem pelo local.

“Estamos finalizando essas documentações para depois a gente sentar com a empresa para poder ver o que vai ser feito de agora para a frente. Se vai ser interditado, se vai ser demolido ou se eles vão fazer os travamentos adequados.”

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Monday, October 12, 2026

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