Presidente da OAB pede ao STF uma resposta rápida à crise aberta na Corte após divulgação de mensagens enviadas por Vorcaro a Moraes | G1
Nesta semana, o presidente do STF, Luiz Edson Fachin, vai receber as explicações dos envolvidos e decidir os próximos passos.
O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil , Beto Simonetti, defendeu nesta segunda-feira (7) que o STF - Supremo Tribunal Federal dê uma resposta rápida à crise aberta na Corte após a divulgação das mensagens enviadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes . Nesta semana, o presidente do STF, Luiz Edson Fachin , vai receber as explicações dos envolvidos e decidir os próximos passos.
No vídeo publicado pela OAB, o presidente Beto Simonetti disse que restabelecer a confiança nas instituições é também uma forma de preservar a democracia :
“O Brasil vive um momento que exige serenidade, transparência e respostas. Por isso mesmo, precisamos de respostas rápidas e claras do Supremo Tribunal Federal. Não para enfraquecê-lo, mas justamente para preservá-lo, porque a confiança nas instituições é indispensável à estabilidade social e democrática do país. Nenhuma instituição pode abrir mão da admiração e da confiança da sociedade. Quando essa confiança é abalada, é dever de todos trabalhar para restabelecê-la”.
Na terça-feira (1º), o ministro André Mendonça , relator das investigações sobre o Banco Master, tornou público um relatório da Polícia Federal com 52 mensagens enviadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes entre outubro e novembro de 2025. Naquele período, o Banco Master já era alvo de investigações. Segundo a PF, os dois combinaram encontros e conversaram sobre as apurações envolvendo o banco.
O relatório também cita o procurador-geral Paulo Gonet e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Ainda na terça-feira (1º), Gonet questionou a legalidade do relatório e pediu a anulação da apuração.
Presidente da OAB pede ao STF uma resposta rápida à crise aberta na Corte após divulgação de mensagens enviadas por Vorcaro a Moraes — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Na quinta-feira (3), Alexandre de Moraes pediu a investigação de Mendonça por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. Fez isso dentro do inquérito das fake news, do qual é relator há sete anos. O inquérito apura ameaças e ataques à Corte.
Na sexta-feira (4), Fachin retirou do inquérito das fake news o pedido de investigação contra Mendonça e passou a tratar do caso em um procedimento conduzido pela Presidência do Supremo. Disse que a resposta será firme, proporcional e rigorosa.
No domingo (6), André Mendonça liberou para julgamento pelo plenário o pedido de abertura de investigação contra Alexandre de Moraes.
Na próxima sexta-feira (11) termina o prazo que o ministro Fachin deu a Moraes, a Mendonça, à Procuradoria-Geral da República e à Polícia Federal para prestarem informações. Cabe ao presidente do Supremo definir quando e como o plenário será chamado a se manifestar, e se a sessão será aberta ou fechada. É desse processo que devem sair as decisões que vão definir como o Supremo vai atravessar uma das mais graves crises da história da Corte.
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