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Wednesday, September 16, 2026

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DF interditou 125 clínicas de estética em 2026 | G1

Número é o maior já registrado pela Vigilância Sanitária do DF; órgão alerta que procedimentos com agulhas e aplicações injetáveis devem ser feitos em estabelecimentos de saúde autorizados.

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A Vigilância Sanitária do Distrito Federal interditou 125 estabelecimentos de estética, como salões e clínicas, desde o início deste ano . Segundo o órgão, esse é o maior número de interdições já registrado no DF.

Em todo o ano passado, foram 155 espaços interditados, e em 2024, apenas 18 interdições.

Ou seja: nos últimos três anos, o número de estabelecimentos fechados por irregularidades aumentou 594%, segundo dados da Vigilância Sanitária.

➡️ A mulher que fez a aplicação, Valéria Rodrigues de Sousa da Silva, havia se apresentado à família como biomédica, mas não tinha registro profissional. O salão onde o procedimento foi realizado também não tinha licença sanitária nem cadastro na Vigilância Sanitária.

A diretora da Vigilância Sanitária do DF, Márcia Olivé, explica que procedimentos que envolvem agulhas e aplicações injetáveis exigem uma estrutura específica.

"Uma aplicação de injetáveis, uso de agulhas só devem ser feitos em estabelecimentos classificados como alto-risco, estabelecimentos de saúde onde precisa da vistoria prévia da Vigilância Sanitária", afirmou.

Segundo ela, durante a vistoria são analisados documentos, a habilitação dos profissionais, o projeto básico de arquitetura, os processos de trabalho e as normas de biossegurança.

Além das fiscalizações, também aumentaram as denúncias recebidas pela Ouvidoria do GDF. Até agosto deste ano, foram 144 registros, segundo a Vigilância Sanitária.

O órgão alerta que salões de beleza não podem realizar procedimentos invasivos com agulhas nem fazer aplicações de substâncias injetáveis.

Mulher morre após tomar injeção para queda de cabelo no DF — Foto: Globo/Reprodução

A morte de Lidiane Gomes de Souza Alves ocorreu horas após receber uma aplicação no glúteo de um suposto complexo multivitamínico em um salão de beleza em Ceilândia .

O delegado da 23ª DP (P Sul), Petter Ranquetat, afirmou que a Polícia Civil investiga os possíveis crimes de exercício irregular da medicina e homicídio – que pode ser classificado como culposo ou doloso a depender da apuração.

"[...] O exercício irregular da medicina já que as informações dão conta de que a pessoa que teria aplicado não seria portadora do diploma de biomedicina, ou de medicina, ou de enfermagem, ou de algum curso na área da saúde, razão pela qual ela não teria autorização legal para a aplicação dessa injeção. Em função também dessa aplicação, houve o óbito da vítima, então a gente também está apurando uma eventual situação de homicídio culposo nesse primeiro momento", declarou.

Os policiais recolheram os frascos do suposto complexo vitamínico usado na aplicação.

O material será analisado e a polícia aguarda os laudos do Instituto Médico-Legal (IML) e do Instituto de Criminalística para esclarecer a causa da morte e as circunstâncias do procedimento.

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