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Entenda esquema criminoso que prendeu farmacêutica e outros 9 na BA | G1

'Operação Leakage' cumpriu mandados de prisão em Salvador, Feira de Santana e Camaçari, na Bahia, e em Cascavel, no Paraná.

· 832 words

Os 10 suspeitos presos durante a " Operação Leakage ", deflagrada na Bahia, na quarta-feira (7), são investigados por participação em um esquema de tráfico internacional de drogas . As investigações apontam que cada um possuía uma tarefa específica no grupo criminoso, que trazia para Salvador e outras cidades do estado toneladas de drogas oriundas do Paraguai.

Além da capital, a operação cumpriu mandados de prisão em Feira de Santana e Camaçari , também na Bahia, e em Cascavel , no Paraná. Uma das prisões aconteceu em flagrante em um galpão, onde foram encontradas aproximadamente uma tonelada de drogas, entre maconha, crack e cocaína.

Também foram cumpridos 37 mandados de busca e apreensão , que resultaram na localização de drogas, armas, balanças de precisão, celulares, uma máquina de contar dinheiro, além de outros aparelhos eletrônicos.

Conforme informações da TV Bahia, o grupo já era monitorado há cerca de 10 meses pelo Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc) . Cerca de R$ 25 milhões em bens e veículos relacionados aos investigados foram apreendidos pela polícia.

Operação Leakage foi deflagrada nesta quarta-feira (7) — Foto: Polícia Civil

➡️ Os suspeitos presos foram identificados como:

Malena S. de Moura: era funcionária da farmácia no Hospital das Obras Sociais Irmã Dulce (Osid). Era a responsável por guardar e vender drogas;

Uma das presas foi Malena Santos de Moura, farmacêutica que trabalha na farmácia do Hospital Irmã Dulce. — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Leonardo de Jesus Ribeiro dos Santos , conhecido como "Léo Gamboa": atuava como chefe local;

Leonardo de Jesus Ribeiro dos Santos, conhecido como "Léo Gamboa" é apontado como chefe local do grupo. — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Douglas Araújo de Oliveira , conhecido como "DG": era gerente e negociador;

Douglas Araújo de Oliveira é apontado como gerente e negociador. — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Adailton Souza dos Santos , conhecido como "Bob": controle de estoque;

Adailton Souza dos Santos é suspeito de controle de estoque. — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Luciano Santos da Silva : também era chefe local do grupo;

Luciano Santos da Silva é apontado como chefe local do grupo. — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Lucas de Jesus Lima dos Santos , conhecido como "PZ": auxiliar de logística;

Lucas de Jesus Lima dos Santos, conhecido como "PZ" é apontado como auxiliar de logística. — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Luís Paulo do Sacramento Palma : articulador logístico;

Luís Paulo do Sacramento Palma é apontado como articulador logístico. — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Gabriela Costa de Oliveira : atuava como chefe local do grupo;

Gabriela Costa de Oliveira é apontada como chefe local do grupo — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Sérgio Bernardo Oliveira Júnior : preso em flagrante por porte ilegal de arma.

Sérgio Bernardo de Oliveira Júnior foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Em nota, a Osid confirmou que Malena S. de Moura trabalhava no hospital e se colocou à disposição das autoridades para as informações necessárias. A instituição ainda ressaltou que não é investigada.

Segundo a Polícia Civil , a droga era comprada no Paraguai e passava pelo Paraná. De lá, o grupo enviava maconha e cocaína para Salvador e outros municípios baianos. As toneladas de drogas eram movimentadas mensalmente e o material ilícito distribuído para diferentes organizações criminosas.

"Além de revender as drogas do fornecedor, desviavam, sem o conhecimento deste, parte do carregamento para revendas paralelas. [...] No final das contas, acabou se 'desbaratando' em torno de quatro grupos criminosos que atuavam na reserva de drogas aqui", detalhou Adriano Moreira, diretor-adjunto do Denarc, à TV Bahia.

Para armazenar as drogas, o grupo utilizava galpões. Os investigadores também identificaram uma estratégia para dificultar o rastreamento dos integrantes e da estrutura usada no tráfico: o aluguel de dezenas de imóveis e veículos.

Segundo a Polícia Civil, os suspeitos utilizavam temporariamente casas e carros, o que dificultava a identificação dos locais e veículos ligados ao esquema.

Grupo criminoso pode estar envolvido com tráfico de armas

As investigações identificaram outros grupos que teriam surgido a partir da organização investigada e pessoas responsáveis por receber e distribuir os entorpecentes em diferentes cidades baianas. Além do tráfico de drogas, a Polícia Civil encontrou indícios de envolvimento de integrantes do grupo com o comércio ilegal de armas de fogo .

As investigações continuam para esclarecer a participação de cada um dos suspeitos e identificar outras pessoas que possam fazer parte da rede.

A Operação Leakage é conduzida pelo Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), por meio da 3ª Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (3ª DTE/BTS), com apoio de outros departamentos da Polícia Civil da Bahia e de equipes das polícias Civil e Militar do Paraná.

Cerca de 130 policiais participaram da operação. Em Salvador, os mandados foram cumpridos nos bairros de Stella Maris, Gamboa, Itapuã, Cidade Nova, São Caetano e Engenho de Brotas.

Operação mira grupo suspeito de trazer grandes cargas de drogas do Paraguai para a Bahia — Foto: Polícia Civil

Veja mais notícias do estado no g1 Bahia .

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Thursday, October 8, 2026

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