Justiça condena a 47 anos de prisão homem que matou ex-companheira | G1
Priscila Carla Pimentel, de 32 anos, foi assassinada em dezembro passado, no Grande Recife. José Robson Santos da Silva também foi julgado por tentar matar prima da vítima.
Priscila Carla Pimentel foi assassinada pelo ex-companheiro, aos 32 anos, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife — Foto: Reprodução/Instagram
José Robson da Silva foi condenado a 47 anos e 15 dias de prisão por assassinar a ex-companheira, a técnica de enfermagem Priscila Carma Pimentel, de 32 anos, e por tentar matar a prima dela. A vítima foi assassinada a facadas na frente dos filhos, em 9 de dezembro do ano passado, no bairro de Cajueiro Seco, em Jaboatão dos Guararapes , no Grande Recife .
A sentença foi proferida na tarde desta terça-feira (29), após sessão de júri realizada pela 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Jaboatão. Segundo os autos, o homem de 34 anos praticou o crime seis meses depois que a mulher terminou o relacionamento com ele.
A sessão que condenou o réu foi presidida pela juíza Izabela Miranda Carvalhais de Barros Vieira, que julgou os crimes de feminicídio de Priscila Pimentel e de tentativa de homicídio contra Voneide Gomes da Silva Santana, que era prima e vizinha da vítima.
De acordo com o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), Voneide estava na casa de Priscila na noite do crime, e José Robson também tentou esfaqueá-la.
O júri começou por volta das 9h e terminou às 15h. Os depoimentos das três testemunhas que falaram no processo foram dispensados pela defesa.
Pelo feminicídio da ex-companheira, José Robson foi condenado a 43 anos, 6 meses e 15 dias de reclusão. Já pela tentativa de homicídio da segunda vítima, a pena foi de 3 anos e 6 meses de reclusão.
Na época do crime, o réu, de 34 anos, foi preso em flagrante e aguardava o julgamento no Presídio de Itaquitinga, na Zona da Mata Norte de Pernambuco. Até a última atualização desta reportagem, a Vara de Execuções Penais não informou para qual unidade prisional ele será conduzido após a condenação.
Além de permanecer preso por 47 anos, o TJPE determinou que o réu é incapaz de exercer o poder familiar em relação aos filhos. De acordo com parentes, Priscila tinha seis filhos, sendo cinco deles com o homem preso. Assim, José Robson foi condenado a pagar uma indenização por danos morais no valor de 10 salários mínimos em favor da família .
Conforme o TJPE, após o final da sessão do julgamento, a defesa do criminoso entrou com um recurso de apelação contra uma decisão judicial.
Segundo a irmã de Priscila Carla, Paloma Lauriane Pimentel, a técnica de enfermagem era constantemente ameaçada pelo ex-companheiro ( veja vídeo acima );
"Antes de morrer, minha irmã deixou um pen drive, um dossiê com tudo: ele ameaçando as filhas, ameaçando ela", disse a irmã à TV Globo, um dia após o crime;
Uma das mensagens foi um áudio enviado dias antes do crime. Nele, o homem chama a mulher de "desgraça" e debocha da denúncia que ela fez à polícia;
O feminicídio aconteceu na noite do dia 9 de dezembro de 2025, na casa da filha adolescente da vítima, no bairro de Cajueiro Seco, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife;
No momento do assassinato, dois dos seis filhos de Priscila Carla, incluindo uma adolescente grávida, estavam no local;
Após denúncia do crime, policiais conseguiram prender José Robson nas proximidades do Fórum Desembargador Henrique Capitulino, localizado na BR-101, no bairro de Prazeres, em Jaboatão;
Ele foi preso em flagrante e, após audiência de custódia no dia 10 de dezembro, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça.
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