Morte de empresário em Ribeirão: o que se sabe sobre os suspeitos | G1
Suspeito de conduzir motocicleta utilizada no assalto que resultou na morte de Paulo de Tarso Vallini foi preso. Investigadores trabalham para coletar provas que permitam decretar a prisão do comparsa apontado como atirador.
A Polícia Civil aponta que o latrocínio do empresário Paulo de Tarso Vallini, de 69 anos, foi praticado por duas pessoas que estavam em uma motocicleta no momento da abordagem.
De acordo com as investigações conduzidas pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG), o condutor do veículo foi identificado e foi preso após se apresentar voluntariamente, enquanto o autor dos disparos é alvo de diligências para sua identificação e captura.
Jonas Matheus Campos Isac, de 19 anos, conhecido como "Joninha", foi identificado pelas autoridades como o piloto que conduzia a moto no dia do crime. Ele foi preso depois de se apresentar à Polícia Civil, mas nega participação.
Segundo informações apuradas pela produção da EPTV, Jonas tem histórico de atos infracionais cometidos durante a adolescência, tendo sido levado à delegacia cinco vezes: quatro por infração análoga ao tráfico de drogas e uma por receptação de motocicleta.
Imagens mostram assalto que resultou na morte de empresário em Ribeirão Preto (SP). — Foto: Reprodução/EPTV
Devido a essas ocorrências, ele cumpriu duas internações na Fundação Casa, sendo que a última internação ocupou todo o ano de 2024, estendendo-se até janeiro de 2025, quando foi liberado. O delegado André Baldocchi também confirmou o histórico do jovem na Fundação Casa por delitos de roubo e tráfico de drogas.
A investigação detalhou que Jonas comprou a moto utilizada no crime cerca de 15 dias antes da ação na Vila Seixas. Ele seria o sétimo dono do veículo em uma cadeia de vendas informais e sem registros de transferência formal.
A polícia conseguiu refazer o caminho da moto e chegar até Jonas por meio do rastreamento de extratos bancários e comprovantes de transações por PIX.
O homem que desceu da garupa da moto e efetuou os disparos contra o empresário ainda não teve a prisão decretada.
O delegado André Baldocchi explicou que a polícia já trabalha com suspeitas concretas sobre o atirador, mas que ainda busca reunir provas consistentes.
"Nós estamos em diligências para identificar o atirador, nós já temos algumas suspeitas, o que nos falta são elementos fortes de prova para que a gente possa pedir o mandado de prisão em relação a ele", disse Baldocchi.
A polícia continua realizando quebras de sigilo, confrontações de dados e outras diligências complexas de polícia judiciária para formalizar a acusação contra o segundo envolvido.
O empresário Paulo de Tarso Vallini, de 69 anos, morto a tiros em Ribeirão Preto (SP). — Foto: Reprodução/ Redes sociais
O crime aconteceu na manhã de 13 de agosto, por volta de 11h25 , na Rua Guimarães Passos, Vila Seixas. Paulo de Tarso Vallini trabalhava com restauração de veículos antigos e estava chegando em casa em sua caminhonete preta quando foi abordado pela dupla.
As câmeras de segurança revelaram que o empresário foi perseguido por aproximadamente quatro quilômetros, desde o momento em que deixou sua oficina no bairro Lagoinha. De acordo com as análises, os criminosos já monitoravam a vítima à distância.
"Nós conseguimos levantar imagens que demonstrou que os autores do delito seguiram a vítima da oficina dela, do local de trabalho, até a residência onde foram feitos os fatos, indicando que, de fato, a vítima era pretendida e que nós trabalhamos, a princípio, com latrocínio, até mesmo porque a vítima tinha relógio, Rolex e ouro ali, que poderia ser roubado."
Durante a abordagem na porta da residência, um dos suspeitos chegou a entortar a placa da moto para dificultar a identificação.
A investigação aponta que a dupla queria roubar um cordão de ouro e um relógio Rolex de luxo que estavam com Vallini. No entanto, após uma breve reação do empresário, o atirador efetuou três disparos e os criminosos fugiram sem levar nada.
As novas análises de imagem de segurança divulgadas pela polícia também esclareceram que, durante a ação, o atirador deixou cair o coldre da arma. Ele agachou para recolher o objeto antes de subir na garupa da moto e fugir.
A Polícia Civil trabalha em conjunto com a Polícia Militar no cerco para capturar Jonas Matheus.
Imagens mostram momento em que homem foi morto a tiros na Vila Seixas em Ribeirão Preto, SP. — Foto: Reprodução/Câmeras de segurança
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