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Friday, September 4, 2026

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Maus-tratos de animais na Unifap: um mês sem identificar culpados | G1

Casos incluem envenenamento, uso de cola na pelagem, espancamentos e até a decapitação de uma gata. Os episódios ocorreram durante o recesso acadêmico.

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Cães comunitários foram encontrados mortos no campus da Unifap, sem causa aparente. — Foto: Divulgação/Projeto Mi-au

Um mês após denúncias de maus-tratos e mortes de animais na Universidade Federal do Amapá ( Unifap ), a Polícia Civil segue investigando o caso. Os responsáveis ainda não foram identificados. Os crimes aconteceram durante o recesso acadêmico. Professores, alunos e moradores próximos ao campus já foram ouvidos.

As denúncias partiram de voluntários do Projeto Mi-au, que atua na proteção de cães e gatos comunitários da universidade. De acordo com o grupo, não houve novos casos de violência desde então.

A polícia aponta como dificuldade a livre circulação de pessoas na universidade. A área dos crimes pode ter sido acessada por pessoas de fora da instituição.

"Ocorreu num período ainda não-letivo, o que não dá pra excluir a participação de alguém de fora da comunidade acadêmica, né? É um local de passagem para o bairro Zerão, Universidade, algo que ainda está em apuração", disse Nixon Kenedy, delegado titular da 9ª Delegacia de Polícia Civil.

O Campus Marco Zero, principal polo da Unifap, fica na Zona Sul e não possui câmeras de segurança, o que também dificulta as investigações.

Estudantes da Unifap fazem apelo após episódios de violência contra animais no campus. — Foto: Divulgação/Projeto Mi-au

Durante o recesso, os animais ficam mais vulneráveis. Com menos alunos no campus, os agressores aproveitam para agir.

Alunos relatam que os casos de violência se concentram nos blocos de Ciências Biológicas, Ambientais e Física, onde há mais animais.

Em um dos episódios, a cabeça de uma gata desaparecida foi encontrada perto dos blocos por uma funcionária da limpeza.

Outro gato foi achado morto sob as arquibancadas do ginásio, com a mandíbula quebrada e sinais de espancamento.

Casos de envenenamento também preocupam. Um cão comunitário chamado “Marginal” morreu em frente ao prédio da Pró-Reitoria de Extensão e Ações Comunitárias (Proeac).

A comunidade acadêmica pede instalação de câmeras, melhorias na iluminação e políticas públicas para proteger os animais no campus.

A Lei nº 14.064/2020 prevê pena de 2 a 5 anos de reclusão, além de multa e proibição da guarda de animais, para quem comete crimes contra cães e gatos.

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