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Caso Davi Sebba: PMs acusados de matar advogado vão a júri | G1

Advogado foi morto na mesma noite em que o primeiro filho dele nasceu. Na época, a PM alegou que os agentes foram informados que o advogado se encontraria com um comprador de drogas.

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Advogado Davi Sebba, morto com tiro no peito em estacionamento de hipermercado em Goiânia Goiás — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

Os três policiais suspeitos da morte do advogado Davi Sebba enfrentam júri popular, em Goiânia, após 14 anos que o crime aconteceu, na mesma noite em que o primeiro filho do advogado nasceu. Na época, a Polícia Militar alegou que os agentes foram informados que o advogado estava no estacionamento para se encontrar com um comprador de drogas.

O julgamento acontece nesta quinta (1) e sexta-feira (2). O tenente Ednailton Pereira de Souza, o sargento Luiz Frederico de Oliveira e o soldado da Polícia Militar Jonathas Atenevir Jordão são julgados por homicídio simples.

O g1 entrou em contato com a defesa dos três acusados para um posicionamento, mas ainda não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. O g1 também solicitou um posicionamento da Polícia Militar e aguarda retorno.

Ao g1 , Pedro Ivo, irmão do advogado, contou que o julgamento dos acusados pela morte de Davi é o momento mais esperado. Ele ainda defendeu que os policiais tenham o direito de se defender, mas que sejam condenados.

"Depois de 14 anos estamos, hoje, iniciando esse julgamento que eu espero que ocorra da forma mais justa possível, e que, inclusive, os acusados tenham chance de se defender, coisa que o meu irmão não teve. Mas que, ao final, todos os três policiais sejam condenados por todos os crimes que eles cometeram", argumentou o irmão.

A esposa de Jonathas Jordão, Isadora Jordão, também esteve presente no julgamento na manhã desta quinta-feira (1). Para o g1 , ela relatou que espera que a justiça de Deus seja feita e que a inocência do marido seja demonstrada.

"O meu marido saiu de casa pra trabalhar, ele não saiu de casa pra executar ninguém, ele não saiu de casa pra cometer nenhum tipo de crime, ele saiu de casa a trabalho, a serviço da Polícia Militar do estado de Goiás. Então, nós esperamos em Deus que hoje a inocência dele e a justiça de Deus seja feita sobre a vida dele e sobre a nossa família", declarou.

Pedro Ivo, irmão do advogado, contou que o julgamento dos acusados pela morte de Davi Sebba, em Goiás, é um momento mais esperado — Foto: Letícia Fiuza/g1

O advogado Davi Sebba foi morto aos 38 anos em Goiânia, no dia 5 de juho de 2012. Ele estava no estacionamento de um supermercado quando foi abordado e morto pelos policiais. Os agentes foram indiciados por homicídio qualificado, fraude processual, porte ilegal de arma de uso restrito e disparo de arma do fogo.

Os três policiais foram denunciados pelo Ministério Público de Goiás pelos mesmos crimes. Entretanto, em 2017, o tenente Ednailton Pereira de Souza e o sargento Luiz Frederico de Oliveira foram absolvidos de todos os crimes que respondiam e soldado da Polícia Militar Jonathas Atenevir Jordão foi mandado a júri popular.

Na época, o magistrado defendeu que o fato de os policiais estarem juntos não significava conluio nem repartição de tarefa para a prática de qualquer crime. O juíz argumentou, na sentença, de que não havia “indício razoável”, com a substancialidade juridicamente exigida, a indicar que Edinailton e Luiz Frederico tivessem “efetivamente auxiliado, incentivado ou instigado a que o autor do disparo, que atingiu, feriu e matou a vítima, o fizesse”.

Entretanto, em março de 2022, o Tribunal de Justiça de Goiás julgou quatro recursos contra o julgamento de 2017: dois da assistência de acusação, um do Ministério Público e um da defesa do PM Jonathas Atenevir, mandado a júri popular por homicídio simples. Em abril do mesmo ano, a 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás aceitou com unanimidade o recurso que apontava que o advogado foi morto sem possibilidade de defesa.

Na época, o irmão de Davi Sebba, Pedro Ivo, disse que a decisão trouxe um alento. “O longo tempo de espera agrava ainda mais os nossos sentimentos de tristeza, revolta e injustiça. A família foi desestruturada com a retirada brutal e inesperada de Davi de nossa convivência. O pequeno Gabriel Davi, filho órfão que Davi não pôde conhecer, passará sempre o seu aniversário no mesmo dia da morte do pai”, desabafou o irmão.

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Thursday, October 1, 2026

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