PM morto na Marginal Tietê: Cabo Paulo Roberto é enterrado em Poá | G1
Policial militar morto durante assalto na Marginal Tietê é enterrado em Poá Cabo Paulo Roberto Lima Pereira, de 44 anos, atuava na corporação havia mais de duas décadas e deixou três filhos.
O policial militar Paulo Roberto Lima Pereira, de 44 anos, foi enterrado na manhã deste domingo (30), no Cemitério da Paz, em Poá . Ele foi morto durante um assalto na Marginal Tietê, na Zona Norte de São Paulo, na noite de sexta-feira (28).
O velório começou às 8h, na Câmara Municipal de Poá, no Centro. Abalados, os familiares não quiseram dar entrevistas. Paulo era divorciado e deixou três filhos.
Pouco antes das 11h30, o caixão foi colocado em um caminhão do Corpo de Bombeiros. Integrantes das forças de segurança prestaram as últimas homenagens ao cabo, e diversas viaturas participaram do cortejo pelas ruas da cidade até o cemitério, no Jardim Itamarati, onde ocorreu o sepultamento.
Corpo do Policial Paulo Roberto Lima Pereira foi velado na Câmara de Poá — Foto: Basílio Magno/TV Diário
Segundo colegas de farda, Paulo trabalhava na Polícia Militar havia mais de 20 anos e também era instrutor de defesa pessoal. Antes de entrar para a Companhia de Ações Especiais de Polícia (Caep), ele atuava na Força Tática do 32º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano, responsável pelas cidades de Suzano, Poá e Ferraz de Vasconcelos.
Paulo integrava a Caep do Comando de Policiamento de Área Metropolitana 12 (CPA/M-12), em Mogi das Cruzes, desde a criação da unidade, em 2023.
O policial Paulo Roberto Lima Pereira foi morto durante um assalto — Foto: Reprodução/Redes Sociais
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima dirigia um Volkswagen Jetta preto, na noite de sexta-feira (28), e havia parado o carro para verificar um problema no pneu quando foi abordado por três suspeitos.
Um agente da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), que passava pelo local, contou à polícia que viu três homens saírem da margem do rio e se aproximarem do policial. Segundo o relato, eles entraram em luta corporal com a vítima. Na sequência, o agente ouviu disparos e viu os suspeitos fugirem.
Segundo a investigação, Paulo Roberto foi surpreendido por trás e imobilizado pelo pescoço com um golpe conhecido como "mata-leão". Os outros dois criminosos teriam passado a agredi-lo, dando início a uma luta corporal.
Durante a ação, os suspeitos teriam percebido que a vítima era policial e tomado sua arma particular, de calibre .45. A investigação aponta ainda que o policial foi baleado com essa arma, que foi levada pelos criminosos durante a fuga.
Paulo Roberto foi socorrido e levado ao Pronto-Socorro do Hospital Municipal do Tatuapé, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
Os outros pertences pessoais da vítima, o carro e a arma pertencente à Polícia Militar permaneceram no local. Até o momento, segundo a polícia, a arma particular foi o único bem levado pelos criminosos.
A investigação também apura se o crime pode estar relacionado a um modus operandi conhecido na região. De acordo com a Polícia Civil, há suspeita de que criminosos coloquem pedras de grandes dimensões na pista para provocar danos aos veículos e obrigar os motoristas a parar.
Enquanto o motorista deixa o carro, integrantes do grupo que estariam escondidos nas proximidades — inclusive em uma área de vegetação além da mureta — aproveitam a parada para abordar as vítimas e cometer roubos.
Por enquanto, a Polícia Civil trabalha com essa hipótese. Os suspeitos fugiram em direção à margem do rio e ainda não foram localizados.
O caso foi registrado como latrocínio no 73º Distrito Policial (Jaçanã).
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