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Thursday, September 3, 2026

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Politics

Caso Master: Grupos em Brasília buscam acordões nos bastidores | G1

Diferentes grupos se acusam, lado a lado, de buscar uma “acomodação”, eufemismo usado nos corredores do poder para o que adversários classificam como uma operação para abafar o caso.

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Fachada do Banco Master na Faria Lima e Daniel Vorcaro — Foto: Amanda Perobelli/Reuters; Reprodução

O leitor do blog sabe faz tempo: autoridades e políticos de Brasília preocupados com os efeitos do caso Master só pensam naquilo — no acordão.

Tentativas de construir uma saída política para o caso vêm sendo discutidas pelo menos desde dezembro. Até aqui, porém, foram atropeladas pelos fatos: o avanço das investigações, os vazamentos, novas descobertas e a exposição de manobras discutidas em paralelo e implodidas no meio do caminho.

Mas, segundo fontes ouvidas pelo blog , nunca se desistiu de buscar uma “acomodação”. Pelo contrário.

Agora, quem acompanha o caso Master e tem caneta em Brasília — com mais ou menos tinta — fala em acordões, no plural. E os diferentes grupos se acusam, lado a lado, de buscar uma “acomodação”, eufemismo usado nos corredores do poder para o que adversários classificam como uma operação para abafar o caso.

“Ah, mas tem muita investigação rolando. É impossível um acordão”, diz uma fonte ouvida pelo blog .

Outra rebate com uma comparação: Brasília vive hoje um clima pré-Mensalão, em que muitos se comportam como se pudessem tudo, sem cerimônia e longe do escrutínio público.

Depois do pré-Mensalão vieram o Mensalão e a Lava Jato. E, na avaliação dessa fonte, o sistema sobreviveu, se reinventou e aprendeu a explorar brechas, nulidades e decisões judiciais.

A leitura é que isso alimentou novamente, em setores do poder, a sensação de que o custo da opinião pública pode ser administrado.

Quando falam em “acordões”, no plural, essas fontes descrevem duas suspeitas opostas.

De um lado, acusam uma eventual acomodação do caso Master de atender aos interesses do grupo associado, nessas conversas, a Davi Alcolumbre, Paulo Gonet e Alexandre de Moraes.

Do outro, há acusações de que Flávio Bolsonaro e o bolsonarismo também apostariam numa saída que lhes fosse favorável, na expectativa de que decisões do ministro André Mendonça possam beneficiar politicamente esse campo.

E expoentes do centrão seriam favorecidos em qualquer um dos acordões, pois mantêm relações com os dois grupos.

São acusações cruzadas — não a constatação de que exista um acordo fechado. Mas costuras em curso, como o blog já revelou há meses em diferentes fases do caso.

O ponto em comum entre fontes de diferentes lados é outro: ninguém hoje arrisca prever o desfecho do caso Master. E há uma avaliação cada vez mais disseminada em Brasília de que, independentemente do resultado das investigações, a crise já ultrapassou personagens individuais.

Para a imagem e a credibilidade do Supremo, dizem essas fontes, o caso chegou a um ponto de difícil retorno.

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