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Tuesday, September 15, 2026

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Polícia faz segunda fase de operação que investiga morte de menina transmitida em rede social | G1

Mandados são contra seis adolescentes suspeitos de envolvimento na morte de de adolescente de 13 anos.

· 442 words

Policiais civis cumprem nesta terça-feira (15) mandados contra seis adolescentes suspeitos de envolvimento na morte de uma menina de 13 anos que foi transmitida durante uma “live” no Discord.

Os mandados de internação e de busca e apreensão estão sendo cumpridos nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Rio Grande do Sul e no Distrito Federal. Os alvos têm entre 14 e 17 anos, segundo informações obtidas pela TV Globo .

🔎O Discord é uma plataforma de comunicação bastante utilizada por jogadores de games online e também por adolescentes. A empresa tem sido alvo de críticas e investigações relacionadas a falhas na moderação de conteúdo e na verificação da idade dos usuários.

Essa é a segunda fase da chamada Operação Lívia , que recebe o nome da vítima que, segundo a polícia, tirou a própria vida, em julho, depois de ser induzida por participantes de um grupo na rede social.

Na primeira fase, que aconteceu no início de agosto, um adulto foi preso e outros cinco adolescentes apreendidos, entre eles um adolescente de 14 anos considerado o líder do grupo. Ao todo, 11 pessoas foram presas e apreendidas responsabilizadas pelo caso.

A investigação é da Polícia Civil do Mato Grosso do Sul e conta com o apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), ligado ao Ministério da Justiça.

De acordo com a investigação, os alvos dessa segunda fase são suspeitos de integrar uma rede que usa plataformas digitais para a prática de crueldade contra animais e para coagir crianças e adolescentes.

Segundo os investigadores, a análise do material apreendido na primeira fase — computadores, celulares e outras mídias — possibilitou o avanço investigativo e a identificação de novos envolvidos, administradores e moderadores das comunidades investigadas.

As transmissões ao vivo do Discord foram suspensas no Brasil após a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) identificar que a ferramenta vinha sendo usada de forma recorrente em casos de violência, assédio e indução à automutilação e ao suicídio envolvendo crianças e adolescentes.

No início deste mês de setembro, a plataforma e o governo participaram de uma audiência de conciliação, realizada pela Justiça Federal do Distrito Federal.

A audiência foi marcada após a Advocacia-Geral da União (AGU) apresentar uma ação para que a plataforma Discord adote medidas efetivas para proteger crianças, adolescentes e mulheres no ambiente digital, de acordo com as exigências da legislação brasileira, em especial as estabelecidas pelo ECA Digital.

A ação pede ainda que o Discord seja condenado a pagar uma indenização por danos morais no valor de R$ 500 milhões.

O governo entrou com a ação após identificar que a plataforma continua apresentando falhas nos mecanismos proteção aos usuários.

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