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Tuesday, September 15, 2026

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Politics

Dino pede a Fachin investigação sobre elo entre Banco Master e instituto ligado a André Mendonça | G1

Ministro quer esclarecer possíveis conexões entre encontro de Vorcaro com Mendonça, contratos do Instituto Iter e processo sobre cemitérios privados.

· 436 words

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu nesta terça-feira (15) ao presidente da Corte, Edson Fachin, que seja investigada uma possível relação entre o Banco Master, o Instituto Iter — ligado ao ministro André Mendonça —, e contratos firmados pelo município de São Paulo.

A decisão de Dino é relacionada a uma ação que discute regras para o funcionamento de cemitérios privados no estado . O ministro cita uma série de circunstâncias que, na avaliação dele, precisam ser esclarecidas.

O primeiro ponto envolve a atuação de André Mendonça em um processo sobre os cemitérios privados de São Paulo.

Quando o julgamento foi retomado, em abril de 2025, Mendonça apresentou um voto contrário à manutenção de uma medida cautelar que afetava os cemitérios privados. Com isso, ficou alinhado aos pedidos dessas empresas.

Ao analisar o caso, Dino chamou atenção para o fato de que Alexandre de Almeida Mendonça, irmão de André Mendonça, trabalha na SP Regula, agência responsável pela regulação de serviços públicos de São Paulo. O irmão atua justamente na área funerária e cemiterial.

Dino também cita um encontro entre André Mendonça e Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master.

Segundo a decisão, a reunião ocorreu em 14 de março de 2025, na sede do Instituto Iter, entidade fundada por Mendonça.

Para Dino, o encontro ganha relevância porque o Instituto Iter passou a ter contratos remunerados com o município de São Paulo, que é parte diretamente envolvida na ação sobre os cemitérios.

Segundo a decisão, o Instituto Iter passou a prestar serviços para o município de São Paulo . A prefeitura, por sua vez, é responsável pela contratação de empresas privadas que atuam no setor funerário, como a Cortel.

Na decisão, Dino cita ainda Fabiano Zettel — cunhado de Vorcaro e também investigado na Operação Compliance Zero —, que trabalhava na Cortel.

Além desse contrato, o ministro afirma que o Instituto Iter também teria firmado, sem licitação, um contrato de aproximadamente R$ 1,63 milhão com a Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), ligada ao governo de São Paulo.

O contrato seria para a prestação de serviços técnicos na área de formação e gestão educacional.

A partir desses fatos, o ministro diz que o objetivo da decisão é esclarecer se existe alguma relação entre o encontro de Vorcaro com Mendonça, o Instituto Iter, os contratos mantidos pela entidade e a atuação de Mendonça no processo que envolve os cemitérios privados de São Paulo.

A decisão não afirma que esses fatos, por si só, comprovem irregularidade ou favorecimento por parte de Mendonça.

O pedido de Dino é para que as possíveis conexões sejam apuradas.

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