Skip to content
Gigantum.net
Politics

Ministros fazem balanço de sessão tensa do STF e mapeiam nova divergência | G1

Nos bastidores, integrantes da Corte apontam erros e acertos. Possibilidade do presidente desempatar votação em casos em que figura como relator é motivo de divergência.

· 451 words

A condução da sessão pelo presidente do STF, Edson Fachin , recebeu críticas das duas alas da Corte – a que apoia Alexandre de Moraes e a alinhada com André Mendonça . A maior reclamação do grupo de Moraes é por Fachin ter levado perto da eleição o relatório da Polícia Federal que apontou Moraes como interlocutor de mensagens de Vorcaro.

O grupo também se queixa de falta de isonomia no tratamento de suspeitas envolvendo dois ministros.

Para aliados de Mendonça, a queixa é que Fachin não conseguiu discutir se Moraes deveria mesmo ter votado e não imprimiu o ritmo da sessão, dando espaço para Flávio Dino e Gilmar Mendes conduzirem as discussões e até os embates.

O questionamento é se devem ser analisados em conjunto o relatório da Polícia Federal sobre Moraes e Vorcaro e o relatório de inteligência da PF que questiona a condução do ministro André Mendonça nos casos Master e INSS.

Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Moraes votaram para que os dois casos sejam analisados na mesma sessão plenária. Edson Fachin, André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia votaram para manter os casos separados.

Ministro Flávio Dino, ministro do STF — Foto: Rosinei Coutinho/STF

Dino chegou a votar pela junção dos casos, mas diante da indicação de empate e de mais bate-bocas, acabou pedindo mais tempo pra analisar o processo – tendo 90 dias para devolver o caso para análise. Confirmado o voto de Dino, o placar da questão de ordem será 4 a 4.

Ministros alinhados com Moraes defendem que não cabe ao presidente do STF desempatar.

🔎 Não está definido ainda se o presidente pode votar para desempatar sendo relator. O voto de qualidade, conforme o regimento, é para o presidente em situações em que ele não relata a proposta.

Para uma ala do STF, Fachin não poderia votar para desempatar. Nesse caso, o empate – na visão dessa ala – favoreceria Moraes por ser uma questão de ordem em matéria penal. Por isso, na prática, o placar igual aprovaria a questão de ordem.

Ministro Edson Fachin do STF — Foto: Rosinei Coutinho/STF

Esse entendimento seguiria dispositivo do Código de Processo Penal que estabelece que, em julgamento de matéria penal ou processual penal, em caso de empate, prevalecerá a “decisão mais favorável ao imputado”.

Já outra ala do Supremo avalia que caberia ao presidente do Supremo desempatar porque a questão envolve a organização interna dos trabalhos.

Em 2011, o plenário usou o voto de minerva do presidente também pela vacância de uma cadeira, mas o presidente não era o relator do caso. O Supremo tem 11 ministros, mas desde outubro do ano passado está com dez ministros, aguarda a indicação e aprovação de novo integrante.

Gathered from external sources. Rights to this text belong to whoever originally published it.

Wednesday, October 14, 2026

© 2026 Gigantum.net. Content gathered automatically from external sources; rights to each text belong to whoever originally published it.