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Saturday, September 12, 2026

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'Crise Master' no STF: em Curitiba, Lula diz que 'ninguém pode ser ministro da Suprema Corte para ficar rico' | G1

Lula também repetiu que seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, investigado em três inquéritos que tramitam no STF, não será protegido.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, afirmou neste sábado (12) que ninguém pode ser ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) para ficar rico.

Segundo Lula, o cargo equivale a um "sacerdócio", ou seja, deve ser exercido com dignidade — comparado a ministros de um culto religioso.

Durante campanha em Curitiba (PR), o Lula repetiu que seu filho mais velho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, não será protegido.

Lulinha é investigado em três inquéritos que tramitam no Supremo. Um deles, apura suspeitas de corrupção e tráfico de influência em uma tentativa de obter um contrato com o Ministério da Saúde para fornecer medicamentos à base de canabidiol ao SUS.

"Ele [Lulinha] nasceu para fazer as coisas certas e eu acredito na inocência dele. Mas se ele cometeu um erro, ele terá de pagar pelo erro que cometeu", afirmou o presidente.

"Isso vale pra mim, isso vale pro meu filho, isso vale para qualquer ministro da Suprema Corte. Ninguém pode ser ministro da suprema corte para ficar rico, aquilo é um sacerdócio. As pessoas têm que se dedicar. Porque é a Corte Suprema, quando ela toma uma decisão, ninguém pode mudar. As pessoas têm de ter um padrão de comportamento acima da média da sociedade", prosseguiu.

A crise começou no início de setembro, quando vieram à tona relatórios da Polícia Federal indicando trocas de mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do extinto Banco Master, e o ministro Alexandre de Moraes sobre operações policiais, além de registros sobre a atuação do ministro na edição de um contrato de R$ 130 milhões entre o escritório de sua esposa e o ex-banqueiro.

Paralelamente, relatórios de inteligência da PF passaram a apontar suspeitas de assimetria e direcionamento por parte do ministro André Mendonça na condução das operações "Sem Desconto" e "Compliance Zero".

Diante da manutenção do segredo sobre os autos, a Procuradoria-Geral da República (PGR) acionou o presidente do STF, Edson Fachin , argumentando que a divulgação de apenas uma fração das peças poderia criar uma "ideia equivocada de transparência" e omitir o núcleo da investigação.

Acolhendo o pedido da PGR, Fachin deu um prazo de 24 horas para que Mendonça derrubasse o sigilo das apurações do caso Master. Em cumprimento à determinação, Mendonça retirou o segredo de dezenas de procedimentos relacionados ao caso.

O relator afirmou ter divulgado todos os processos principais disponíveis e argumentou que a manutenção do sigilo sobre trechos específicos foi uma medida "prudente e responsável" para proteger investigações em andamento e dados pessoais, bancários e fiscais de investigados.

Moraes apontou que o colega disponibilizou apenas 15 procedimentos de forma incompleta, omitindo 180 peças e arquivos do sistema do tribunal.

Com isso, Moraes formalizou três pedidos à Presidência: a derrubada total e irrestrita do sigilo, a intimação de magistrados citados nos autos e o julgamento conjunto da petição sobre suas mensagens com o processo que avalia a conduta de Mendonça.

O presidente do STF manteve a Sessão Plenária Extraordinária para analisar a petição de relatoria de Mendonça e agendou a apreciação da petição que reúne as informações sobre Moraes para o dia 23 de setembro, após a conclusão dos prazos de instrução.

O presidente Lula durante cerimônia no Palácio do Planalto em 3 de setembro de 2026 — Foto: Adriano Machado/Reuters

Durante comício em Cutitiba, o presidente Lula afirmou que a oposição transformou, em 2019, um agiota em banqueiro, em referência a Daniel Vorcaro — que está no epicentro de uma investigação que começou com fraude bilionária envolvendo o Banco Master e evoluiu para um escândalo com repercussões no sistema financeiro, na política e no Judiciário.

"Eu estive com o Fachin [presidente do STF] e disse que não era possível um cidadão que é um juiz relator [André Mendonça] ficar soltando matéria pensada, somente sobre o que interessava a ele. Pedi para liberar todo processo. Para sabver quem é que está por trás disso. E vamos deixar às claras para ver de verdade quem é ladrão e corrupto nesse país. E a família Bolsonaro não escapa. Por isso, eu estou feliz que o povo brasileiro vai saber a verdade, quem fez o que nesse país", concluiu.

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