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Dino reintegra Andrei: veja as reações dos presidenciáveis. | G1

Ministro do STF atendeu a pedido de Andrei Rodrigues e determinou retorno do diretor-geral da Polícia Federal e do diretor de Inteligência, Leandro Almada, aos cargos. Na terça (8), o ministro André Mendonça tinha afastado os servidores após um requerimento do Partido Novo.

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André Mendonça, STF, Andrei Passos, PF e Flávio Dino, STF — Foto: Andressa Anholete/Agência Senado, Luiz Silveira e Gustavo Moreno/STF

O ministro Flávio Dino , do Supremo Tribunal Federal ( STF ), determinou nesta quarta-feira (9) a imediata reintegração de Andrei Passos Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal. Na terça, o ministro André Mendonça havia afastado preventivamente Rodrigues e o diretor de Inteligência da Corporação, Leandro Almada. Leandro também foi reconduzido ao cargo pela decisão de Dino.

A decisão de Dino atendeu a um pedido do diretor-geral da PF e apontou a ilegitimidade do Partido Novo em pedir o afastamento dos servidores.

Os candidatos à Presidência da República repercutiram o novo capítulo na crise no STF.

Até o momento, comentaram o assunto Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Rui Costa Pimenta (PCO).

Confira o que disseram os presidenciáveis:

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que disputa a reeleição, afirmou pelas redes sociais que é "urgente a quebra completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos no caso Master, seja quem for, doa a quem doer".

Lula ainda destacou a gravidade do que chamou de "o maior crime financeiro da história do Brasil". O candidato do PT também disse que o povo brasileiro precisa de "medidas imediatas" para enfrentar a crise institucional no Judiciário e criticou "vazamentos seletivos".

"Se faz necessário mais transparência e não vazamentos seletivos que impactam a disputa eleitoral. A divulgação da verdade, como aconteceu na Operação Spoofing, conduzida pelo então ministro Lewandowski, é um exemplo a ser seguido", afirmou Lula.

🔎 Em 2021, o então ministro do STF Ricardo Lewandowski retirou o sigilo da Operação Spoofing . A operação, de 2019, prendeu suspeitos de invadir celulares do então ministro da Justiça (e hoje senador) Sergio Moro e de integrantes da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba.

Pelas redes sociais, o senador do PL declarou que "o Brasil está sem presidente, virou várzea" e pediu que o presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, resolva a questão "imediatamente".

"Não é sobre esquerda ou direita, é sobre resgatar o Brasil do cativeiro", declarou Flávio.

Em visita a Juiz de Fora (MG) , o senador afirmou que decisões como as de Dino têm o objetivo de interferir nas eleições.

Em um vídeo divulgado pela campanha do candidato, o candidato do Missão afirmou que a situação do Supremo é "insana" e que estamos diante do "fim da institucionalidade brasileira".

"Não cabe mais comentar. O que cabe é chegar à Presidência da República e botar ordem no galinheiro. Hoje, o STF virou uma insanidade. Não há institucionalidade, não há República", declarou.

O ex-governador de Goiás criticou a decisão, dizendo que os ministros do Supremo "passaram de todos os limites, mas a postura de Flávio Dino supera qualquer patamar". Caiado ainda protestou contra o que chamou de "ditadura da toga".

"[Dino] virou imperador do Brasil e implodiu a segurança jurídica", afirmou.

O candidato do Novo, partido que havia pedido o afastamento dos servidores da PF, criticou a decisão. Pelas redes sociais, Zema apontou que "esse é o Brasil dos intocáveis" e reiterou apoio ao ministro André Mendonça.

"Nós, do Partido Novo, pedimos a PRISÃO desse sujeito e não iremos recuar. CHEGA DE INTOCÁVEIS", afirmou Zema.

Em um evento de campanha em Brasília nesta quarta (9), o Zema afirmou que houve uma “aberração jurídica” por parte da decisão de Dino e acusou o sistema de se proteger.

“Um ministro decide, o outro vai lá e desdecide no mesmo processo, no mesmo mérito”, disse. Zema declarou que espera que Fachin “desfaça a decisão [de Dino]” e “coloque ordem na casa”.

O ex-governador de Minas Gerais também criticou a condução de investigações por pessoas que, segundo ele, teriam envolvimento com os casos. “Em todo o sistema judiciário no mundo, as pessoas se declaram suspeitas. Aqui no Brasil, quem é suspeito quer agarrar o processo”, afirmou.

Pelas redes sociais, o candidato do PCO comentou a crise no STF e declarou que "não existe mais lei" depois de Alexandre de Moraes.

Rui Costa Pimenta acrescentou que, se Moraes não sair da Corte, "o tribunal perde totalmente a sua credibilidade, e tudo que for feito pelo STF poderá ser questionado pela população nas ruas."

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Monday, October 12, 2026

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