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Candidatos a presidente comentam sessão do STF sobre Moraes e Vorcaro | G1

Sessão extraordinária no Supremo nesta terça-feira (15) analisa caso de mensagens enviadas pelo ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes.

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Moraes e Mendonça participam lado a lado de sessão do STF — Foto: Rosinei Coutinho/STF

A 19 dias do primeiro turno das eleições gerais, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) analisam nesta terça-feira (15) se Alexandre de Moraes será investigado por ter recebido mensagens do ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro, do banco Master.

O tema repercute entre os candidatos à Presidência da República. Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) comentaram o tema até o momento.

A sessão desta terça foi convocada pelo presidente do STF, Edson Fachin, após a retirada de sigilo de documentos do caso Master pelo ministro André Mendonça, então relator do processo.

Nos documentos trazidos a público, a PF identificou o envio de mensagens de Vorcaro a Moraes.

Pelas redes sociais, o senador do PL divulgou um vídeo em que afirma que uma parte do Supremo "descumpriu a lei" e, junto ao atual governo federal, faz parte de um "sistema apodrecido". Mais tarde, durante o horário eleitoral gratuito, o candidato replicou o vídeo.

Flávio afirmou que o Brasil precisa de mudanças, criticou a reeleição e reforçou propostas de governo ligadas ao combate à corrupção, economia e soberania.

O candidato do PL é investigado no caso Master pelo financiamento do filme Dark Horse, sobre a vida de Jair Bolsonaro. Investigações apontam que o filme recebeu dinheiro de Daniel Vorcaro.

Sobre o tema, o senador criticou o que chamou de "mentiras" feitas contra ele e afirmou que o governo Lula criou um "desequilíbrio institucional".

"Agora na reta final, bateu desespero no outro lado. Eles já partiram para o ataque baixo para me acusar de um monte de mentira. Querem inventar escândalos para esconder o verdadeiro escândalo do país. O atual presidente dividiu o seu poder com Alexandre de Moraes e no fim o Brasil ficou sem presidente nenhum, sem comando", afirmou Flávio.

Caiado se manifestou pelas redes sociais nesta terça e defendeu o "afastamento imediato do ministro Alexandre de Moraes".

"Eu nunca vi um escândalo dessa gravidade atingir o Supremo. O julgamento de hoje no STF é histórico porque escancara o que eu venho dizendo há tempos, faltou tudo, decoro, senso público e o mínimo de liturgia no exercício do cargo", afirmou.

O candidato do Missão comentou a sessão extraordinária pelas redes sociais. Renan Santos criticou o pedido de afastamento do caso de Toffoli e Nunes Marques.

"Votação sobre corrupção no STF e MINISTROS no plural estão se declarando impedidos. E radical sou eu por não querer cumprir ordens ilegais desses ministros", criticou.

O candidato do Novo abriu uma transmissão ao vivo na manhã desta terça-feira junto ao vice-candidato a presidente da chapa, Eduardo Girão. Os dois falavam de Brasília. O ex-governador de Minas Gerais cobrou explicações e investigação contra Moraes.

"Nós vamos começar uma mudança muito importante no Brasil. E essa mudança é necessária para resgatar a credibilidade no Supremo e a credibilidade no Brasil. Espero que a investigação seja aberta, que seja conduzida com o maior cuidado e, como todos nós sabemos, que os envolvidos sejam punidos", declarou Zema.

Mais tarde, o candidato do Novo publicou vídeos em uma manifestação convocada por ele em Brasília, também criticando as alegações de impedimento e suspeição de Nunes Marques e Dias Toffolli, respectivamente. "O Brasil quer uma resposta, chega de intocáveis", declarou Zema.

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Tuesday, October 13, 2026

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