Google recebe multa de US$ 462 milhões por uso de dados de localização | G1
Google foi acusado de violar regras europeias sobre o uso de dados de geolocalização de usuários entre 2018 e 2020.
Logo do Google em uma convenção de tecnologia em Paris, na França, em 25 de maio de 2018 — Foto: CHARLES PLATIAU/Reuters
A Alphabet, dona do Google , recebeu nesta segunda-feira (21) uma multa de 403 milhões de euros (US$ 462 milhões, cerca de R$ 2,37 bilhões) do órgão regulador de proteção de dados da Irlanda, que atua em nome da União Europeia (UE).
A empresa foi acusada de violar as regras de privacidade do bloco ao processar informações sobre a localização dos usuários.
A Comissão de Proteção de Dados da Irlanda (DPC, na sigla em inglês) afirmou que o Google desrespeitou as normas europeias entre 2018 e 2020 por meio de três funcionalidades : " Atividade na Web e de Apps", "Histórico de Localização" e "Precisão de Localização".
Segundo a DPC, os problemas estavam relacionados à forma como o Google informava os usuários sobre o uso de suas informações e à maneira como esses dados eram processados.
A multa é a quarta maior aplicada pela DPC desde que o órgão passou a ser o principal responsável pela fiscalização de grandes empresas de tecnologia dos Estados Unidos que têm operações na Irlanda.
Desde 2018, a autoridade já aplicou mais de € 4 bilhões em multas com base nas regras europeias de proteção de dados.
Além da multa, o Google terá de adequar o uso das informações de localização às regras europeias no prazo de seis meses. A empresa não respondeu imediatamente ao pedido de comentário da Reuters.
"Como resultado das falhas do Google , indivíduos podem não saber que sua localização estava sendo usada para, por exemplo, influenciar com anúncios ou inferir seus interesses, e podem perder o controle sobre seus dados pessoais", disse o vice-comissário da DPC, Graham Doyle, em comunicado.
Segundo ele, a empresa também manteve as informações de localização por mais tempo do que o necessário, o que aumentou a perda de controle dos usuários sobre seus dados.
A investigação foi aberta em 2020 após reclamações de organizações europeias de defesa dos consumidores, entre elas a BEUC, entidade que reúne associações de consumidores de diferentes países da Europa.
Entre os problemas identificados pela DPC estão a forma como o Google tratava as informações de localização na função "Atividade na Web e de Apps", que registra dados sobre a atividade dos usuários nos serviços da empresa, e no "Histórico de Localização", que acompanha a localização por meio de dispositivos móveis.
O Google também é alvo de outras três investigações conduzidas pela autoridade irlandesa. Segundo a DPC, todas estão em estágio avançado.
Com informações das agências de notícias Reuters e Agence France-Presse (AFP).
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