Skip to content
Gigantum.net
Science & space

Entenda por que o eclipse lunar desta semana não será uma 'Lua de Sangue' | G1

Fenômeno poderá ser visto em todo o Brasil entre a noite de quinta-feira (27) e a madrugada de sexta (28). Lua poderá ganhar tons avermelhados, mas não ficará totalmente vermelha durante o eclipse.

· 927 words

Um eclipse lunar parcial é visto atrás da antena no topo do One World Trade Center na cidade de Nova York (EUA). — Foto: Eduardo Munoz

Na noite de quinta-feira (27) para sexta-feira (28) , o céu vai reservar um eclipse lunar parcial que promete chamar atenção em todo o Brasil.

A Lua ficará quase toda encoberta pela sombra da Terra, num fenômeno que poderá ser visto a olho nu e sem qualquer equipamento especial .

O eclipse começará às 22h24 de quinta-feira e seguirá pela madrugada. O ponto máximo será às 1h13 de sexta (28), quando 96,2% do disco lunar estará escurecido.

📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia

Embora seja visualmente muito próximo de um eclipse total, o fenômeno será parcial .

Isso porque somente uma pequena parte da Lua ainda ficará fora da umbra , a região mais escura da sombra da Terra.

E como a Lua não entrará completamente na umbra, ela poderá até ganhar tons avermelhados durante parte do eclipse, mas não ficará totalmente vermelha .

“Quando temos um eclipse total, quanto mais alinhados eles estão, mais tempo ela fica na umbra. Já neste caso, ela não mergulha totalmente nessa região, então vai começar a ficar avermelhada e, logo depois, vai deixar de ficar avermelhada”, explica Josina Oliveira do Nascimento, astrônoma do Observatório Nacional (ON).

(veja no INFOGRÁFICO abaixo como a Lua vai atravessar a sombra da Terra durante o eclipse).

Abaixo, entenda também o que é um eclipse lunar, veja os horários de cada fase e saiba como acompanhar o fenômeno.

Durante um eclipse lunar, é a sombra da Terra que obscurece a Lua.

O fenômeno acontece quando Sol, Terra e Lua ficam alinhados, com a Terra posicionada entre os outros dois astros .

➡️ A sombra projetada pela Terra no espaço tem duas regiões: a penumbra , mais clara, e a umbra , mais escura.

Quando a Lua passa apenas pela penumbra, ocorre um eclipse penumbral , normalmente mais difícil de perceber a olho nu.

Já no eclipse parcial , uma parte da Lua entra na umbra.

No total , todo o disco lunar fica dentro dessa região mais escura.

Na madrugada de sexta-feira, a Lua entrará profundamente na umbra, mas não por completo.

Por isso, durante o ponto máximo do fenômeno, será possível observar uma pequena faixa ainda iluminada e quase todo o restante do disco lunar coberto pela sombra da Terra.

Diagrama mostra a diferença da umbra e da penumbra. — Foto: NASA

O eclipse começará ainda na noite de quinta-feira (27) e terminará somente na madrugada de sexta-feira (28).

Veja os horários abaixo (no horário de Brasília):

1h13 (28/8): ponto máximo do fenômeno, quando ocorre o maior obscurecimento;

A fase parcial, que é a mais facilmente perceptível, terá duração de aproximadamente 3 horas e 18 minutos .

Considerando também as etapas penumbrais, o eclipse completo se estende por cerca de 5 horas e 38 minutos .

☝️ Ou seja: se você quiser acompanhar o momento em que quase toda a Lua estará encoberta terá de olhar para o céu à 1h13 da próxima sexta-feira (28), e não na madrugada de quinta-feira.

Em estados com fusos diferentes do horário de Brasília, os horários precisam ser ajustados.

Em áreas no fuso de uma hora a menos, por exemplo, o ponto máximo ocorrerá à 0h13 .

Como este não será um eclipse total, a Lua não ficará completamente avermelhada como ocorre na chamada “ Lua de Sangue ”.

Mesmo assim, a parte do disco lunar que estiver dentro da umbra poderá adquirir tons mais escuros, alaranjados ou avermelhados .

Isso acontece porque parte da luz do Sol atravessa a atmosfera terrestre antes de chegar à Lua.

A luz azul se espalha com mais facilidade na atmosfera, enquanto comprimentos de onda mais longos, como os tons vermelhos e alaranjados, conseguem atravessá-la e alcançar a superfície lunar.

É o mesmo processo que ajuda a explicar os tons avermelhados do nascer e do pôr do Sol .

A Nasa compara o fenômeno a todos os amanheceres e entardeceres da Terra sendo projetados sobre a Lua.

"É o mesmo fenômeno que torna o pôr do Sol vermelho. É como se a luz do Sol fosse filtrada pela nossa atmosfera e sobrasse esse vermelho que espalha a luz do Sol que incide sobre a Lua", diz Alessandra Abe Pacini, cientista do grupo de Física Espacial da Universidade do Colorado.

O fenômeno da Lua de Sangue — Foto: Arte/g1

Nenhum equipamento especial é necessário para observar o eclipse. O fenômeno poderá ser visto a olho nu e, ao contrário de um eclipse solar, não oferece risco à visão.

“Para ver o eclipse da Lua não é preciso nenhum aparato, basta olhar e contemplar pelo tempo que quiser”, afirma Josina.

🔭 Binóculos ou telescópios podem melhorar a visualização dos detalhes da superfície lunar e da região coberta pela sombra.

O principal obstáculo será mesmo o tempo: nuvens podem impedir ou dificultar a observação.

O eclipse também será visível em outras partes da América, além de regiões da Europa e da África.

No Brasil, porém, será possível acompanhar todas as fases do fenômeno, da entrada da Lua na penumbra até o fim do eclipse, já perto das 4h da manhã de sexta-feira.

No eclipse total, a luz azul do Sol se espalha e a luz vermelha, laranja e amarela (de comprimento de onda mais longo) atravassa, tornando nossa Lua vermelha. — Foto: NASA Goddard Space Flight Center/Scientific Visualization Studio

( VÍDEO: Vídeo mostra timelapse do eclipse lunar parcial mais longo visto em Tóquio.)

Gathered from external sources. Rights to this text belong to whoever originally published it.