Skip to content
Gigantum.net
World

França tem novo dia de greve e protestos; Torre Eiffel é fechada | G1

Convocação foi feita por vários sindicatos. Centenas de escolas estão fechadas e o transporte público foi severamente afetado.

· 454 words

Vários sindicatos da França uniram forças nesta quinta-feira (5) para um novo dia de greves e manifestações em todo o país.

Segundo as agências de notícias, grandes manifestações estão ocorrendo em Paris , Lyon e Marselha , com a participação de milhares de pessoas.

Cerca de 260 protestos contra o aumento do custo de vida e em apoio ao movimento iniciado por estudantes do ensino médio estão previstos, de acordo com os sindicatos, que afirmaram que o país está à beira da recessão e que os planos de demissão estão se multiplicando em uma declaração conjunta.

"Combustível, alimentos, aluguel, gás, eletricidade… Tudo está subindo, exceto salários e aposentadorias. A raiva é imensa. A situação neste país é frágil. Os desafios sociais e ambientais urgentes devem ser enfrentados sem demora", diz o comunicado.

Um manifestante chuta uma lata de gás lacrimogêneo durante protesto em Lyon, na França — Foto: REUTERS/Denis Balibouse

Centenas de escolas secundárias foram fechadas ou não puderam funcionar , algumas devido a protestos, outras porque os professores aderiram à greve.

O transporte público foi severamente afetado. A Torre Eiffel, principal ponto turístico do país, está fechada.

"Seguimos com o movimento porque não nos escutam. Estamos aqui para tentar mudar as coisas", declarou à AFP Luce, de 15 anos, em Estrasburgo.

Manifestantes em protesto em Marselha, na França — Foto: REUTERS/Stephanie Lecocq

O ministro do Interior francês, Laurent Nuñez, afirmou que 70 mil policiais estão sendo mobilizados , apoiados por veículos blindados, drones e helicópteros.

Autoridades da região oeste da Bretanha informaram que "indivíduos mascarados" tentaram bloquear estradas na cidade de Rennes nesta quinta, e jovens - muitas vezes acompanhados por adultos - cometeram "graves atos de violência", incluindo o arremesso de bolas de aço contra a polícia.

Em Paris , as forças de segurança impediram o bloqueio de centros de ensino em vários pontos da capital e utilizaram gás lacrimogêneo para dispersar os jovens manifestantes.

Cartazes contra o governo em protesto em Nantes, na França — Foto: REUTERS/Stephane Mahe

As manifestações, algumas marcadas por distúrbios e saques, como a de 17 de outubro , abalam os últimos meses da presidência de Emmanuel Macron, que deve deixar o poder em maio.

Em alguns dias, as manifestações reuniram quase 1,3 milhão de pessoas, segundo as autoridades, mas para esta quinta-feira são esperadas entre 500 e 700 mil pessoas fora de Paris , e entre 40 e 80 na capital.

Os sindicatos pedem uma revalorização do salário mínimo interprofissional, um aumento do conjunto dos salários, mais justiça fiscal e a preservação dos serviços públicos.

Entre o aumento dos preços dos combustíveis e o forte ajuste fiscal que o governo deseja nos orçamentos de 2027, o poder de compra está no centro do crescente mal-estar social.

Gathered from external sources. Rights to this text belong to whoever originally published it.

Sunday, November 8, 2026

© 2026 Gigantum.net. Content gathered automatically from external sources; rights to each text belong to whoever originally published it.