Tomate, açúcar e óleo puxam queda de 4%¨da cesta básica no Acre | G1
Média chegou a R$ 659,66 em agosto deste ano na capital. Levantamento tem como base preços de produtos considerando a necessidade mensal das famílias.
🛒🍅O custo da cesta básica em Rio Branco teve queda de 4,6% entre julho e agosto, e chegou a R$ 659,66 no oitavo mês deste ano. É o que aponta uma pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Conforme o balanço, a redução no bolso do consumidor acreano foi puxada principalmente pela queda nos preços do tomate (25,93%), açúcar cristal (2,94%) e do óleo de soja (1,34%) . Além disso, Rio Branco ocupou a 7ª posição entre os valores mais baratos do país.
Segundo o Dieese, a capital acreana ficou atrás apenas de Aracaju (R$ 570,98), Natal (R$ 627,42), Maceió (R$ 627,45), Salvador (R$ 628,89), João Pessoa (R$ 641,13) e Recife (R$ 643,02), que teve a cesta básica mais barata do país no mês de agosto.
Entre as capitais com o custo da cesta básica mais cara, lideram São Paulo , com R$ 900,59 , Cuiabá , que teve R$ 851,57 e Rio de Janeiro , com R$ 851,19 . Em comparação ao estado paulista, a diferença para o valor da cesta no Acre é de 26,7%.
Custo da cesta básica em Rio Branco recuou 4,6% em agosto, chegando a R$ 659,66 — Foto: Alex Ferreira
Além dos três principais itens que ajudaram na queda, outros alimentos que compõem a cesta também registraram baixa em seus preços na capital do Acre, contudo, com bem menos impacto na hora de pagar:
Por outro lado, a queda no valor total não foi ainda maior porque seis dos 12 produtos pesquisados ficaram mais caros no período. As maiores altas foram lideradas pela farinha de mandioca, que subiu 8,93%, o arroz tipo agulhinha, 3,45%, e manteiga, 2,10%.
Também registraram aumento o leite integral, 0,79%, a banana, 0,69%, e a carne bovina de primeira, 0,33%. O custo da alimentação básica em Rio Branco acumula alta de 2,87% nos últimos 12 meses.
Em agosto de 2026, o trabalhador de Rio Branco precisou trabalhar por 89 horas e 32 minutos, ou, aproximadamente, 11 dias, para conseguir comprar a cesta. O tempo ainda foi menor do que as 93 horas e 55 minutos observadas em julho.
Em termos financeiros, a compra da cesta comprometeu 43,9% do salário mínimo líquido (após o desconto de 7,5% da Previdência Social), houve uma melhora em relação aos 46,15% registrados no mês anterior.
A pesquisa da Dieese com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em supermercados da capital, avaliou 12 alimentos considerados como necessidade mensal de famílias com até três adultos ou dois adultos e duas crianças.
Os produtos analidados foram: tomate, açúcar cristal, óleo de soja, feijão carioca, café em pó, pão francês, farinha de mandioca, arroz agulhinha, manteiga, leite integral, banana e a carne bovina de primeira, que são os cortes mais macios como a picanha, alcatra e o filé mignon.
Além disso, segundo uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada em agosto, a média de R$ 3.149 no rendimento mensal per capita no estado , deixou o Acre com o terceiro maior da região Norte, o valor impacta diretamente na compra de insumos básicos.
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